segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Os donos da grana
Uma conferida nas escalações dos principais clubes brasileiros sugere que o futebol nacional está em período de vacas gordas. Sobram craques que abandonaram o exterior para ganhar salários milionários por aqui. Não só veteranos do porte de Ronaldo, Deco e Roberto Carlos, que já rechearam suas contas jogando na Europa, mas também gente que ainda tem lenha para queimar. Casos de Valdívia, Keirrison, Rafael Sóbis e Fred. Sem falar em Neymar, que rechaçou os milhões do Chelsea para seguir na Vila Belmiro.
Esse quadro, que dá a ideia de finanças equilibradas e cofres abarrotados, distorce a realidade. A maioria está se endividando como nunca. PLACAR fez um levantamento para saber quais clubes do Brasil mais gastam com salários de jogadores. Entre os líderes do ranking, estão gigantes que há décadas convivem com dívidas gigantescas, como Corinthians, Fluminense e Palmeiras. Apesar de transformarem o ato de pedir empréstimos vultosos num gesto corriqueiro, os cartolas bancaram um aumento desenfreado nos salários dos jogadores. Prova disso é a comparação dos pagamentos atuais com o último ranking dos salários feito pela PLACAR. Em junho de 2009, o segundo maior salário era o de Adriano: 362 000 reais. Com o mesmo vencimento, ele ocuparia, agora, a sexta posição entre os mais bem pagos do país.
Ainda maior foi a inflação entre os treinadores. Vanderlei Luxemburgo e Carlos Alberto Parreira tinham os salários mais altos: 500 000 reais. Hoje, eles estariam em terceiro no ranking.
O jogador mais bem pago do país não mudou: ainda é Ronaldo (com 1,8 milhão de reais mensais). No Corinthians, ele ganhou a companhia de Roberto Carlos (300 000 reais mensais) e continua convivendo com Souza (175 000 reais) e Edu (cerca de 200 000 reais). O clube até que economizou com a troca de Mano Menezes por Adílson Batista. O atual técnico da seleção ganhava 350 000 reais e seu substituto no alvinegro recebe 250 000 reais. Só que Adílson vai engordar seu salário com cerca de 50 000 reais por mês, graças a um antigo débito do Corinthians com ele, dos tempos de atleta.
Para os cartolas corintianos, o gasto com o Fenômeno não conta na folha de pagamento porque o grosso de seus vencimentos vem de contratos de publicidade. Mas o dinheiro precisa entrar no clube para chegar ao atacante, que recebe 550 000 reais do Corinthians. “O valor que ele ganha de patrocínio não entra na folha de pagamento, isso é marketing”, diz o presidente Andrés Sanchez. De patrocínio, Ronaldo gera 20 milhões anuais para o Alvinegro e embolsa 15 milhões. “É como se ele pagasse para jogar”, diz Luís Paulo Rosenberg, vice de marketing.
Apesar dos altos gastos e de ter uma dívida que supera os 100 milhões de reais, a diretoria corintiana afirma que a situação está sob controle e que fechará o ano com superávit.
JEITINHO BRASILEIRO
Em tempos de gastança, os cartolas usaram a criatividade para buscar dinheiro. Mas o Fluminense segue fiel à antiga fórmula de ter um parceiro rico, no caso, a Unimed. A patrocinadora banca 2,5 milhões de reais dos 4,2 milhões da folha de pagamento, segundo dados da diretoria — concorrentes acreditam que o gasto mensal chega a 5 milhões de reais. A parceira paga em média 80% dos salários mais altos. Os valores assustam. Deco ganha 550 000 mensais e Fred, 460 000.
O Internacional também aposta em parcerias. Apoiado pelo torcedor fanático e milionário Delcir Sonda, o Colorado não poupa em contratações. Repatriou Rafael Sóbis, que chegou para ganhar 300 000 reais mensais, e possui muitos jogadores recebendo acima de 150 000 reais por mês. Para o técnico Celso Roth, paga 300 000 reais. O título da Libertadores ainda lhe rendeu 1 milhão de reais de premiação.
Diferentemente do Flu e do Inter, o Palmeiras prefere inovar. A contratação de Kléber, por exemplo, só aconteceu porque o clube trocou de patrocinador. Colocou a Fiat no lugar da Samsung e pegou 7 milhões de reais antecipados. Mais engenhosa ainda foi a operação para trazer Valdívia. Para pagar o Al Ain-EAU foi necessária uma fiança bancária, uma vaquinha entre o grupo de sócios-remidos chamado Eternos Palestrinos e uma parceria com o conselheiro Osório Furlan Júnior, que adquiriu 36% dos direitos do chileno.
Apesar de usar métodos diferentes, o Alviverde não fica muito atrás do Fluminense em gastos. Só Luiz Felipe Scolari ganha 700 000 reais. “Não pagamos nem a metade do que ele ganha. Quem banca a maior parte é o patrocinador”, diz o presidente do Palmeiras, Luiz Gonzaga Belluzzo.
Entre os jogadores, Kléber é o recordista com 373 500 reais mensais. Nessa conta entram luvas e valores que recebeu pela venda de parte de seus direitos. No total, ele fatura 2 milhões de euros por ano, livres de impostos. Logo atrás, aparece Valdívia, com 299 500 mensais. Nesse valor estão 500 000 euros de luvas diluídos nos salários, em cinco anos. “Contratamos jogadores caros, mas negociamos outros que ganhavam bem, como o Diego Souza e o Cleiton Xavier”, diz Belluzzo.
