sábado, 28 de agosto de 2010
Futebol e política
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Vídeo - Caravana Brasileirão Petrobrás
Clique aqui
Sugerido por: André Mendes Capraro
fonte: http://www.youtube.com/watch?v=tijJlXBuJ-s&feature=player_embedded
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Para que serve o COB?
Pelo menos é isso que dá para compreender da resposta de Nuzman quando questionado sobre a péssima formação de atletas do país. Diz o mandatário do COB:
“O COB não tem atletas, não forma atletas. Não somos os responsáveis pelos resultados das confederações. Eu não tenho como entrar em uma confederação e dizer o que tem que fazer”.
Sim, é verdade. Há 15 anos Nuzman deixou por cima a presidência da Confederação Brasileira de Vôlei para presidir o COB. Na bagagem, o ouro inédito no masculino, em 1992, e a transformação de uma modalidade ao longo de 20 anos de gestão.
Só que, ao dizer que não é de competência do COB formar atletas (e não é mesmo!), Nuzman deixa de lembrar que há um detalhe ainda mais importante. Hoje, o atleta ou modalidade que tenha interesse em receber verba para um projeto, tem de passar pelo COB.
Ao longo dessa década e meia de gestão de Nuzman, o COB se transformou no grande pedágio do esporte brasileiro. Toda verba destinada às ditas modalidades olímpicas para antes nas mãos do comitê para, então, ser realocada conforme os interesses da entidade.
Esse pedágio faz com que o comitê decida em quais condições uma modalidade possa crescer no país. Conforme o interesse do COB o esporte ganha mais ou menos dinheiro.
Do jeito que está estruturado o esporte no Brasil atualmente, o único responsável pelo desempenho dos atletas no país é o COB. Não é função do comitê revelar, formar e desenvolver esportistas. Mas ao tomar para si toda a verba do esporte, o COB é o único em condições de definir de que forma uma modalidade pode existir.
Não adianta Nuzman querer tirar o corpo. Se é ele quem decide de que forma as confederações recebem a verba para trabalhar, indiretamente é ele quem define a formação de atletas no país.
O COB, na prática, serve como tomador de decisão da formação de atletas no Brasil. Caso estivéssemos num mundo ideal, a função do comitê seria apenas regulamentar a disputa de modalidades esportivas e ajudar no fomento do esporte. Mas isso, sem dúvida, não renderia o mesmo tanto de dinheiro, e de poder, para o presidente do comitê...
Fonte:http://negociosdoesporte.blog.uol.com.br/arch2010-08-22_2010-08-28.html
Texto sugerido por Celso Moletta Júnior
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Na lista deste ano não existem alterações nas 3 primeiras posições em relação em ano anterior, sendo que o Manchester United continua a ser o clube mais valioso do mundo, seguido do Real Madrid e do Arsenal respectivamente. O maior destaque deste ano vai para a subida do FC Barcelona da 7ª para a 4ª posição e a do Internazionale da 14ª para a 10ª posição
Clique aqui e veja os valores arrecadados pelos 20 clubes mais ricos do planeta.
Fonte:http://www.futebolfinance.com/forbes-most-valuable-soccer-teams-2010
Texto sugerido por Edson Hirata
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Crônica da semana -
Encerrada a Copa do Mundo de Futebol, passado aquele período de ostracismo que vem logo após a derrota do selecionado brasileiro, voltamos gradativamente a refletir acerca do famoso esporte que é pauta de nossas pesquisas. Pois bem, duas coisas marcaram em relação ao evento-mor do esporte.
A primeira é como a imprensa de forma geral (correndo o risco de generalizar) tem a necessidade de criar um raciocínio lógico que explique o desvelar de vitórias e derrotas ocorridas na Copa do Mundo, por mais que o futebol, incontestavelmente, apresente-se como uma modalidade bastante imprevisível; quiçá, dentre as coletivas a mais imprevisível de todas.
A segunda é como essa mesma imprensa (raras exceções), despudoradamente, dá guinadas explicativas, simplesmente “esquecendo” o que tinha afirmado anteriormente (em questão de dias e não meses ou anos). Passando a ideia – falsa – de que o ofício do jornalista especializado consiste, de certa forma, apenas em fazer previsões.
Vejamos...
Longe de ser consensual, mas também não foram poucos os jornalistas que apontaram às vésperas do torneio mundial o favoritismo do selecionado brasileiro devido à maturidade dos seus jogadores e a regularidade e segurança da defesa (coisa que historicamente nunca tivemos). Sem contar que até existiam aqueles simpatizantes com a política de “grupo fechado” do técnico Dunga. Pois bem, perdemos para a Holanda.
No mesmo dia, nos constantes discursos inflamados da imprensa contra o pragmatismo do técnico Dunga, e seu fiel discípulo Felipe Melo, um dos argumentos constantes foi o de que deveríamos jogar um futebol que valorizasse a técnica, igual ao que a seleção Argentina vinha praticando. Apenas um dia depois, a seleção comandada pelo técnico Maradona foi goleada pela Alemanha. E seu estilo de jogar, até então considerado artístico, passou a ser considerado pretensioso e desorganizado.
Consequentemente, não faltaram elogios aos alemães que, contrariando a tradição de sempre comporem o selecionado com atletas experientes, haviam levado jovens promissores. E não faltou, também, a lembrança de que Dunga poderia ter convocado os talentosos Neymar e Paulo Henrique “Ganso”. E a seleção da Alemanha cai diante da Espanha. Já a crítica foi de que era evidente que um selecionado com atletas jovens corria forte risco de ser irregular.
Finalmente, a Espanha vence a Copa do Mundo e não faltaram elogios ao fato de ser um selecionado composto por atletas que atuam exclusivamente no próprio país de origem. Estava explicada, então, desde o princípio, a fórmula do sucesso para um país se tornar campeão mundial (bem, se isso fosse uma máxima, nenhum selecionado sul-americano ganharia qualquer torneio internacional, tendo em vista que praticamente todos os atletas atuam na Europa).
Só é possível concluir que o decantado slogan “Cala a boca, Galvão” referia-se a tal mediador por ser este um ícone representativo da maior emissora do país. Pois, se fosse necessário citar todos os merecedores de um “cala a boca”, faltaria espaço na faixa.
Petrobras gravará documentário com a torcida do Atlético Paranaense
Já estão no site os vídeos das torcidas do Corinthians, do Cruzeiro, do Vitória e do Fluminense e o calendário das próximas gravações. O mini-documentário com a torcida do Atlético Paranaense estará disponível a partir de 25 de agosto.
Os mini-documentários são narrativas que extrapolam o que acontece no jogo da rodada, pois têm foco na cultura e na identidade das torcidas. "A cada semana estaremos junto de uma torcida e agora chegou a vez do Atlético Paranaense. Dentro e fora do estádio vamos mostrar como a torcida do Furacão manifesta a sua paixão e move o time durante os jogos", conta Walter Romano, do núcleo de Comunicação Digital da Petrobras.
Além disso, a Petrobras está realizando promoções via twitter ao longo do campeonato, sempre com foco no time da semana. Nelas, os torcedores usam a criatividade para concorrer a camisas oficiais. Entre os dias 22 e 28 de agosto será a vez do Atlético Paranaense. Para participar, os torcedores devem seguir o perfil www.twitter.com/todastorcidas e responder ao desafio que será proposto.
Com essa ação, a Petrobras pretende reforçar sua associação com o futebol, por meio do maior evento esportivo do calendário nacional. A Companhia espera criar identificação dos torcedores com sua marca e utilizar a plataforma, que inclui os vídeos e promoções como canal para divulgação de produtos e serviços da Petrobras.
