segunda-feira, 22 de julho de 2013
Alex faz a diferença e arranca empate para o Coxa diante do Peixe
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
O poder do 11: domingo pode definir Flu campeão e Palmeiras rebaixado.
terça-feira, 28 de agosto de 2012
Apresentado pelo Bota, Túlio será inscrito no BR e gol mil pode ocorrer em jogo oficial
terça-feira, 8 de novembro de 2011
Brasileirão 2011: o mais equilibrado de todos
Desde 2006, campeonato nunca teve distância tão pequena entre primeiro e quinto colocados a cinco rodadas do fim
O Campeonato Brasileiro nunca esteve tão disputado quanto em 2011. Com a diferença entre o primeiro e o quinto colocado em apenas três pontos, a tabela comprova o equilíbrio cada vez maior do Brasileirão. Desde 2006, quando a competição passou a ter 20 clubes na Primeira Divisão, a distância entre os cinco primeiros nunca foi tão pequena.
Em 2006 e 2007 o São Paulo (que terminaria campeão naqueles anos) sobrou. Após a 33ª rodada, a diferença para o quinto colocado foi grande nos dois anos - 14 e 16 pontos respectivamente. No ano seguinte o Tricolor Paulista voltou a conquistar o título, mas a essa altura da disputa, tinha apenas cinco pontos de vantagem para o quinto.
Já em 2009, ano em que o Flamengo foi campeão, algumas coincidências que podem fazer o rubro-negro sonhar com nova conquista: o Palmeiras liderava ao lado do São Paulo com 58 pontos, seguidos pelo Atlético-MG com 56 (mesma pontuação de Corinthians, Vasco e Fluminense hoje). Foi o único ano desde então que o líder na rodada 33 não levantou o caneco.
No ano passado a distância entre o então líder e campeão Fluminense e o Santos, que ocupava a quinta colocação em momento equivalente do Brasileiro, era de oito pontos. No entanto, Corinthians e Cruzeiro estavam na cola do Tricolor com apenas um ponto a menos. No entanto, a equipe dirigida por Muricy Ramalho garantiu o tri.
Se seu time ainda não se encontra entre os que estarão classificados para a Libertadores, não é preciso desanimar. Apenas em 2006 e em 2008 não houve alteração entre os primeiros colocados, que se classificaram para a Libertadores. Já nos outros anos...
Em 2007, Flamengo e Fluminense entraram no bloco dos que foram disputar a competição continental - não ocupavam a posição na rodada 33. Em 2009, Palmeiras e Atlético-MG deixaram o G4 em cinco rodadas. Inter e Cruzeiro assumiram. Já em 2010 foi a vez do Grêmio assumir o posto que era do Botafogo.
*em 2006 e 2007, tivemos G5 no Brasileiro
Confira a situação do Brasileirão nos anos anteriores, após a rodada 33
2006- após a rodada 33
São Paulo67 pontos
Internacional62 pontos
Santos55 pontos
Grêmio55 pontos
Paraná53 pontos
2007- após a rodada 33
São Paulo -70 pontos
Santos55 pontos
Palmeiras55 pontos
Cruzeiro54 pontos
Grêmio54 pontos
2008- após a rodada 33
São Paulo 62 pontos
Palmeiras 61 pontos
Grêmio 60 pontos
Cruzeiro 58 pontos
Flamento 57 pontos
2009- após rodada 33
Palmeiras 58 pontos
São paulo 58 pontos
Atlético- MG 56 pontos
Flamento 54 pontos
Internacional 52 pontos
2010- após rodada 33
Fluminense 58 pontos
Corinthians 57 pontos
Cruzeiro 57 pontos
Botafogo 54 pontos
Santos 50 pontos
Fonte: http://www.lancenet.com.br/brasileirao/Equilibrio-define-reta-Brasileirao_0_586741367.html
Texto sugerido e comentado por: Riqueldi Straub Lise
Apesar de não apresentar um nível técnico satisfatório, o campeonato brasileiro deste ano tem sido o mais disputado desde o início da era dos pontos corridos. Na corrida pelo título de campeão temos pelo menos cinco postulantes, Corinthians o atual líder é perseguido de perto pelo quarteto carioca; Vasco, Fluminense, Botafogo e Flamengo. Com a pequena diferença de pontos entre o primeiro e o quinto colocado muita coisa ainda deve acontecer na disputa pelo título.