A mão aberta do dirigente não combina com seu discurso quando assumiu o Palmeiras e pregou uma união entre os times para que fosse estipulado um teto salarial a fim de botar um freio nos salários. “O teto só funciona se todo mundo cumprir o combinado. Se você faz o teto sozinho, você se ferra porque os outros pagam mais e levam o jogador”, afirma o presidente palmeirense.
Belluzzo é ainda um dos maiores entusiastas de uma prática que a maioria dos clubes adotou: o alongamento de dívida. Os cartolas pegam um empréstimo alto num banco para saldar débitos menores com outros bancos. E passam a ter apenas um empréstimo maior para pagar. Como garantia de pagamento, dão cotas de TV, patrocínios e até rendas dos jogos. O Palmeiras, por exemplo, conseguiu autorização de seu conselho de fiscalização para pegar 39,6 milhões no BMG dando as cotas dos próximos cinco Campeonatos Paulistas como garantia. Se não pagar, o banco recebe o dinheiro direto da Globo. A estratégia é criticada pela oposição, que acredita que o dinheiro é usado para pagar (altos) salários atrasados. O clube chegou a dever pelo menos dois meses de direitos de imagem. Além disso, os opositores alegam que Belluzzo jogou a dívida para seu sucessor.
“Estamos reestruturando a dívida do clube. É melhor pagar uma dívida longa com taxas baixas que uma curta com taxas altas. A oposição não conhece isso porque é coisa recente. Vou deixar uma dívida menor para o próximo presidente”, assegura o cartola.
No Rio de Janeiro, a prática de comprometer as cotas de TV também está sendo usada. Os quatro grandes do estado deram como garantia as receitas de transmissão do Campeonato Carioca de 2011. “Os clubes se veem na necessidade de gastar mais a curto prazo. Não acho que esse é o melhor dos caminhos. Mas, se eles pedem o nosso aval para não afundar, temos que dar”, afirma o presidente da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro, Rubens Lopes.
Mesmo assim, o Vasco sofre com atrasos. No dia 20 de agosto, o clube pagou um dos dois meses que devia a seus jogadores. O time ainda tem que lidar com a penhora de sua renda para pagamento de dívidas trabalhistas antigas, uma delas para o atacante Euller. No clássico com o Fluminense, por exemplo, o time receberia 533 685 reais, mas pouco menos da metade desse valor foi penhorado.
Até quem se gabava de ter a casa arrumada, como o São Paulo, aderiu à moda. Recentemente, ofereceu pelo menos três anos de receitas de TV do Estadual para movimentar sua conta garantida, espécie de cheque especial.
O Tricolor, quinto que mais gasta, adotou outra prática entre clubes, em especial aqueles com altos salários de jogadores que rendem abaixo do esperado: emprestar atletas e continuar bancando parte dos vencimentos. Os são-paulinos ainda pagam 65 000 reais, metade do salário de Marcelinho Paraíba, emprestado ao Sport; e 50 000 reais para Washington, que ganhava 190 000 e está no Fluminense.
“As pessoas que me questionam sobre o Washington falam que ele está marcando gol no Fluminense. Mas a transferência foi interessante para nós, pelo momento que ele vivia aqui”, afirma João Paulo de Jesus Lopes, diretor de futebol do São Paulo, clube que tem uma dívida na casa dos 100 milhões.
O São Paulo ganhou fôlego com a venda de Hernanes, por 13,5 milhões de euros, mas mantém algumas medidas austeras em sua parte administrativa. Quando um funcionário de fora do futebol pede demissão, a prioridade é evitar contratar outro para a função — contenção de despesas que destoa de caras contratações para salvar o time, como a de Ricardo Oliveira, que recebe cerca de 200 000 reais mensais.
Outro cartola que põe a mão no bolso para pagar quem já defende outras cores é Luís Álvaro do Oliveira Ribeiro, presidente do Santos. Ele ainda banca 40% do salário de Fábio Costa, emprestado ao Atlético-MG. “É mais inteligente fazermos isso que pagar 100%. Quando cheguei aqui, gastávamos 2 milhões por mês a mais do que arrecadávamos”, diz Ribeiro. Quando ele substituiu Marcelo Teixeira, a folha de pagamento do clube era de 4 milhões de reais por mês. Caiu para 2,8 milhões, mas voltou a subir e hoje está em 3,3 milhões. Isso sem contar o mínimo de 1,5 milhão de reais por ano (125 000 por mês) prometido a Neymar em contratos de publicidade. Se o clube não atingir esse valor, tem que pagar do próprio bolso. Sem esses 125 000 mensais, Neymar ganharia 180 000 reais — mesmo salário de Paulo Henrique Ganso e menos do que Keirrison, que recebe 200 000 reais.
Tantos exemplos de gastança descontrolada mostram que o alto poderio dos clubes vai até a página 2, onde estão os mecanismos que eles usaram para ter grandes jogadores e técnicos. Novas estratégias e parcerias, que enchem os olhos dos torcedores, por seus resultados a curto prazo, podem significar, mais adiante, crises gigantescas. É o dilema do futebol nacional, em que os clubes precisam se endividar para tentar conquistar algo ou assistir de longe aos concorrentes se destacarem…
domingo, 26 de setembro de 2010
Zé Eduardo quebra protocolo e não poupa elogios a Dorival Júnior
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
O BIRG, o CORF e a explicação da indústria do futebol brasileiro
Cada um tem lá sua razão específica pra torcer para um clube. Pode ser por influência familiar, por aversão ao time do vizinho, por causa de um atleta específico, por morar do lado do estádio e por outras tantas coisas mais. E todas essas coisas foram estudadas e identificadas.