Acompanhe o calendário e todos os lances desta jornada no site www.brasileiraopetrobras.com.br.
Fonte:WWW.AGENCIAPETROBRASDENOTICIAS.COM.BR
Texto sugerido por José Carlos Mosko
domingo, 22 de agosto de 2010
Veja o thrailler do filme "1958: O ano em que o mundo descobriu o Brasil"
Um filme de josé Carlos Asbeg.
Clique aqui para assistir.
sábado, 21 de agosto de 2010
Racismo no futebol
Clique aqui.
fonte: http://www.bonde.com.br/folha/folha.php?id_folha=2-1--3968-20100820
Entrevista com Prof. Ribeiro e Prof. Miguel
Clubes tradicionais do interior estão próximos da insolvência. Por que chegamos a essa situação?
Esse quadro poderia ter se modificado se os clubes do Paraná tivessem crescido nos campos esportivo, patrimonial e financeiro, mas vêm somando derrotas e não conseguem agregar novos adeptos. Outro fator é a falta de organização dos administradores. Em geral são pessoas mais preocupadas com benefícios próprios do que com aquilo que podem contribuir para o clube. Muitos são empresários bem sucedidos, mas fracassam no gerenciamento do futebol. Não por inocência, mas porque se utilizam da estrutura contábil frágil, onde é possível obter bons rendimentos com pequenos riscos de ser considerado culpado.
Por que existe a dificuldade de vínculo entre clubes e suas cidades?
Alguns diretores mudam somente a razão social, deixando o clube tradicional na lama, e criam um novo clube às vezes até dentro da própria cidade. Muitas vezes essa estratégia é para fugir de tributos fiscais ou outras pendências. Isto faz com que o torcedor não crie vínculo. A mentalidade gerencial é estritamente comercial: qualquer jogador relativamente bom dificilmente termina a temporada. Isto não seria problema se houvesse um trabalho de base. O torcedor da cidade pequena é próximo e quer torcer para o jogador da sua cidade. Mas as equipes são efêmeras e não criam nenhum tipo de vínculo.
Existe solução para o interior?
É ter um planejamento de média e longa duração, buscando um equilíbrio entre a eficácia financeira e a esportiva. Para isso é preciso investir na base, porém de forma profissional e científica. A solução está pautada em valores como organização, profissionalismo, planejamento, transparência, investimento na base e efetiva responsabilização fiscal para os administradores do clube.
fonte: http://www.parana-online.com.br/editoria/esportes/news/468973/?noticia=EXISTE+SALVACAO+PARA+CLUBES+FORA+DA+CAPITAL
Texto sugerido por Miguel A.Freitas Júnior
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Vídeo - Curta metragem: Barbosa
Clique aqui e assista.
Fonte: http://www.portacurtas.com.br/pop_160.asp?cod=150&Exib=1
Vídeo sugerido por André Mendes Capraro
ESPORTE NA MÍDIA OU ESPORTE DA MÍDIA? Por Mauro Betti
3) Sobrevalorização da forma em relação ao conteúdo. É característica marcante da mídia televisiva. O esporte telespetáculo tende a valorizar a forma em relação ao conteúdo.Isso decorre do fato do discurso televisivo fazer uso privilegiado da linguagem audiovisual, combinando imagem, som (música, por exemplo) e palavra, com ênfase na primeira. As possibilidades do audiovisual são levadas cada vez mais adiante, em decorrência dos avanços tecnológicos associados à informática (mini-câmaras, closes, slow-motion, recursos gráficos etc.). Mas também nas mídias impressas (jornal, revista), as imagens vêm ganhando espaço em relação à palavra – são fotos, gráficos e outros recursos produzidos com sofisticação e qualidade cada vez maiores por conta dos avanços da informática/computação. O poder da linguagem audiovisual é maximizado na TV por assinatura, na qual o esporte pode apresentar-se como pura imagem (Betti, 1999), o que se justifica no processo de espetacularização, porque a televisão busca atingir a emoção do espectador, e não a razão. Do outro lado da moeda, o discurso das mídias em geral propõe uma concepção hegemônica de esporte: esforço, busca da vitória, disciplina, dinheiro. O preço que se paga pela espetacularização do esporte é a fragmentação e descontextualização do fenômeno esportivo. Os eventos e fatos são retirados do seu contexto histórico, sociológico, antropológico. A experiência global do ser-atleta é fragmentada. No caso da televisão, a descontextualização é mais sutil, e o telespectador é vítima de uma ilusão: julga que está observando a realidade diretamente, como se a “tela” fosse uma “janela”. Na verdade, há diferenças profundas na experiência de assistir ao esporte como testemunha corporalmente presente nos estádios e ginásios e na sala de estar, pela TV.
4) Superficialidade. As próprias características das mídias impõem a superficialidade. Como lembra Santaella (1996) a cultura das mídias é a cultura do efêmero, do breve, do descontínuo; é a cultura "dos eventos em oposição aos processos" (p.36). Mas como a cultura das mídias caracteriza-se também pela interação entre elas, a mesma notícia passa de uma mídia a outra, permitindo análises mais aprofundadas nas revistas semanais e no jornalismo investigativo da TV por assinatura, por exemplo. Idealmente, as mídias seriam intercomplementares (Santaella1996), e a notícia da TV levaria o espectador ao jornal, daí à revista, etc. Mas quem no Brasil lê jornais, revistas ou pode pagar por uma TV a cabo? Daí o receio dos efeitos perniciosos que a televisão pode trazer a um país como o Brasil, com baixo nível educacional, com uma grande massa de analfabetos e semi-analfabetos, e que estão se expondo diretamente à cultura audiovisual das mídias, sem a mediação anterior da cultura letrada.
5) Prevalência dos interesses econômicos. A lógica das mídias, em última instância, atende a interesses econômicos, entronizando na televisão os índices de audiência, e criando assim um círculo vicioso: os produtores pressupõem o que o público (que é visto como homogêneo) quer, e só lhe oferecem isso, portanto, não podem saber se o público deseja outra coisa. Novidades aparecem, mas sempre sobre os mesmos temas e sob as mesmas formas. Como não há opções, o público reafirma a audiência das “fórmulas” tradicionais. Daí a mesmice da cobertura futebolística, por exemplo. A pobreza de conteúdo na TV brasileira é cada vez mais evidente, não obstante o artigo 221 da Constituição brasileira determinar que a produção e a programação das emissoras de rádio e televisão deverão conceder prioridade a finalidades educativas, artísticas, culturais e informativas. De uma perspectiva mais ampla, Walnice Nogueira Galvão, claramente inspirada no conceito de “indústria cultural” da Escola de Frankfurt, refere-se ao “fundamentalismo do mercado”, que faz imperar uma lógica perversa, a qual privilegia o investimento emnovidades que, dada sua facilidade e baixo custo, leva à crescente degradação do gosto dos cidadãos; e assim “os produtores agiram, enquanto se justificavam dizendo dar ao povo o que ele queria. E não o contrário: os produtores é que se empenharam numa campanha de deseducação, infantilizando o público (caso do cinema), imbecilizando-o (caso da televisão)...” (Galvão, 2002, p. 5). Do ponto de vista político, a imposição de limites a esse processo teria que ser ditada pela própria sociedade civil, nos termos previstos pelo artigo 224 da Constituição brasileira de 1988, que prevê o funcionamento de um Conselho de Comunicação Social, até hoje não concretizado.