Não menos emocionante, a disputa para escapar da zona do rebaixamento também promete emoções, Atlético MG, Bahia, Ceará, Cruzeiro, Atlético PR, tentam livrar-se das duas vagas que ainda restam, já que América MG e Avaí praticamente já garantiram o direito de disputar a série B em 2012.
O mais curioso disso tudo é que pelo desenrolar do campeonato, muita coisa será decidida na última rodada, e que rodada! Vejamos, Corinthians X Palmeiras, Cruzeiro X Atlético MG, Atlético PR X Coritiba, Bahia X Ceará, Botafogo X Fluminense, Vasco X Flamengo. E faltando menos de um mês para o término da disputa já é possível prever muita emoção, desespero e alegria. Façam suas apostas!
terça-feira, 11 de outubro de 2011
Brasileirão ou Torneio Rio-São Paulo?
Núcleo de Estudos Futebol e Sociedade
UFPR
Primavera de 2011
Neste ano o Campeonato Brasileiro de Futebol comemora 40 anos de existência. Criado em 1971, ele é sucedâneo de várias tentativas de se criar um campeonato nacional, como ocorre na Inglaterra, Itália e Argentina desde o século XIX.
A dimensão territorial do Brasil e a resistência das oligarquias esportivas regionais foram os fatores que inviabilizam, até então, a criação de um campeonato de formato nacional.
De todo modo, tivemos como tentativas precursoras a criação em 1922 do Torneio de Seleções (também chamado de Campeonato Brasileiro de Seleções) que era disputado entre seleções estaduais, tendo sido disputado até 1963. Tivemos também – de 1933 a 1966 – o Torneio Rio-São Paulo, que foi a primeira experiência de um campeonato interestadual entre clubes.
Com a criação da Taça Libertadores em 1960, que exigia a indicação de um representante nacional, nasceu em 1959 a Taça Brasil. Essa fórmula persistiu até 1968.
Em 1967 surgiu o mais acabado embrião do atual campeonato brasileiro. O Torneio Roberto Gomes Pedrosa (o "Robertão" ou Taça de Prata) era disputado por times do eixo Rio-SP e mais os principais clubes de estados como Minas Gerais e Rio Grande do Sul. O último "Robertão" aconteceu em 1970, um ano antes do Brasileirão.
O final da década de sessenta e início de setenta conheceu o fenômeno econômico do “milagre brasileiro” (1969-1973), quando a economia nacional conheceu taxas elevadíssimas de crescimento (11% do PIB) e promoveu forte modernização, tanto na malha rodoviária e aérea quanto no sistema de comunicação, em especial com ampliação da transmissão dos jogos pela televisão. Essa modernização veio ao encontro do objetivo do regime em ampliar a ideologia da unidade nacional. Nessa direção, ainda, foi a criação de grandes estádios, por iniciativa do governo federal, em várias capitais, deixando clara a política do regime militar de ao mesmo tempo enquadrar e associar-se às elites regionais do futebol brasileiro. Ou seja, esvaziar a autonomia dos poderes locais a favor da centralização política, oferecendo em contrapartida escusos benefícios financeiros e materiais (como os estádios) aos dirigentes de clubes e federações estaduais. Estava decretada a falência dos campeonatos e das federações regionais, e o nascimento do Campeonato Brasileiro de Futebol.
Mas esses 40 anos de história foram marcados por diversos episódios, desde a ampliação no número de clubes, visando atender os interesses populistas do regime e dos dirigentes locais, até a intervenção do sistema de televisão. São eventos que demandariam mais tempo e espaço para serem expostos e analisados.