Existem inúmeras razões pela quais uma pessoa escolhe torcer por um time. E existem outras mais que fortalecem ou enfraquecem o laço entre o torcedor e o seu clube. A mais comum delas foi denominada por alguns pesquisadores de Basking In Reflected Glory (BIRG), que significa algo como “orgulhar-se com a glória refletida”, que é o fenômeno que ocorre quando um time ganha um jogo e o torcedor diz (e sente) que “nós ganhamos a partida”. Com o BIRG, quanto mais um time ganha, mais orgulho ele gera e mais pessoas se apropriam do status de vencedor gerado pelas vitórias.
O BIRG é, evidentemente, o principal laço da relação entre clubes e torcida no Brasil. Isso acontece muito por conta da impossibilidade ambiental de desenvolver outras relações, principalmente dos laços mais profundos com a comunidade local de cada torcedor, já que as comunidades locais do Brasil são ainda muito recentes e carecem de maiores vínculos com os seus habitantes. Com isso, há pouco vínculo social entre clube e torcida, deixando que o BIRG se apodere da intermediação do processo.
Por conta do BIRG, quando o time está ganhando, a torcida se torna fanática, lota estádios e compra produtos. O grande problema é que o BIRG traz em sua essência outro processo psicológico oposto, que foi denominado de Cutting Off Reflected Failure (CORF), que significa algo como “romper com o fracasso refletido”, que ocorre quando o time perde e o torcedor diz (e sente) que “eles perderam a partida”. Com o CORF, quanto mais um time perde, mais torcedores se afastam do time para evitar absorver o status de fracasso. Ou seja, quando um time perde uma partida ou um campeonato, os torcedores param de consumir produtos e de ir aos estádios como forma de evitar parecer que eles também são perdedores. Com o BIRG, “nós ganhamos”. Com o CORF, “eles perderam”.
Como esses dois fenômenos são predominantes na relação entre times e torcedores no Brasil, os clubes ficam excessivamente reagentes ao sucesso em campo. Afinal, a derrota significa não apenas o fato esportivo em si, mas cria também um grande impacto nas receitas e na administração do ambiente político do clube. Com isso, exerce-se uma enorme pressão por sucessos imediatos e constantes, onde vitórias devem ser obtidas a qualquer custo e derrotas são suficientes para motivar mudanças completas na estrutura do clube. Isso acaba gerando uma situação em que é impossível desenvolver o mínimo controle financeiro e torna o fluxo de receitas e despesas algo absurdamente instável, impossibilitando qualquer manutenção de parâmetros de gestão de longo prazo.
O BIRG e o CORF explicam muito sobre como funciona a indústria do futebol brasileiro e por que o buraco financeiro vai ficando cada vez maior. A boa notícia é que existem métodos para tentar minimizar o impacto que esses fenômenos causam nos clubes. A má notícia é que aqueles que tem poder para aplicar esses métodos de controle são justamente aqueles que mais se deixam influenciar por eles.
fonte:http://www.universidadedofutebol.com.br/2010/09/3,11259,O+BIRG++O+CORF+E+A+EXPLICACAO+DA+INDUSTRIA+DO+FUTEBOL+BRASILEIRO.aspx
Texto sugerido por Edson Hirata
terça-feira, 21 de setembro de 2010
Reunião da Uefa analisa evolução do futebol europeu na temporada
Um dos pontos de discussão foi a publicação, em junho deste ano, dos regulamentos de Licenciamento de Clubes e Fair Play Financeiro da Uefa (edição de 2010). Segundo o portal da entidade, “estes regulamentos são considerados um instrumento essencial para que os clubes apresentem bons resultados operacionais e as suas diretrizes serão gradualmente implementadas nas próximas duas temporadas, antes de entrarem integralmente em vigor na temporada de 2013/14”.
A nova medida da Uefa determina que o equilíbrio financeiro dos clubes e de suas respectivas contas. As agremiações devem operar com meios financeiros próprios, ajudando com isso a restaurar a estabilidade no futebol europeu.
Dos 611 clubes que solicitaram a participação nas competições da Uefa, cerca de 20% não cumpriram todos os requisitos essenciais e cinco deles tiveram sua solicitação recusada.
"É importante que as federações compreendam todos os pormenores das novas regras. A sua função será a de informarem imediatamente os clubes acerca dos novos regulamentos porque os compromissos financeiros agora assumidos pelos clubes terão um impacto na sua capacidade para preencherem os novos requisitos no futuro", explicou Andrea Traverso em declaração ao portal Uefa.com.
FONTE:http://www.universidadedofutebol.com.br/2010/09/2,14220,REUNIAO+DA+UEFA+ANALISA+EVOLUCAO+DO+FUTEBOL+EUROPEU+NA+TEMPORADA.aspx
Texto sugerido por Edson Hirata
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
CRÔNICA DA SEMANA: Gato escaldado...
Mestranda História UFPR
Núcleo de Estudos Futebol e Sociedade
Difícil não lembrar a fatídica partida entre Fluminense e Coritiba, pelo Campeonato Brasileiro de 2009, que culminou em uma batalha entre policiais e torcedores. Mais difícil ainda seria esquecer a punição decretada para o time paranaense, que previa a perda de mando de campo por dez partidas mais o pagamento de multa e, como não poderia deixar de ser, reformar o estádio segundo determinadas normas de segurança.
Realmente, nada disso foi esquecido, sobretudo às vésperas da volta do Coritiba ao “Alto da Glória”. Os noticiários, em suas formas diversas, não pouparam fôlego em especular como se efetuaria a segurança do tão esperado jogo contra a Portuguesa, pela 22a rodada do Campeonato Brasileiro, que, em tese, romperia com as más recordações de outrora. Mas nos atentemos ao ponto curioso da questão...