- a cobertura de várias modalidades esportivas, inclusive as que ainda são predominantemente amadoras; - a presença de informações/conteúdos científicos (biológicos, socioculturais, históricos) sobre a cultura esportiva;
- análises aprofundadas e críticas a respeito dos fatos, acontecimentos e tendências nas várias dimensões que envolvem o esporte atualmente (econômica, administrativa, política, treinamento, tática etc), considerando o passado, o presente e o futuro;
- as vozes dos atletas (profissionais e amadores) enquanto seres humanos integrais, e não apenas como máquinas e rendimento, nos falando sobre a experiência global de praticar esporte;
- uma maior interação com os receptores, considerados indivíduos singulares, instaurando um verdadeiro processo de comunicação.
E tudo isso adaptado às características de cada mídia, preservando a forma espetacular que atrai o leitor, o ouvinte, o telespectador. Quem se arrisca a tentar?
Anpuh-Pr prorroga prazo para entrega de trabalhos
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Retorno das crônicas semanais
Nessa primeira crônica o doutorando em História (UFPR), Edson Hirata, questiona a aplicação das leis no Brasil.
Você concorda com o pensamento dele? Deixe seu comentário.
Crônica da semana -
por Edson Hirata
As primeiras semanas da reforma do Estatuto do Torcedor parecem inibir ainda mais a violência nos estádios do futebol e dar maior garantia aos torcedores de ter um produto de qualidade, reforçando os objetivos da lei precedente.
Contudo, o problema parece ser cumprir a lei. No Brasil, como dito em outras oportunidades, a lei precisa “pegar” para ser internalizada pela sociedade.
No texto do Juca Kfouri “Estatuto do Torcedor neles”, o cronista relata uma condenação à Federação Paulista por, em um jogo entre Santos e Santo André, vender lugares no setor vip a torcedores e obrigá-los a assistir em arquibancadas. Louvável. Nada mais justo.
Mas, quando será que essa condenação, em forma de multa, será efetivamente executada? Certamente haverá recursos nas instâncias superiores e muitas delongas virão. Até lá, será que os torcedores-vítimas não desistirão da ação, mesmo porque o valor da multa aplicada não é elevada?
E isso tem acontecido e sendo recorrente em outros aspectos do mesmo Estatuto.
No debate com os líderes das principais torcidas organizadas de Curitiba essa mesma sensação de impunidade foi apontada como principal responsável pela dificuldade em se combater a violência nos estádios de futebol. Os líderes argumentavam que era difícil a identificação e punição dos baderneiros, ou seja, parece que temos leis “para inglês ver”.
Dualib, ex-presidente do Timão condenado
O juiz titular da 15ª vara Criminal Central, Marcelo Semer, condenou ontem, 5/8, o ex-presidente do Sport Club Corinthians Paulista, Alberto Dualib, a três anos e nove meses de reclusão, em regime aberto, por crimes de estelionato contra a agremiação.
A pena privativa de liberdade foi substituída por outras restritivas de direito, fixadas em prestação de serviços à comunidade ou a entidades estatais, pelo mesmo prazo da pena originalmente fixada ; prestação pecuniária à vítima, no valor de cinquenta salários mínimos ; e pagamento de 36 dias-multa, fixados em um salário mínimo vigente à época dos fatos, corrigidos desde o evento.
Segundo a denúncia do MP, Dualib e os outros acusados, Nesi Curi, Juraci Benedito, Marcos Roberto Fernandes e Daniel Espíndola da Cunha teriam "obtido para si vantagens ilícitas consistentes no importe de R$ 1.433.333,00, em dinheiro e cheques, mantendo os demais diretores e sócios do clube em erro, mediante meio fraudulento consistente em fazer supor, na contabilidade de notas fiscais sucessivas, que os pagamentos se davam de forma legítima em contraprestação de serviços a cargo das empresas NBL Serviços Contábeis - Consultoria e Assessoria Empresarial S/C, Ltda, CSC Consultoria em Informática Ltda, Angulus-Ware Sistemas Ltda e Tecnosys Software S/C Ltda".
Nesi Curi, Juraci Benedito, Marcos Roberto Fernandes e Daniel Espíndola da Cunha também foram condenados no mesmo processo, mas o juiz absolveu todos os réus da imputação de formação de quadrilha.
Na mesma decisão, o juiz Marcelo Semer declarou extinta a punibilidade de Alberto Dualib e Nesi Curi em relação ao delitos praticados antes de 7/3/08 (data de recebimento da denúncia), nos termos do art. 107, inc. IV cc art 109, inc. III e art. 115, todos do Código Penal.
Dualib é defendido pelo advogado José Luiz Tolosa.
fonte: http://www.futebolnews.com/home/news07.asp?id=38719
Texto sugerido por José Carlos Mosko
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
O futebol e a antropologia social de Roberto da Matta
Miguel A. de Freitas Jr
Professor da Universidade Estadual de Ponta Grossa
Pesquisador do Núcleo de Estudos Futebol e Sociedade
Ontem em uma da orientação de iniciação científica, o acadêmico me perguntou quem era Roberto Da Matta, pois inúmeros artigos que abordam a sociedade a partir do futebol, tem este autor como referência central. Resolvi então compartilhar neste nosso espaço virtual, algumas questões básicas deste antropólogo que aborda temas relativos a cultura brasileira (carnaval, malandragem, jeitinho brasileiro...).
A proposta do autor está em relativizar a análise, fugindo desta maneira do modelo tradicional, no qual “qualquer” objeto estudado, que tenha a sociedade como parâmetro, acaba sendo dicotomizado e normalmente mantém uma relação de confronto com esta sociedade. Para ele, é decorrente desta ideologia a tese do “Futebol como Ópio do Povo”, da mesma forma que a economia é considerada a base da sociedade. Neste sentido, o futebol brasileiro seria um instrumento ideológico utilizado pelas elites (pensantes) como um meio de desviar a atenção das massas (irracionais) dos seus problemas sociais.
Ao analisarmos a relação existente entre o esporte/futebol e a sociedade, temos a possibilidade de utilizarmos um filtro que permitirá visualizar a totalidade e as particularidades de um determinado contexto, pois os objetivos saem da questão da função e utilidade do esporte, e passam a ser fundamentados na sua implicação e conseqüência social. Pois, enquanto uma atividade da sociedade, o futebol é a própria sociedade, sendo expressa através de seus atores, regras, objetos, ideologias, etc.
Realizando uma análise semântica entre o futebol como jogo para os brasileiros e o futebol como esporte para os americanos e ingleses. DaMatta indica que no Brasil, o futebol é associado a jogar futebol, o que denota uma certa ligação aos “jogos de azar”, diferente do que ocorre nas outras duas nações.
Além disso, o futebol brasileiro se difere do europeu, pela sua improvisação e individualidade. Deste modo, o futebol é na sociedade brasileira, uma fonte de individualização e possibilidade de expressão individual, muito mais do que expressão de coletividade. É através desta dialética entre individualização e coletividade, que o futebol brasileiro permite exprimir o conflito presente entre destino impessoal X vontade individual. Em certa medida este é um dilema da própria sociedade brasileira, que o jogo de futebol focaliza e dramatiza, pois mesmo apresentando vontades individuais este esporte é regido por leis impessoais, apresentando fatores imprevisíveis que podem dar a vitória para uma equipe considerada menos apta para ser a vencedora, ou seja, não há um modo de prever com segurança uma relação direta (racional) entre os meios e os fins.
Essa experiência de união em torno do país é algo concreto e uma poderosa dramatização que o futebol permite realizar e que transcende os seus usos e abusos pelo governo. Pois o futebol é uma atividade democrática pautada no desempenho individual, ou seja, ninguém se torna craque através da família, pelo compadre, ou por decreto presidencial, é necessário provar as suas qualidades em uma ação concreta, algo raro na sociedade brasileira.