Por fim, fica a constatação/pergunta sobre o perfil real do chamado “campeonato brasileiro”. Verificando a lista dos campeões de 39 edições (exceto o campeonato de 1987 que por lambança política teve dois campeões, Sport e Flamengo) constatamos que 12 deles (30,7%) são do Rio de Janeiro e 17 (43,5%) são de São Paulo. Ou seja, mais de 74% dos títulos do Campeonato Brasileiro foi conquistado pelo eixo Rio/São Paulo.
A pergunta é, o quanto o quarentão campeonato brasileiro é efetivamente um campeonato nacional ou continua a saga iniciada nos anos trinta do velho torneio Rio-São Paulo? Quarenta anos do Campeonato Brasileiro de Futebol. Eis aí um bom tema para uma monografia ou dissertação de mestrado.
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
O Brasileirão cada vez mais regional
Mas o que faz da competição que até então se gabava por ser um torneio imprevisível, com dezenas de times candidatos ao título, cada vez mais ser uma espécie de Rio-SP de luxo? Desde o início da fórmula dos pontos corridos, apenas o Cruzeiro, em 2003, foi um campeão de fora desse eixo. De 2004 para cá, a taça ficou com Santos, Corinthians, São Paulo (três vezes), Flamengo e Fluminense. Erros de arbitragem e teorias da conspiração à parte, o resultado dentro de campo é cada vez mais um reflexo do que acontece fora dele.
Um pouco dessa explicação está, obviamente, no formato de disputa do Brasileiro. Os pontos corridos tornam o torneio mais “previsível”, coroando como time campeão aquele que consegue ter mais fôlego para oito meses de atividade semanal. Isso exige de um clube planejamento de longo prazo e, claro, dinheiro em caixa para ter um elenco mais completo.
Mas o que mais explica essa disparidade das equipes de Rio e São Paulo para as demais é a capacidade de investimento. Com os dois maiores mercados do país à disposição, esses clubes conseguem ter mais receita de patrocínio e, assim, mais dinheiro para contratar e manter jogadores. Os seis primeiros colocados são, também, os times com maior receita de patrocínio do país, além de ganharem mais da televisão em seus torneios estaduais e, ainda, de terem um valor absurdamente maior do que dos concorrentes de fora do Clube dos 13 do bolo de TV do Brasileirão.
A tendência, para os próximos anos, é de que haja uma acentuação desse cenário. Os times de Rio e São Paulo aumentarão suas receitas em comparação aos demais. Antes, o equilíbrio em campo era ditado pela absoluta incompetência desses gigantes na gestão de seus clubes. Agora, com os clubes colocando as finanças em ordem e ajustando a gestão dos gastos, o desequilíbrio tende a se acentuar.
Por isso mesmo que o novo contrato de TV do Brasileirão é um caminho sem volta para a diminuição de atratividade do campeonato. Até 2014, devemos assistir ao Brasileirão transformado num Rio-São Paulo com a presença de alguns poucos incômodos visitantes. E teve clube que achou que fazia um grande negócio com os milhões a mais no caixa, sem perceber que seus adversários estão ainda mais ricos.
fonte: http://negociosdoesporte.blogosfera.uol.com.br/2011/08/17/o-brasileirao-cada-vez-mais-regional/
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Crônica da semana
Imprecisão, incerteza e paixão
Ernesto S. Marczal
Núcleo de Estudos Futebol e Sociedade
As últimas rodadas do Campeonato Brasileiro vêm sendo marcadas pela polêmica própria da mobilização passional característica do futebol. Com a competição aproximando-se da definição, lances, comentários e posturas dentro e fora dos gramados adquirem conotação diferenciada. Analistas, comentaristas, jogadores e torcedores tomam a palavra, desfrutando da liberdade de opinião fomentada pela própria regra do esporte: sua iminência interpretativa. Entre a multiplicidade de comentários, de posturas e pontos de vista (complementares ou controversos), os indivíduos buscam (nem sempre) a argumentação racional como forma de legitimação da opinião emitida. Em um esporte cuja regra resguarda lacunas de imprecisão e incerteza, no qual o resultado flerta permanentemente com a imprevisibilidade (“nem sempre o melhor time vence”), propiciando a manifestação irregular e repentina de emoções, sua medição, utopicamente, recai sobre a assertiva da razão.