A partida de retorno do clube alviverde, após quatro meses de suspensão, teve segurança reforçada, contando com a ação de cerca de 800 policiais militares, dos quais 230 ficaram dentro do estádio e os demais rondaram os pontos considerados de risco, como terminais de ônibus, por exemplo. Soma-se a isso, 250 seguranças que o clube prometeu contratar. Toda essa preocupação com o policiamento se deve à briga do dia 6 de dezembro, mencionada no início do texto, quando torcedores do Coritiba invadiram o campo. O curioso é que estamos falando de uma partida contra a Portuguesa: sem caráter clássico, tampouco decisivo, haja vista o momento da competição. Enfim, o único fator que torna essa partida especial é a volta da equipe ao seu estádio. Mas o melhor é a Polícia, que evita caracterizar o jogo como de risco e se conforta ao mencionar que não haveria muitos torcedores da Portuguesa e que, assim, seria mais fácil garantir a segurança dos torcedores do Coritiba.
Oras, se é para levar em consideração a briga do 06/12, convenhamos: quem ameaçaria a paz no estádio seriam os próprios alviverdes contra eles mesmos...
Por outro lado, se nos reportarmos à final do Campeonato Paranaense, em abril de 2010, poucos se recordarão que a partida foi nada menos do que um Atletiba, no Couto Pereira. Não bastasse o Atlético Paranaense ser o maior rival do Coritiba, ambos disputavam um título nas dependências do estádio que, embora liberado para a disputa do Paranaense, ainda estava interditado e contava com melhoras “paliativas” de segurança. Pois bem, na época, ninguém comentou, com o afinco das últimas semanas, a periculosidade de se realizar um clássico no então manchado Couto, sobretudo no que se refere ao policiamento. Refrescando a cansada memória: no total foram 400 policiais civis e militares supervisionando a partida; e a torcida rubro-negra saiu cerca de meia hora antes, a fim de evitar possíveis transtornos.
Como um clássico, aos fins do Campeonato, pode contar com metade do número de policiais mobilizados para esta partida entre Coritiba e Portuguesa? Curioso, curiosíssimo! Curitiba não pode fazer feio na Copa do Mundo – mesmo que seja para receber dois jogos pouco representativos, como em 1950 – mas mantenhamos o mínimo de coerência.
Definitivamente, o brasileiro tem memória curta – e o futebol não é exceção.
Fifa usará moderno sistema de venda de ingressos para o Mundial de Clubes
Em cerimônia realizada nesta segunda-feira, o Comitê Organizador Local anunciou alguns detalhes da venda de ingressos para a competição. Os interessados devem adquirir as entradas pelo site www.FIFA.com/uae2010. As vendas começam nesta terça-feira.
Também foram anunciados os preços das entradas, cujos valores mínimos variam de cerca de R$ 9 (para os primeiros jogos da competição) até aproximadamente R$ 140 (final). Há descontos familiares em todas as categorias e para todos os jogos.
fonte:www.uol.com.br
Texto sugerido por José Carlos Mosko
domingo, 19 de setembro de 2010
Neymar é afastado por tempo indeterminado
A decisão foi tomada após uma reunião na manhã de ontem entre o técnico e membros da diretoria. Em nota assinada pelo presidente Luis Álvaro, o Santos disse entender que a multa imposta a Neymar era suficiente para que o assunto fosse resolvido.
- Após novos apelos do treinador, entendi que uma solução conciliatória deveria ser adotada, disse o presidente, reforçando a confiança no trabalho e na liderança de Dorival Junior.
- Reafirmamos nosso apreço pelo atleta Neymar e nossa confiança de que o episódio servirá para que ele consiga amadurecer e superar este momento de dificuldade, encerra a nota.
O empresário de Neymar, Wagner Ribeiro, demonstrou irritação ao comentar a decisão em sua página pessoal no Twitter. Para o agente os critérios deveriam ser os mesmos usados quando houve polêmica semelhante envolvendo o meia Ganso, que na final do Paulistão se recusou a ser substituído.
- Faltou respeito em ambos os casos. Um pede perdão, mas o treinador insiste em mostrar poder e não perdoa. Autoridade se impõe com critérios e firmeza. Recusa de substituição é afronta? Elogiar o erro depois é normal? E depois do elogio, chegar no vestiário e criticar é coerente? Não estou pondo lenha. Mas não posso ficar quieto ao ver alguém usar uma criança confessa e o pegar para Cristo, desabafou.
Texto sugerido por: Miguel A. de Freitas Jr.
Fonte:
http://extra.globo.com/
sábado, 18 de setembro de 2010
Estatuto do torcedor e a venda de ingressos
Um dos grandes problemas enfrentados pelo torcedor brasileiro para frequentar eventos esportivos diz respeito à venda de ingressos, notadamente, em jogos importantes, tais como finais de campeonato ou da seleção brasileira.
Imensas filas, desorganização, cambistas e ingressos falsos são alguns dos entraves encontrados durante a venda dos bilhetes.
A fim de trazer melhores condições ao consumidor de eventos esportivos no Brasil, o Estatuto do Torcedor (Lei 10.671/2003), em seus artigos art. 20 ao 25, traz-lhe uma série de direitos.
O processo de venda deve assegurar a agilidade e amplo acesso à informação e deve ser fornecido ao torcedor o comprovante de pagamento do ingresso, bem como é necessário que conste no bilhete o preço pago por ele, sendo vedada diferenciação de preços para ingressos destinados ao mesmo setor.
Como exceção à diferenciação de preço, tem-se o caso de venda antecipada de carnê para, no mínimo, três partidas da mesma equipe, ou quando a lei expressamente o previr, como na hipótese da meia-entrada estudantil.