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
CBF SOFRE OUTRA DERROTA NO CLUBE DOS 13
De Vitor Birner
O G-4 paulista, formado pelos 4 maiores times do estado, acertou algumas ações
de marketing com a Kaiser nos jogos entre eles.
No clássico São Paulo x Palmeiras, os representantes da CBF que estavam no
gramado proibiram a realização delas.
Como estavam perdendo dinheiro, os times consultaram a dona do futebol
brasileiro.
E ouviram que estava vetada qualquer ação de marketing que não envolvesse os
patrocinadores da entidade.
Lembro que a Ambev investe na seleção brasileira.
Inconformados, os cartolas levaram o problema ao Clube dos 13. Lá, uma
notificação foi elaborada e mandada à CBF.
Nela, o Clube dos 13 alegou que não é justo a CBF que ganha tanto dinheiro com
patrocínios, impedir a realização de ações que melhorem as finanças de seus
filiados.
A entidade, na maior cara de pau, em 30 de julho, enviou fax respondendo que não
reconhecia o Clube dos 13 como representante das agremiações.
Desde 1987, o C-13 trata dos interesses dos times. Em 2000, vale lembrar,
organizou a Copa João Havelange por determinação da própria Confederação
Brasileira de Futebol
O ato de 1 peso e 2 medidas levou os advogados do C-13 a pediram cópias dos
contratos com as proibições, pois com elas em mãos, qualquer magistrado daria
ganho de causa aos seus clientes.
O art. 87 da Lei Pelé define que o time de futebol é dono dos direitos sobre sua
imagem, marca, nome…
E a CBF não pagou para usá-los.
O tema seria discutido na reunião do C-13 de ontem, contudo, para a surpresa
geral, a CBF recuou.
Mandou outro Fax, agora reconhecendo a liberdade legal dos clubes nesse caso.
A derrota de Kléber Leite, candidato de Ricardo Teixeira à presidência do Clube dos
13, pelo jeito ainda está longe de ser digerida.
Essa nova derrota de Ricardo Teixeira mostrou que não há razão para os clubes,
donos de torcida e jogadores, temerem confrontos quando o presidente da CBF,
que deveria trabalhar para os times ficarem mais fortes, atrapalhar a evolução
deles.
Lembro que a situação da CBF é muito mais que cômoda.
Não gasta em contratações e salários de atletas, usa a imagem e o trabalho deles
para atrair fortunas, nunca cuidou de estádios, administrações de federações e
clubes…
Em suma, a dona do futebol brasileiro é um dos raros lugares onde dinheiro cai do
céu.
Se não é capaz de cumprir a obrigação de ajudar, ao menos poderia não
atrapalhar.
Evitaria “micos” como esse.
Reportagem retirado de:
http://blogdobirner.virgula.uol.com.br/2010/08/11/cbf-sofre-outra-derrota-no-clube-dos-13/,
Texto sugerido por: Luiz Carlos Ribeiro
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
As contas erradas da FIFA
Fundada em 1904, a FIFA obteve em 2009 um rendimento de 147 milhões de euros, e aumentou seu patrimônio, atingindo a bela soma de 795 milhões de euros. Boa parte dessa quantia tem origem na gestão do brasileiro Joao Havelange, que a partir de 1974 abriu a federação para as multinacionais. |
A Copa do Mundo de 2010 deve trazer benefícios ao conjunto do continente africano. Nosso programa ‘Ganhar na África com a África’ concretiza essa vontade. Durante um ano instalaremos um campo com gramado artificial em cada federação africana1”, prometeu, em 2009, Joseph Blatter, presidente da FIFA (Federação Internacional de Futebol). Essa generosidade parece insignificante no contexto de um país minado pela segregação social herdada do apartheid. No entanto, à afortunada FIFA não faltam trunfos tilintantes, a ponto de a crise econômica e financeira mundial não parecer ter influência sobre a mais rica das federações esportivas. Fundada em 1904, a FIFA obteve em 2009 um rendimento de 147 milhões de euros, e aumentou seu patrimônio atingindo a bela soma de 795 milhões de euros. “O futuro parece animador”, comemora Julio Grondona, presidente da comissão de finanças da entidade. “A Copa do Mundo de 2014 já goza de grande popularidade. Além dos seis parceiros da Fifa2 atualmente sob contrato, já assinamos os primeiros contratos de patrocínio nacionais e internacionais. Nesses tempos de instabilidade econômica, nossa principal competição revela-se um valor seguro que combina suspense, divertimento e esporte de alto nível, e constitui uma excelente plataforma para as marcas comerciais3.” Desse ponto de vista, a Copa do Mundo de 2010 constitui “um excelente trampolim em direção aos mercados africanos, como a de 1994 foi para o mercado norte-americano, e a de 2002 para o asiático”, comenta o sociólogo francês Patrick Vassort, especialista nas relações entre futebol e política.4 FINANCIAMENTOS DE TODOS OS LADOS
Formação de treinadores, novos torneios, estágios de arbitragem: o empreendedor Dassler persuadiu a Coca-Cola a financiar os projetos de campanha de Havelange. Em contrapartida, o grupo norte-americano obteve “o direito de exibir seu logotipo na Copa do Mundo”. E claro: ”Depois que a Coca-Cola assinou, todo mundo quis entrar6”. Foi assim que a federação internacional concluiu “um pacto ‘faustiano’ com as multinacionais”, resume Paul Dietschy, historiador de futebol.7 DENÚNCIAS DE CORRUPÇÃO Visionário, Dassler pressentiu antes de seus concorrentes o formidável potencial econômico da televisão. Criando a empresa de marketing e gestão de direitos, International Sport and Leisure (ISL), em 1983, o executivo da Adidas tornou-se o associado número um da FIFA, à qual garantiu uma renda confortável. Tudo de acordo com um mecanismo antigo como o comércio: a ISL compra os direitos diretamente da FIFA e os revende a preço de ouro às cadeias de televisão. Um acordo que trouxe ganhos somente para os acionistas da Adidas e para um punhado de figurões da federação. Até à falência fraudulenta da ISL, em dezembro de 2001, alguns de seus altos dirigentes receberam subornos como agradecimento por sua fidelidade à marca das três listras. O ex-vice-presidente Jean-Marie Weber, amigo de Blatter há 30 anos, e cinco outros dirigentes da empresa foram perseguidos por má conduta. De acordo com o argumento da acusação, elaborado durante o processo no tribunal de Zug (Suíça) em março de 2008, os cartolas haviam desviado 70 milhões de euros, pagos pelas cadeias de televisão Globo (Brasil) e Dentsu (Japão) para a compra dos direitos de difusão das Copas do Mundo de 2002 e 2006.8 Embora Weber, considerado pelos investigadores como o coração de um “sistema de corrupção”, e seus colaboradores tenham recusado revelar os nomes dos destinatários dessas “comissões”, dois dignitários da FIFA foram formalmente identificados. Trata-se do presidente da Confederação Sul-Americana de Futebol, Nicolas Leoz, que teria recebido 211.625 francos suíços (equivalente a 147.518 euros) em janeiro e maio de 2000, e do ex-presidente da Federação de Futebol da Tanzânia, Muhidin Ndolanga, que teria recebido 15.975 francos suíços (11.138 euros) em dezembro de 1999.9