Entretanto, a exigência de uma leitura racional, neutra, imparcial, objetiva do campo de jogo recai sumariamente sobre poucos indivíduos. Embora a mobilização proporcionada por uma partida de futebol de grande porte chegue mesmo à casa dos milhões, somente os responsáveis pela arbitragem possuem o compromisso irrestrito com a clareza da razão e da objetividade. A figura do arbitro, sobretudo, incorpora o pretenso ideal de justiça, neutra, imparcial, lógica e racional. Com tamanha responsabilidade o arbitro se torna a antítese da deliberação livre que permeia as manifestações correlatas ao jogo da bola. Se nos estádios existe uma relativa liberdade de manifestação dos indivíduos, somente a palavra do arbitro tem a força de se impor como “verdade” objetiva. Inconteste ou não, suas decisões assumem caráter imperativo, indiferente aos demais murmúrios, protestos e comentários. Contrariando a perspectiva do futebol como representação democrática e popular, o arbitro desempenha papel despótico. Mais do que a primazia sobre o desenrolar do jogo (marcação de faltas, validações dos gols, punições aos jogadores, etc.) também é o único que detém a autonomia diante da imprecisão da norma. Afinal a interpretação válida não se dá aos olhos de qualquer um, mas a partir do julgamento imediato do arbitro. Desta forma, sua decisão, supostamente pautada na capacidade de racionalização da regra, é eminentemente autoritária.
Ao contrario do que possa parecer, a posição desempenhada por estes personagens não é necessariamente privilegiada. A complexidade da função e a responsabilidade que acarreta fazem da função extremante impopular. Em um campo onde afloram paixões, os árbitros devem ser os únicos a se manter sobre o crivo irrestrito da razão. Mais do que mediar o jogo, exigi-se que estes se mantenham imunes a eclosão dos sentimentos despertos pelo esporte. Para isso cobra-se destes sujeitos o preparo necessário. Afinal, tarefa tão complexa não deve pode ser desempenhada por qualquer pessoa. O sinônimo deste preparo diferenciado muitas vezes é sintetizado sob o signo do “profissionalismo”. Porém, diferentemente dos atletas e comissão técnica, o árbitro ainda mantém a configuração do “amadorismo marrom”. Embora receba para trabalhar nos jogos sua categorização institucional ainda não existe. Poucos são os casos em que a dedicação à função é exclusiva. Esta, contudo, é apenas parte da questão. Mesmo o profissionalismo não suprime a manifestação das paixões e erros inerentes a posição humana do árbitro.
Neste sentido, como solução para as mazelas da incerteza humana crescem os defensores da tecnologia no esporte. Comunicação via rádio entre os integrantes, bandeira eletrônica, chip na bola para sinalizar se bola entrou ou não. Algumas destas medidas já devidamente experimentadas. Entre as medidas mais polemicas discute-se a utilização da imagem. O “replay” durante as partidas é por vezes sinalizado como medida definitiva para retirar as dúvidas nos lances mais difíceis. Partido do pressuposto de que as lentes das câmeras disporiam de uma perspectiva estritamente objetiva e imparcial, sua utilização continuaria marcada pela incerteza. Como o resto do jogo a leitura da imagem continuaria submetida a múltiplas interpretações. Ainda assim, a decisão final continuaria sob opinião autoritária, muitas vezes parcial e não consensual.
Não pretendo questionar a necessidade do árbitro ou me colocar contra a introdução da tecnologia no esporte. Longe disso. Mas diante de tamanha carga emotiva, é ao menos sintomático a busca da razão como mediadora das paixões humanas num campo de futebol. Inclusive por parte do “juiz”.