É dever da entidade mandante implementar, na organização e na emissão e venda de ingressos, sistema de segurança contra falsificações, fraudes e quaisquer práticas que contribuam para a evasão da receita dos eventos esportivos.
Os ingressos devem ser numerados e o torcedor tem o direito de ocupar o local correspondente ao número de seu ingresso.
As gerais, onde os torcedores assistem à partida em pé, não serão numeradas, mas o número de presentes será limitado de acordo com critérios de saúde, segurança e bem-estar.
No que tange à segurança no estádio, a entidade responsável pela competição (via de regra as Federações ou Confederações) deverá apresentar ao Ministério Público laudos técnicos expedidos pelos órgãos fiscalizadores responsáveis pela vistoria no estádio, tais como ANVISA, Município, Corpo de Bombeiros, entre outros. Tais laudos deverão atestar a capacidade de público e as condições de segurança.
Na hipótese de o mandante colocar à venda número de ingressos superior à capacidade do estádio ou, independentemente da venda, havendo, de fato, presença de público superior à capacidade, a equipe perderá mando de campo por, no mínimo, seis meses, sem prejuízo de outras sanções.
Finalmente, nos estádios com capacidade superior a vinte mil torcedores, o acesso ao estádio deverá ser monitorado por imagem das catracas (roletas), sem prejuízo da obrigatoriedade de se manter central técnica de informações capaz de monitorar por imagem o público presente.
Em 2006, o colorado gaúcho iniciou alteração no sistema de venda de ingressos com emissão de bilhetes na hora da venda, sem pré-impresso, criação de banco de dados centralizados, vendas à distância, organização das filas e cadastramento de RG para limitação e controle de venda de ingressos.
O rigor do controle foi tamanho que, no jogo final da Copa Libertadores de 2006, a venda que nas fases anteriores era limitada a três bilhetes por torcedor, reduziu-se a um único ingresso por adepto.
Tais medidas adaptadas e corrigidas ao longo das situações observadas nos casos concretos levou, em 2008, o Sport Club Internacional a ser o primeiro e único clube do futebol brasileiro a receber o certificado de qualidade ISO 9001 .
Outro bom exemplo é o São Paulo Futebol Clube, reconhecido como um dos maiores clubes do país, seis vezes campeão brasileiro, três vezes da Copa Libertadores e do Mundial de Clubes, que tem implementado sistema ágil de vendas, incluindo-se a aquisição de ingressos pela Internet e a utilização, desde dezembro de 2009, de lojas de fast food como postos de venda.
Em outras palavras, percebe-se que o tratamento qualitativo do torcedor e a boa estrutura externa contribuem para bons resultados esportivos.
De toda sorte, desde a vigência do Estatuto do Torcedor, muito já se evoluiu e os torcedores adquiriram melhores condições. Entretanto, ainda há muito o que melhorar, notadamente no que diz respeito ao sistema de vendas e à atividade dos cambistas.
Fatos como os ocorridos durante as vendas de ingressos para as partidas entre Flamengo e Grêmio, pela última rodada da Série A do Campeonato Brasileiro de 2009, são inaceitáveis.
Ante o exposto, cabe ao torcedor pleitear de seu clube, ainda que judicialmente, o cumprimento de seus direitos e ao clube é importante conscientizar-se que a torcida é o seu melhor patrimônio e, conforme exemplos de Internacional e São Paulo, a qualidade de tratamento do torcedor pode se materializar em títulos.
Fonte:http://universidadedofutebol.com.br/2010/03/1,14485,O%20ESTATUTO%20DO%20TORCEDOR%20E%20A%20VENDA%20DE%20INGRESSOS.aspx?p=4
Texto sugerido por: Edson Hirata
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Operação “Implosão do Clube dos 13″
Parte importante da ação é uma chuva de pedidos de clubes para negociarem diretamente com a Globo o próximo contrato de transmissão para o Brasileirão. O blog apurou que cerca de dez times já procuraram a emissora. Se conseguirem afastar o C13, eles vão tirar da entidade sua principal função.
Os representantes da emissora mais ouviram do que falaram com os dirigentes. Preferem não se meter publicamente na briga. A Globo precisa de todos os clubes juntos para assinar o contrato.
Outra iniciativa é fomentar a disputa entre os clubes por fatias maiores na divisão do dinheiro da TV no próximo acordo, que valerá de 2012 a 2014, mas já é discutido. O Santos é quem mais deve brigar por aumento.
Em outra frente, o corintiano Andrés Sanchez agiu pedindo a abertura das contas do C13 para saber os salários pagos pela entidade e o que é feito com cada centavo da associação. Como resposta, obteve um pedido para detalhar melhor suas dúvidas.
O Clube dos 13 pouco fala sobre o assunto publicamente. Alega que não ganha nada hoje para negociar as cotas de TV. No último contrato, cedeu por três anos para a Globo o direito de usar sua marca por R$ 8 milhões e parou de cobrar uma taxa de administração.
Internamente, a diretoria do C13 trata a oposição como menor e com menos força do que ela alardeia ter. Usa como argumento a derrota dos opositores na última eleição. O movimento atual é tratado mais como uma ação pessoal de Andrés, inimigo do são-paulino Juvenal Juvêncio, vice da entidade. O corintiano também é aliado de Ricardo Teixeira, que apoiou candidato derrotado à presidência do C13, Kléber Leite.