Com ou sem ISL, as vantagens da telinha continuam a recair sobre a sede da federação, em Zurique. Em 2009, Joseph Blatter recebeu das mãos de seu generoso sobrinho 487 milhões de euros a título de direitos de difusão, entre os quais 469 milhões para a Copa do Mundo de 2010, ou seja, 60% do rendimento da FIFA.12 O MUNDO NAS MÃOS No mundo da FIFA, as piores distorções das leis são explicadas pela forma de designação do presidente, da qual decorre o processo de tomada de decisão da organização. Seja qual for sua população, cada Estado dispõe de um voto. O que leva a uma super-representação dos territórios subpovoados e dos países pobres e favorece a corrupção endêmica na qual a Fifa está imersa há décadas. Com 207 filiados, a federação reúne mais membros que a Organização das Nações Unidas (ONU), o que aguça o apetite de candidatos em busca de apoios fáceis. “A FIFA é mais ou menos o melhor dos mundos, com os pequenos principados europeus e as ilhas minúsculas pesando tanto quanto as grandes federações”, comenta maliciosamente Patrick Mendelewitsch, agente de jogadores e especialista do footbusiness. Mesmo alguns escudeiros acham que Joseph Blatter e seus fiéis levam a coisa um pouco longe demais. “O modo de funcionamento da FIFA não é conveniente”, critica sobriamente Jean-Pierre Karaquillo, diretor do Centro de Direito e Economia do Esporte e próximo das instâncias dirigentes da Federação Francesa de Futebol. Conselheiro da federação de Trinidad e Tobago, Jack Warner é a própria encarnação do sistema. O temido presidente da Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caribe (Concacaf) é o principal auxiliar de Joseph Blatter. E com razão: as ilhas do Caribe são tão numerosas que, apesar de sua população bastante pequena, a Concacaf sozinha conta com três assentos no comitê executivo! Homem de uma fortuna pessoal avaliada entre 15 e 30 milhões de euros, o apoio de Warner tem preço alto. Em 1999, a FIFA renunciou a uma cobrança de cerca de 9,5 milhões de euros da Concacaf. E quando, em 2002, o presidente da federação de Antígua e Barbuda, Chet Greene, pediu uma mãozinha à matriz para financiar o Centro de Desenvolvimento do Futebol Jack Austin Warner, um cheque de US$ 161.439 veio prontamente de Zurique. Um ano mais tarde, o jornalista Andrew Jennings foi ao local do centro e, em vez de campo de futebol, descobriu “cavalos pastando perto da carcaça de um caminhão de entrega de cerveja13”. Especialista no “uma mão lava a outra”, Warner apoia sistematicamente seu presidente cada vez que este é atacado. As eleições de Blatter em 1998 e 2002 tiveram irregularidades? Warner demonstra solidariedade incondicional a ele e exige sanções exemplares contra os adversários e contestadores. Vice-presidente da Confederação Africana, Farah Addo arcou com o mau humor dos partidários de Blatter. Em 1998, esse clã ofereceu-lhe 75 mil euros em troca de seu voto. Descontente, Addo denunciou então que 18 oficiais africanos já tinham vendido seu voto. Mas, diante de sua incapacidade de provar as acusações, a comissão disciplinar da FIFA suspendeu-o de suas atividades por dois anos. Quanto às investigações internas sobre as eleições controversas, elas foram todas classificadas improcedentes. Pouco inclinado a remorsos, Blatter seria candidato a um quarto mandato em 2011. “Não terminei minha missão”, explicou sorrindo em uma coletiva de imprensa na sede da FIFA.14 Resta derrotar seu rival declarado, o presidente da Confederação Asiática de Futebol, Mohammed Bin Hammam, do Qatar. “Agora que percebe sua hora chegando, Bin Hammam volta-se contra seu senhor”, diverte-se Patrick Mendelewitsch. Como Warner, Bin Hammam foi um apoio incondicional de Blatter, o que não o impede de reivindicar súbita e oportunamente uma limitação da presidência da Fifa a dois mandatos. Porque quando passa disso, argumenta ele, o número um da Fifa começa a “ocupar-se de tudo, menos de futebol15”. Para Patrick Mendelewitsch, “o sucessor de Blatter seguirá o código de conduta da grande família do futebol: fará uma faxina pelas beiradas, mas não mudará radicalmente o sistema”. David Garcia É jornalista 1 Le Figaro, Paris, 11 de junho de 2009. 2 Adidas, Coca-Cola, Emirates, Hyundai, Sony, Visa. 3 Relatório financeiro da FIFA, Zurique, 2009. 4 Ler Ronan David, Fabien Lebrun e Patrick Vassort, Footafric, coupe du monde, capitalisme et néocolonialisme, L’Echappée, Montreuil, 2010. 5 Andrew Jennings, Carton rouge! Les dessous troublants de la FIFA, Presses de la Cité, Paris, 2006. 6 Op. cit. 7 Ler Paul Dietschy, Histoire du football, Librairie Académique Perrin, Paris, 2010. 8 Le Monde, 13 de março de 2008. 9 Op. cit. 10 Jérôme Jessel e Patrick Mendelevitch, La face cachée du footbusiness, Flammarion, Paris, 2007. 11 Bakchich Hebdo, Paris, 10 de abril de 2010. 12 Relatório financeiro da FIFA 2009. 13 Carton rouge, op.cit. 14 Agência France Presse, 18 de fevereiro de 2010. 15 Op. cit. Reportagem retirado de: http://diplomatique.uol.com.br/artigo.php?id=696 Texto sugerido por: Celso Luiz Moletta Junior |
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
Violência nos Estádios
Vídeo ilustrativo
O clima nos estádios paulistanos costuma ser de tensão. Muitas vezes sem darem a mínima ao que acontece no gramado, hordas de torcedores organizados trocam xingamentos e ameaças. É uma violência que afugenta das partidas as pessoas que simplesmente gostam de futebol e hoje têm medo - totalmente justificado - de se aproximar do Morumbi, do Pacaembu ou do Parque Antártica em dias de jogo. Quando as quadrilhas uniformizadas se encontram na rua, é grande o risco de uma batalha com consequências imprevisíveis. Foi o caso das arruaças entre vascaínos e corintianos no último dia 3. Por volta das 21h30, um comboio de quinze ônibus com seguidores do Vasco encontrou, na Marginal Tietê, um ônibus e ao menos quatro carros com cerca de sessenta membros do Movimento Rua São Jorge, dissidência da corintiana Gaviões da Fiel. A escolta policial que acompanhava o grupo carioca, com vinte motos e duas viaturas, não foi suficiente para conter os ânimos. Durante quinze minutos, os dois bandos se digladiaram, armados de paus, pedras e barras de ferro, além de ao menos uma espingarda calibre 12 e uma pistola automática. O corintiano Clayton de Souza, de 27 anos, foi espancado até a morte.
"Há fortes indícios de que a São Jorge tentou armar uma emboscada", afirma a delegada Margarette Barreto, titular da Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi). De acordo com a Polícia Militar, 450 pessoas se envolveram no tumulto. O Ministério Público Estadual fala em 700. "Não armamos a briga", defende-se o empreiteiro Douglas Deungaro, conhecido como Metaleiro, ex-presidente da Gaviões e o principal líder da São Jorge. "Se quiséssemos fazer algo do tipo, teríamos reunido mais torcedores, em vez de mandar só um pequeno grupo para apanhar." Em represália à morte de Souza, dois rapazes incendiaram com um coquetel molotov um ônibus vazio da torcida vascaína que estava estacionado no entorno do Estádio do Pacaembu. A polícia deteve 27 corintianos. Desses, dezenove foram indiciados. Todos acabaram liberados e estão livres para aterrorizar as próximas partidas do Timão. "A falta de punição encoraja esses indivíduos", afirma o promotor Paulo Castilho, idealizador de um projeto de lei que tem como objetivo criminalizar atos de violência dos torcedores.