Disponível em: http://blogdoperrone.blogosfera.uol.com.br/sem-categoria/operacao-implosao-do-clube-dos-13/
Acessado em: 15/09/2010
Texto sugerido por Luiz Carlos Ribeiro
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Copa 2014: isenções fiscais para a Fifa devem chegar a R$ 500 milhões
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
MPF emite parecer acusando TV Globo e Clube dos 13 de prática de cartel
O processo já tramita no Cade desde 1997 e cita até o SBT, que não entrou na briga pelos direitos de TV nas duas últimas negociações trienais. Com o parecer do MPF desta quarta, o Cade pode recolocar o assunto em sua pauta. Até o fim do ano, o órgão pode definir uma pena para a Globo ou o Clube dos 13.
A reportagem procurou o Clube dos 13 e a Rede Globo. A entidade esportiva não quis comentar o caso, enquanto a emissora ainda não tem uma posição oficial sobre o assunto.
O grande ponto questionável, segundo o MPF, é a cláusula de preferência da Rede Globo, que tem sempre o direito de igualar a proposta das rivais. Segundo Marcus da Penha, procurador regional da República e representante do MPF no Cade, o sistema não é legal.
“A prática teve efeitos anticompetitivos. O Clube dos 13 e a Globo limitaram e prejudicaram a livre concorrência ao usar a cláusula de preferência”, disse o procurador, em nota divulgada no site oficial do MPF.
Desde que o processo foi iniciado no Cade, outras empresas também reclamaram do sistema. A Record, por exemplo, abandonou a negociação de 2008 por entender que o C13 dava preferência à Globo, fato negado pela entidade.
A próxima negociação de direitos de TV do Campeonato Brasileiro está marcada para o primeiro semestre de 2011, quando serão acertados contratos dos próximos três anos.
Em entrevista ao UOL Esporte, Fábio Koff, presidente do Clube dos 13, adiantou que não quer que a Globo mantenha a exclusividade nos contratos.
Além disso, o dirigente disse que pretende dividir as propriedades de negociação do torneio. Dessa forma, diferentes emissoras poderiam comprar os direitos de TV aberta, TV fechada, pay-per-view, celular, internet, etc. Essa é outra crítica do MPF. Segundo o órgão, os direitos têm de ser negociados em três produtos diferentes, o que não acontecia quando a ação entrou em trâmite no Cade.
Disponível em: http://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas-noticias/2010/09/15/mpf-emite-parecer-acusando-tv-globo-e-clube-dos-13-de-pratica-de-cartel.jhtm
Acessado em: 15.09.2010
Texto sugerido por Luiz Carlos Ribeiro
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Máfia do Apito - Diante da ausência de leis específicas, corruptos não foram responsabilizados criminalmente
A “Máfia do Apito” foi o nome dado ao esquema de manipulação de resultados de partidas válidas pelo Campeonato Brasileiro e pelo Campeonato Paulista, ambos realizados na temporada de 2005, quando deflagrou-se o maior escândalo da história do futebol brasileiro.
A popularmente conhecida “Máfia do Apito” atingiu a credibilidade do futebol brasileiro como um todo, inclusive acarretou graves danos às entidades de administração do desporto, em especial à Confederação Brasileira de Futebol, em nível nacional, bem como à Federação Paulista de Futebol, em nível estadual, uma vez que tais condutas teriam sido praticadas em jogos válidos pelas competições organizadas por estas referidas entidades.
Os envolvidos foram os ex-árbitros de futebol Edílson Pereira de Carvalho e Paulo José Danelon, sendo que o primeiro pertencia aos quadros da Fifa e ambos foram selecionados para apitar jogos dos Campeonatos Brasileiro e Paulista de 2005. Este dois ex-árbitros de futebol teriam manipulado resultados para beneficiar o apostador Nagib Fayad em jogos de aposta eletrônica.
Sem prejuízo da sanção disciplinar aplicada na seara desportiva, os três indivíduos envolvidos foram denunciados por crime de estelionato e formação de quadrilha. Entretanto, em 20 de agosto de 2009, a 7ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo, no voto de relatoria do desembargador Fernando Miranda, ao julgar o Habeas Corpus nº 993.06.063932-3, determinou o trancamento da ação penal nº 1051/2005, uma vez que não teria havido qualquer crime praticado pelos denunciados.
Entretanto, na esfera civil, detectou-se a questão mais complexa, na qual diversas teses foram levantadas e algumas demandas foram ajuizadas, em especial a Ação Civil Pública ajuizada pelo Ministério Público do Estado de São Paulo em face de Edílson Pereira de Carvalho, Paulo José Danelon, Nagib Fayad, Confederação Brasileira de Futebol e Federação Paulista de Futebol.
A ação tem por base o inquérito civil instaurado contra os réus Edílson, Danelon e Nagib, no qual se apurou que os ex-árbitros Edílson e Danelon, selecionados para apitar jogos dos Campeonatos Paulista e Brasileiro de 2005, manipularam resultados das partidas apitadas por eles para beneficiar o corréu Nagib.
Assim, o Ministério Público requereu a condenação dos réus a indenizarem os danos materiais e morais causados aos torcedores, invocando o Estatuto do Torcedor - Lei nº 10.671/2003, o qual os equipara aos consumidores, cujos direitos igualmente são protegidos pelo Código de Defesa do Consumidor - Lei nº 8.078/90.
Como argumento de defesa, as entidades de administração do desporto exploram a questão da não profissionalização dos árbitros de futebol e da ausência de vínculo empregatício entre esses e tais entidades, nos termos do artigo 88, da Lei n.º 9.615-98 (Lei Pelé).
Em contrapartida, foram ajuizadas, pela própria Federação Paulista de Futebol, outras ações de reparação de danos contra os ex-árbitros Edílson e Danelon, as quais foram julgadas improcedentes, sob o entendimento de que inexistiu o dano moral, por não existir vinculação da entidade com os atos ilícitos praticados, em tese, por indivíduos, isoladamente, sendo esses fatos de fácil compreensão pelo público.