Investigações do Decradi mostram que os líderes das torcidas usam olheiros para monitorar onde estão os veículos rivais e então planejar ataques. "O criminoso se sente protegido em meio ao seu bando, pela sensação de anonimato", explica o coronel da reserva Marcos Marinho de Moura, que desde 2006 tenta organizar um cadastro com os nomes e fotos de todos os membros das torcidas organizadas para a Federação Paulista de Futebol. Não tratar os marginais como tais é o principal estopim das brigas. Restringir o consumo de álcool nas redondezas dos estádios e criar uma polícia específica para agir em eventos esportivos, além de manter preso e banido dos estádios quem se mete em confusão, são algumas das soluções apontadas por especialistas ouvidos por VEJA SÃO PAULO (confira no quadro).
Nem sempre as torcidas foram sinônimo de baderna. De acordo com a pesquisadora Tarcyanie Cajueiro, autora de uma dissertação de mestrado sobre o assunto, as primeiras torcidas organizadas do estado, com sedes fixas e grande número de integrantes, foram a Gaviões da Fiel e a Torcida Jovem do Santos, ambas fundadas em 1969. Em 1971, surgiu a Camisa 12, também do Corinthians. No ano seguinte vieram a Torcida Tricolor Independente, do São Paulo, e a Leões da Fabulosa, da Portuguesa. "Muitos iam ao estádio torcer, mas os líderes, só para brigar mesmo", conta o coronel da reserva Silvio Villar Dias, autor do estudo "Atos violentos derivados de praças desportivas". Um dos confrontos mais marcantes ocorreu em um jogo entre Santos e Portuguesa, no Canindé, em 1978. "O estádio estava em reforma e os torcedores pegaram paus e pedras para se enfrentar", lembra o jornalista esportivo Paulo Vinicius Coelho, o PVC. Atualmente, existem treze organizadas de expressão dos quatro principais times da capital (Corinthians, Palmeiras, Portuguesa e São Paulo), que reúnem mais de 200 000 membros.
Nos anos 80, a violência aumentou, em grande parte devido à inspiração nos hooligans ingleses. Foi a época em que as torcidas começaram a armar confusão a caminho dos estádios. O primeiro confronto com morte data de outubro de 1988. Cleo Sóstenes, então presidente da palmeirense Mancha Verde, foi assassinado a tiros próximo à sede de sua torcida. Quatro anos depois, uma bomba de fabricação caseira matou o corintiano Rodrigo de Gásperi, de 13 anos, no Estádio Nicolau Alayon, do Nacional Atlético Clube, durante uma partida entre São Paulo e Corinthians. Em agosto de 1995, outro adolescente, o são-paulino Márcio Gasparin da Silva, de 16 anos, foi morto a pauladas em um confronto entre as torcidas do Palmeiras e do São Paulo na final da Supercopa de Juniores. Após esse incidente, o Ministério Público Estadual pediu a extinção da Mancha Verde e da Independente. "Tentamos inúmeras vezes fechar as organizadas, mas elas sempre deram um jeito de voltar à ativa", afirma o deputado estadual Fernando Capez, procurador de Justiça licenciado. Em 1997, ex-integrantes da Mancha Verde formaram a Mancha Alviverde. A Independente, na prática, só mudou sua estrutura.
Hoje, dissidências das organizadas protagonizam a maior parte dos confrontos. O tal Movimento Rua São Jorge, que se envolveu na encrenca com os vascaínos, é um exemplo. Fundado em 2007, o bando surgiu depois de discussões internas na Gaviões da Fiel. De acordo com a Decradi, reúne 800 integrantes. Mas, segundo os líderes do agrupamento, esse número é superior a 2 000. "Nós nos separamos porque achamos que a torcida deve ter foco no time e no clube, sem desviar a atenção para outros assuntos, como o Carnaval", diz o presidente Metaleiro. Membros do grupo costumam travar discussões nas arquibancadas até com outros corintianos. "Os mais jovens têm o hábito de brigar para mostrar força e se afirmar. Já fui assim."
Dissidências dão dor de cabeça em outras grandes torcidas paulistanas. "Sempre expulsamos maus elementos", diz o diretor da são-paulina Independente, Valter Luiz Costa, o Magrão. "No ano passado, alguns excluídos tentaram montar um grupo violento, mas o desmantelamos." No Palmeiras, a rixa é entre duas organizadas, a Mancha Alviverde e a TUP, que costumam se enfrentar na Rua Turiaçu antes e depois dos jogos. "As brigas eram encabeçadas por uma galera do ABC que foi excluída da Mancha", afirma o presidente da torcida, André Guerra. Apesar do discurso, o Ministério Público Estadual não considera esses líderes tão inocentes assim. "Sempre que surge algum problema, eles culpam os outros para que sua organização saia ilesa", acredita o promotor Castilho. "Mas muitas vezes propagam a violência com falas ofensivas." Um dos cantos da Independente, por exemplo, prega o seguinte: "Bonde do mal, eu sou da Independente, o terror da capital/ Levanta a galera, faz tremer a arquibancada e dá porrada na galinhada." É ingenuidade achar que gritos assim não incentivam os confrontos. Ou imaginar que esses bandidos fantasiados de torcedores são apenas fanáticos que de vez em quando se excedem. Eles são criminosos e o lugar deles é na cadeia.
Inglaterra vira modelo no combate á violência
A origem de leis específicas de combate à violência em eventos esportivos está ligada ao episódio conhecido como "tragédia de Heysel". No dia 29 de maio de 1985, um tumulto causado por hooligans, como são chamados os torcedores ingleses que vão aos estádios para provocar, entrar em confronto com os adversários e praticar vandalismo, causou 39 mortes no Heysel Park, na Bélgica, pouco antes do início da partida final da Copa dos Campeões da Europa, entre Liverpool, da Inglaterra, e Juventus, da Itália.
Como punição, a própria federação inglesa baniu seus clubes das competições europeias por cinco anos. A partir daquela data, seis leis foram implantadas para tentar conter os hooligans. A mais recente, de 2000, prevê, além de prisão, banimento dos estádios por até dez anos, inclusive fora do Reino Unido, para quem se envolver em alguma confusão. Só no ano passado foram emitidas 1 072 ordens de expulsão. Atualmente, 3 172 estão em vigor. Em caso de reincidência, há previsão de afastamento perpétuo dos campos. Torcedores ingleses podem ser punidos até por um xingamento ou tatuagem considerada ofensiva.
Vigilância por câmeras é obrigatória nos estádios. "A polícia inglesa prefere banir a prender por pouco tempo", explica Marco Aurélio Klein, presidente da comissão de ingressos da Federação Paulista de Futebol. "O fato de ter sido preso vira um troféu entre esses fanáticos. Longe dos estádios, eles perdem força." Klein coordenou em 2005 a Comissão Paz no Esporte, criada pelo governo federal para estudar ações de combate à violência no futebol. Na Espanha também há um modelo eficaz de controle. Multas de até 650 000 euros por infrações consideradas muito graves inibem o vandalismo. Uma invasão de campo, ocorrência rotineira nos campos de futebol paulistas, custa 60 000 euros. Além disso, o país tem penas de prisão de até quatro anos por delitos cometidos em praças esportivas.
Fonte: http://vejasp.abril.com.br/revista/edicao-2117/violencia-nos-estadios
Texto sugerido por André Mendes Capraro
COMO ENFRENTAR A SELVAGERIA - 6 PROPOSTAS
A grande maioria dos torcedores envolvidos em brigas, mesmo quando vai parar nas delegacias, não fica presa. Deve ir a votação no Senado nos próximos dias o relatório final do projeto de revisão do Estatuto do Torcedor. O documento prevê prisão e banimento dos estádios dos responsáveis por tumultos e venda ilegal de ingressos. "Temos de acelerar a criação de mecanismos de punição", diz o senador Sérgio Zambiasi (PTB-RS), relator do projeto.