“Ressalte-se que a função do Poder Judiciário é dirimir conflitos reais envolvendo a vida e o patrimônio das pessoas, o que não é o caso, posto que uma partida de futebol é apenas uma forma de entretenimento, não devendo ser levada tão a sério” .
“Nessa esteira, não há que se falar em dano moral (...) porque não há qualquer comprovação do alegado dano moral de forma que se pudesse aferir um sofrimento exasperado, com base no homem médio, e que fosse passível de indenização, pois a mera sensibilidade subjetiva não tem o condão de tornar indenizável o que não o seria se qualquer outro indivíduo estivesse na mesma situação” .
Portanto, tais precedentes obstam o ímpeto dos torcedores que buscam o enriquecimento sem causa, com base no suposto dano moral sofrido em decorrência da manipulação de resultados em 2005, sendo necessário lembrar que o campeão brasileiro daquele ano foi o Sport Club Corinthians Paulista, que terminou 3 (três) pontos à frente do segundo colocado, o Internacional de Porto Alegre, em virtude da anulação das partidas e designação de novos confrontos, fato que beneficiou o clube da segunda maior torcida do país, o que deve ser considerado pelo torcedor antes de se buscar a guarida do Poder Judiciário.
“Art. 41-C: Solicitar ou aceitar, para si ou para outrem, vantagem ou promessa de vantagem patrimonial ou não patrimonial para qualquer ato ou omissão destinado a alterar ou falsear o resultado de competição esportiva:
Pena - reclusão de 2 (dois) a 6 (seis) anos e multa.
Art. 41-D: Dar ou prometer vantagem patrimonial ou não patrimonial com o fim de alterar ou falsear o resultado de uma competição desportiva:
Pena - reclusão de 2 (dois) a 6 (seis) anos e multa.
Art. 41-E: Fraudar, por qualquer meio, ou contribuir para que se fraude, de qualquer forma, o resultado de competição esportiva:
Pena - reclusão de 2 (dois) a 6 (seis) anos e multa.”
*Carlos Miguel Aidar é Advogado, Sócio Conselheiro do escritório Felsberg e Associados. Ex-Presidente do São Paulo Futebol Clube. Fundador e primeiro presidente do Clube dos Treze. Consultor jurídico do Ministro Extraordinário dos Esportes Édson Arantes do Nascimento e do respectivo Ministério. Autor do Projeto de Lei nº 9.615/98. Medalha Marechal Deodoro da Fonseca outorgada pela Academia Brasileira de História. Membro do Conselho Consultivo do Instituto Brasileiro de Direito Desportivo. Ex-Presidente da OAB-SP (2001/2003). Colar do Mérito Judiciário outorgado pelo Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região. Coordenador do livro Curso de Direito Desportivo. Professor do curso de graduação da cadeira de Direito Desportivo da Faculdade de Direito da Universidade Presbiteriana Mackenzie (2004).
*Alexandre Ramalho Miranda é Advogado do escritório Felsberg e Associados, pós graduando em Direito Desportivo pelo Instituto Brasileiro de Direito Desportivo. Membro associado do Instituto Brasileiro de Direito Desportivo. Membro da Comissão de Direito Desportivo da OAB/SP (2010/2013).
Fonte: IBDD - www.ibdd.com.br
Texto sugerido por Edson Hirata
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Sobraram só 20% das cotas de TV
O blog apurou que Internacional e Corinthians estão entre os poucos que ainda têm alguma receita da TV para receber em 2011. O contrato, assinado em 2009, previa que em três anos a emissora daria R$ 450 milhões para os clubes dividirem.
Em 2010, a Globo poderia antecipar até R$ 170 milhões referentes ao próximo ano. Já foram liberados R$ 136 milhões. A antecipação funciona da seguinte forma: a emissora e o C13 assinam um documento que o clube usa para pegar empréstimo em um banco. No dia em que a cota seria repassada ao time, ela é enviada para o banco.
O fato de quase todo o dinheiro já ter sido antecipado fragiliza os clubes na negociação do novo contrato, que pode ser com a Globo ou com outra emissora. O C13 espera assinar o próximo acordo em março. Mas a aposta na Globo, que não fala oficialmente sobre o assunto, é de que os clubes forçarão para o contrato sair em dezembro. Isso porque a maioria não tem mais onde conseguir dinheiro.
Fonte: blog do perrone - UOL
Texto sugerido por José Carlos Mosko
Crônica da semana - Por Jackson Mosko
Jackson Fernando Mosko
Foi assim o presidente do Santos, Luís Álvaro de Oliveira Ribeiro sintetizou a decisão de Neymar ao recusar a proposta do Chelsea no valor de 30 milhões de euros, e um salário milionário.
Mas o que levou Neymar a tomar esta decisão? Sabemos que o sonho de todo jogador brasileiro é jogar na Europa, seja por uma independência financeira e ou reconhecimento internacional, mas o certo é que no caso de Neymar ele foi muito bem assessorado, ou melhor, apoiado pela sua família.
O pai de Neymar é quem cuida dos interesses profissionais de Neymar, sua mãe é que toma conta do dinheiro, mas segundo eles a decisão sobre seu futuro coube a Neymar, claro que depois de ouvir vários conselhos. A equipe do jovem jogador, o Santos ofereceu ao jogador, um plano de carreira, que consiste num salário de aproximadamente R$ 600 mil por mês, além de uma participação financeira em ações publicitárias, bônus com possíveis convocações à seleção brasileira e um contrato com uma multa rescisória de 45 milhões de euros, tudo isso num contrato com validade de cinco anos.