Monitorar efetivamente os estádios
Os três principais estádios da capital (Morumbi, Pacaembu e Parque Antártica) têm, juntos, 196 câmeras de vigilância. "Mas não há pessoal treinado para interpretar as imagens e assim identificar os arruaceiros", conta Marco Aurélio Klein, presidente da comissão de ingressos da Federação Paulista de Futebol. Na Inglaterra, agentes da Scotland Yard, a polícia londrina, fazem esse serviço.
Criar uma polícia exclusiva para o futebol
Garantir a segurança dentro e no entorno dos estádios em dias de jogo é apenas mais uma entre as muitas funções da Polícia Militar. Com efetivo exclusivo para eventos esportivos, seria possível melhorar a preparação desses profissionais. O 23º Batalhão, por exemplo, responsável pelos arredores do Pacaembu e do Parque Antártica, tem 1 000 policiais. "Em dia de jogos importantes, precisamos deslocar 450 PMs para os estádios", afirma o major Walmir Martini, subcomandante da área.
Fazer jogos com torcida única
Nas partidas entre os quatro principais clubes do estado (Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo), a torcida da equipe visitante já recebe, no máximo, 10% do total de ingressos. Mas há uma proposta mais radical: a torcida única. "O ideal seria não ter nenhum torcedor do time visitante em clássicos", diz o promotor Paulo Castilho. "Assim, não haveria confusão."
Identificar os torcedores
O cadastramento dos membros das organizadas na Federação Paulista de Futebol ainda não funcionou como esperado. Desde 2006, foram identificadas 29 900 pessoas. Calcula-se que seria preciso cadastrar pelo menos 200 000. O Ministério Público defende que todo espectador tenha de fazer um cadastro para comprar ingresso. Além de garantir a identificação, acabaria com a evasão de renda.
Proibir a venda de bebidas alcoólicas
Dentro dos estádios de São Paulo não é permitido o consumo de álcool. O Ministério Público propõe ampliar a restrição às redondezas das praças esportivas. Outro desafio é tornar mais rigorosa a revista, para evitar a entrada de drogas.
Fontes: Fernando Capez, procurador de Justiça licenciado e deputado estadual; Paulo Castilho, promotor do Ministério Público Estadual; delegada Margarette Barreto, titular da Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância; Sérgio Zambiasi, senador; Federação Paulista de Futebol; Polícia Militar do Estado de São Paulo
Reportagem retirado de:http://vejasp.abril.com.br/revista/edicao-2117/violencia-nos-estadios
Texto sugerido por André Mendes Capraro
Violência nos Estádios - CRONOLOGIA DA VIOLÊNCIA
20/8/1995
A decisão da Supercopa de Juniores, no Pacaembu, transformou-se em uma batalha campal. Em comemoração à vitória por 1 a 0, palmeirenses invadiram a área reservada aos são-paulinos. O confronto, com hordas armadas de paus e pedras retirados de entulhos do estádio, terminou com 102 feridos e o assassinato do são-paulino Márcio Gasparin da Silva, de 16 anos.
15/7/2005
Na noite em que se sagrou tricampeão da Taça Libertadores da América, o São Paulo teve sua conquista manchada. Em vez de comemorarem, torcedores foram à Avenida Paulista depredar estações de metrô, lojas e bancas de revista. A tropa de choque da Polícia Militar só conteve os vândalos às 3 da manhã.
13/10/2005
Durante um jogo contra o Corinthians na Vila Belmiro, os torcedores do Santos ficaram enfurecidos com a atuação do árbitro Cleber Wellington Abade. A partida seguia empatada até que, aos 39 minutos do segundo tempo, o juiz marcou um pênalti a favor dos corintianos. Após o gol, o jogador santista Giovanni chutou a bola para a arquibancada e os torcedores invadiram o gramado. Abade encerrou a partida, e a confusão tomou conta das ruas em volta.
4/5/2006
Ao verem o River Plate fazer 3 a 1 sobre o Corinthians no Pacaembu, torcedores alvinegros tentaram derrubar o alambrado que separa a torcida do campo e invadir o gramado. O árbitro chileno Carlos Chandía encerrou o jogo aos 40 minutos do segundo tempo por falta de segurança e o Timão foi eliminado da Libertadores daquele ano.
29/4/2008
Irritados com as filas e a insuficiência de ingressos para a partida final do Campeonato Paulista, entre Palmeiras e Ponte Preta, torcedores alviverdes entraram em confronto com a PM.
fonte: http://vejasp.abril.com.br/revista/edicao-2117/violencia-nos-estadios
Texto sugerido por André Mendes Capraro
terça-feira, 10 de agosto de 2010
Futebol, debate e a audiência da TV
Isso, por si só, explica a goleada futebolística. Mas, também, mostra que o público na TV é bastante fiel à programação da emissora de sua preferência, muito mais do que do conteúdo que é veiculado em todas as mídias. A Band continuou com o quarto lugar entre todas as emissoras do país. Mais ou menos a mesma posição que ocupa no dia-a-dia, quando exibe sua programação normal. Apenas às segundas-feiras de noite, com o CQC, a emissora tem tido melhor performance na medição do Ibope.
No passado, a Band chegou a ter 20 pontos no Ibope. Era quando transmitia, aos domingos, a "Faixa Nobre do Esporte". Recentemente, bateu nas tardes de quarta-feira, os 15 pontos. Foi na exibição exclusiva de jogos da Liga dos Campeões da Europa...
Política não levanta tanto a bola da audiência. Mas, sem dúvida, é só a bola rolar que o Ibope aumenta.
Por: Erich Beting
fonte: http://negociosdoesporte.blog.uol.com.br/arch2010-08-01_2010-08-07.html#2010_08-06_15_24_25-136381883-0
Texto sugerido por: Edson Hirata
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Estatuto do Torcedor neles! - Juca Kfouri
Filmes sobre futebol
Interessado?
clique aqui
Ao clicar no filme desejado, aparece uma ficha e uma sinopse do filme.
Bom divertimento.
domingo, 8 de agosto de 2010
A verdade após 2014
Simon Kuper: Brasil vai descobrir a verdade após 2014 (crédito: Vincent Lignier)
Simon Kuper*(postado em 03/08/2010 11:36 h e atualizado em 03/08/2010 12:48 h)
sábado, 7 de agosto de 2010
Cerca de dois terços dos franceses ignoram o futebol
LEMONDE.FR avec AFP | 07.08.10 | 16h50
Reuters/© Benoit Tessier / Reuters
Agora que o campeonato da Liga 1 recomeça, cerca de dois terços de franceses (65%) declaram não se interessar pelo futebol, segundo uma sondagem IFOP (Instituto Francês de Opinião Pública) realizada pelo jornal Sud Ouest Dimanche.
Fonte : http://www.lemonde.fr/sport/article/2010/08/07/pres-de-deux-tiers-des-francais-se-moquent-du-
football_1396860_3242.html#xtor=EPR-32280274-%5BNL_Sport%5D-20100807-%5Btitres_principaux%5D
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Entrevista com músico Carlinhos Vergueiro
Universidade do Futebol – No Contra-Ataque, três faixas são inéditas: Romário, Linhas de Prazer e Irresistível. Poderia falar um pouco sobre cada uma delas?
Carlinhos Vergueiro – O Romário foi uma música que eu gostaria muito de ter feito quando lancei esse disco pela primeira vez, de maneira independente, há 11 anos, e não consegui. Ela foi construída por causa de uma frase que li, em que o Romário recomendava ao Ronaldinho Gaúcho nunca perder o romantismo na vida dele.
Essa frase me deu o mote, fiz o samba, e gosto muito da letra. Usei o Romário para fazer as pessoas não deixarem de acreditar na beleza do jogo.
O Linhas de Prazer nasceu durante um show para ex-jogadores de futebol, em Santos, e na platéia estavam Dorval e Mengálvio. Naturalmente, me vieram à cabeça Coutinho, Pelé e Pepe. Antes da apresentação, havia conversado com o Paulo César Lima, que lembrou um time do Botafogo formado por Garrincha, Didi, Amarildo, Quarentinha e Zagallo.
E resolvi fazer um samba sobre essas famosas linhas, acrescentando a primeira que decorei, do São Paulo – Maurinho, Amauri, Gino, Zizinho e Canhoteiro, que ganhou uma final do Corinthians em 1957 –, e em homenagem à seleção de 1970, que completa 40 anos do tricampeonato mundial: Jairzinho, Gérson, tostão, Pelé e Rivellino.
O Irresistível faz parte de uma fornada de músicas que fiz em “triceria” com minha filha Dora Vergueiro e o Afonso Machado. O samba surgiu após o lançamento do CD dela, "Samba Valente", e fiz questão de registrar no Contra-Ataque, também.
Para ler a reportagem na íntegra: clique aqui
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Juka Kfouri fala ao CQC
Assista o vídeo. Clique aqui
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Uefa nega argumentos de Mallorca : Entidade baniu o clube por apresentar más condições financeiras
O Mallorca se classificou para o torneio continental após finalizar a temporada anterior na quinta colocação, mas possui dívidas na ordem de 60 milhões de libras. A vaga será ocupada pelo Villarreal, que terminou o último Campeonato Espanhol no sétimo lugar.
"A Uefa descartou a apelação emitida pelo Mallorca e deu suporte à decisão da comissão de controle e disciplina de não admitir o clube espanhol em competições na temporada 2010/2011", disse a entidade por meio de nota oficial.
"Em 22 de julho de 2010, a Uefa tornou públicas as regras para ingressar na competição e elas não foram cumpridas, uma vez que a licença emitida pelo clube não estava em concordância com os regulamentos de clubes da Uefa", completou.
A entidade argumenta que a eliminação do Mallorca tem como objetivo a saúde em longo prazo de todos os clubes europeus, bem como "manter a integridade das competições por meio de disciplina financeira e hábitos mais racionais dos clubes".
Fonte: Máquina do Esporte - www.maquinadoesporte.com.br
Isso seria possível no Brasil? COMENTE:
terça-feira, 3 de agosto de 2010
As dívidas dos clubes Brasileiros 2009
Para elaborar o estudo a Crowe Horwath RSC, analisou os dados financeiros e patrimoniais dos clubes brasileiros 2009, com excepção do Sport, Naútico, Bahia e Vitória, que não disponibilizaram os balanços com transferências dos seus jogadores, dessa forma foi considerado o endividamento destes clubes em 2008.
1 Fluminense-RJ 329.278.000
2 Vasco da Gama-RJ 327.432.000
3 Botafogo-RJ 317.469.000
4 Flamengo-RJ 308.331.000
5 Atlético-MG 285.836.000
6 Santos-SP 181.084.000
Quer ver a lista completa? clique aqui
Na formula para calcular o endividamento real de cada clubes foi considerado o Exigível Total (Passivo-Património Líquido) menos o Disponível Realizável (Activo Circulante+Activo Realizável a Longo Prazo). A função desta análise é compreender quanto representa a dívida dos clubes em relação às receitas que podem ser projectadas. Não tendo os recursos com atletas garantia de se realizar de forma antecipada.
fonte: http://www.futebolfinance.com/as-dividas-dos-clubes-brasileiros-2009
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Três pessoas são afastadas dos estádios na primeira rodada do Novo Estatuto
Fonte: UOL
por: Bruno Império
em São Paulo
A 12º rodada do Campeonato Brasileiro, disputada no último final de semana, ficou marcada não apenas pelos clássicos regionais. Ela foi a primeira a ser disputada após o “endurecimento” do Estatuto do Torcedor, aprovado pelo presidente Lula na semana passada. E em São Paulo, durante o duelo entre Palmeiras e Corinthians, a aplicação da nova lei terminou com o afastamento de três torcedores dos estádios de futebol pelo período de três meses e a condenação de um cambista.
Todos os torcedores punidos eram palmeirenses. Dois deles foram conduzidos ao Juizado Especial Criminal por conta de uma briga em uma das áreas VIP do estádio do Pacaembu. Um corintiano que estava no local destinado a convidados da prefeitura comemorou o gol da equipe de Adilson Batista e foi agredido.
Os torcedores, que empurraram e xingaram o corintiano, foram condenados a ficar 90 dias sem poder assistir às partidas do Palmeiras nos estádios. “A partir de agora, em todos os dias de jogos, eles têm que comparecer a uma delegacia duas horas antes do jogo e só serão liberados duas horas depois”, afirmou o promotor Paulo Castilho, que participou da audiência dos dois torcedores.
Outro torcedor recebeu a mesma punição por tentar entrar no estádio com um rojão. Palmeirense, o rapaz é sócio da Mancha Alvi-Verde. Mas torcida organizada não será condenada. “Foi um caso isolado”, disse Castilho.
A primeira rodada da nova lei também inibiu a ação dos cambistas. A reportagem do UOL Esporte circulou pelos arredores do Pacaembu por duas horas antes do início da partida e flagrou poucas pessoas vendendo ingressos ilegalmente. A abordagem dos cambistas também era extremamente tímida. Alguns até se passavam por vendedores da capa de chuva.
“Estamos com um pouco de medo sim. Não sabemos exatamente como é que essa nova lei funciona. A polícia está contra a gente, a imprensa está contra a gente. E a gente só quer trabalhar. Mas estamos com medo”, afirmou um cambista à reportagem.
Durante o clássico, apenas um cambista foi detido pela polícia. Foi condenado a 84 horas de trabalhos comunitários por ser réu primário. “Antes do novo estatuto, no máximo ele teria os ingressos recolhidos”, completou Castilho.
Os três casos foram as únicas autuações da polícia no clássico de domingo. “Um dia muito mais tranquilo do que poderíamos imaginar”, confessou um policial. Segundo Castilho, resultado do novo estatuto.
“Os torcedores estão mais conscientes de que não ficarão impunes. As torcidas organizadas e os cambistas também. Claro que não conseguimos pegar todo mundo. Mas o efeito do nosso trabalho é pedagógico. É como a malha fina do imposto de renda. Ela não pega todo mundo. Mas deixa todo mundo com medo de sonegar”, analisou o promotor.
A própria reportagem flagrou, durante o clássico, exemplos de infrações da nova lei que passaram impunes. Ao final do jogo, por exemplo, as principais torcidas organizadas de Palmeiras e Corinthians entoaram cânticos ofensivos ao rival. Os alvinegros chegaram a cantar “vâmo matar porcô”(sic).
O grito, que configura incitação da violência, tem pena prevista no Novo Estatuto que pode culminar no afastamento da organizada dos estádios por até três anos. No entanto, o coro que podia ser ouvido por qualquer policial ou membro do Ministério Público que estivesse nos arredores das arquibancadas do Pacaembu não foi combatido. “Não ouvi. Mas se tivemos registros disso, se conseguirmos comprovar que isso partiu de alguma organizada, certamente ela será punida. Mas precisamos de instrumentos para isso”, afirmou Castilho.
Após três audiências no Juizado Especial Criminal, o promotor Paulo Castilho considerou positivo o saldo da primeira rodada do Brasileiro sob a nova lei: “Mostramos que a lei está aí e que vai ser cumprida. Mas ainda estamos muito longe do ideal”.