A carreira de Neymar como jogador de futebol é muito precoce, quando ele tinha 14 anos foi convidado a ir fazer testes no Real Madrid da Espanha, mas o garoto teve problemas de adaptação, principalmente em relação à alimentação, e após uma semana, seu pai resolveu voltar ao Brasil, na volta Neymar passou a receber um salário estimado em 25 mil reais no Santos, valor superior a que muitos jogadores profissionais recebem no Brasil.
O caso de Neymar é diferente da maioria dos jovens jogadores, pois muitos não têm o acompanhamento familiar que ele teve nesta decisão. Na sua maioria os jovens jogadores saem de casa muito cedo e ficam dependentes de empresários e clubes que comandam suas vidas profissionais e pessoais, e quando surgi uma oportunidade para jogar fora do país, não somente na Europa, dificilmente recusam, pois os valores são sedutores e também abrem a possibilidade do clube ou empresário ter um retorno financeiro com o investimento feito no jovem atleta. Porém, não é levado em consideração se este atleta irá se adaptar, se conseguirá ficar num país com uma língua, cultura e hábitos diferentes, nesta hora, na maioria dos casos o dinheiro fala mais alto.
O que fica deste exemplo de Neymar, é que um jogador bem assessorado fora de campo, provavelmente conseguirá um sucesso profissional e financeiro maior, pois estará preocupado somente com os problemas dentro de campo, podendo exercer com mais tranqüilidade sua profissão. Espero que esta atitude de Neymar possa contagiar outros craques brasileiros a ficarem no Brasil, o que com certeza enriqueceria o futebol nacional, porém, ainda acho que isto está longe de acontecer, pois o poder financeiro e a organização dos clubes internacionais, principalmente os europeus é muito superior ao dos nossos clubes. Mas, esta é uma questão para uma próxima discussão.
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
A marca "Timão"
Veja o vídeo
Leia a reportagem
Vídeo e texto sugeridos por Miguel A. Freitas Júnior
Fonte:
http://www.youtube.com/watch?v=U3Rw64oKa_c
http://esporte.uol.com.br/futebol/copa-2014/ultimas-noticias/2010/09/09/projetista-diz-que-estadio-corintiano-foi-planejado-para-roubar-publico-da-tv.jhtm
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Vídeo - Armando Nogueira
Quer assistir?clique aqui
Vídeo sugerido por André Mendes Capraro
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Encontro Regional da ANPUH - PR
Segue abaixo a relação de trabalhos aprovados na Sessão Temática 12: História do Esporte, Lazer e Práticas Corporais.
| O CORPO DO TRABALHADOR - | |
| Viviane dos Santos Ferreira Lima |
| EMBELEZAR, FORTALECER E DAR EQUILÍBRIO AOS CORPOS: A ESCOLA DE EDUCAÇÃO FÍSICA E DESPORTOS DO PARANÁ (1939-1956). | |
| Vera Luiza Moro |
| A CRÔNICA COMO FONTE DE PESQUISA PARA OS ESTUDOS DO FUTEBOL | |
| Miguel Archanjo Freitas Jr |
| FUTEBOL E O CONCEITO DE ESPETÁCULO NO SÉCULO XXI | |
| José Carlos Mosko |
| Cinema, futebol e política no Brasil contemporâneo | |
| Luiz Carlos Ribeiro |
| VIOLÊNCIA NO CAMPEONATO BRASILEIRO 2009: OS DISCURSOS DOS JORNAIS E DA IMPÉRIO ALVIVERDE ACERCA DA INVASÃO NO ESTÁDIO COUTO PEREIRA | |
| Natasha Santos |
| EDUCAÇÃO DO CORPO FEMININO: UM ESTUDO NA REVISTA BRASILEIRA DE EDUCAÇÃO FÍSICA (1944-1950) | |
| Marcelo Moraes e Silva, Mariana Purcote Fontoura |
| Pontapé Inicial: Primórdios do Jornalismo Esportivo Carioca | |
| André Alexandre Guimarães Couto |
| A CRÔNICA ESPORTIVA DE JOSÉ LINS DO REGO: NOTAS ACERCA DO DEBATE LITERÁRIO | |
| André Mendes Capraro |
| A Intervenção do poder público na mercantilização do futebol (1980-2010) | |
| Edson Hirata |
| FUTEBOL, POLÍTICA E IMPRENSA: REPRESENTAÇÕES SOBRE A CONQUISTA DA COPA DO MUNDO DE 1970 | |
| Ernesto Sobocinski Marczal |
terça-feira, 7 de setembro de 2010
O jogo proibido
Pegam depoimentos de “mulheres da vida”, como é o caso da reportagem ora comentada, que relatam histórias espetaculosas havidas com jogadores e envolvimento com drogas como uma verdade fim. Maquiam reportagens como se isso acontecesse apenas no ambiente dos jogadores de futebol e que a culpa toda está centrada única e exclusivamente nos clubes, por formarem incorretamente seus craques.
Acredito que haja sim um distanciamento dos clubes daquilo que chamamos de educação esportiva para a tal educação social, sendo que eles têm sua parcela de culpa. Também não estou aqui para dizer se o que a série de reportagens mostra é verdade ou não, mas sim para, se é fato tudo o que ocorre no meio do futebol, é fácil imaginar que isso acontece em todos os graus da nossa sociedade.
Para interagir com o autor: geraldo@universidadedofutebol.com.br
Fonte: http://www.universidadedofutebol.com.br/Jornal/Colunas/3,11241,O+JOGO+PROIBIDO.aspx
Texto sugerido por Edson Hirata
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Crônica da semana - por Ernesto Marczal
Físicos explicam gol de Roberto Carlos
3/9/2010
O chute de bola parada, cobrança de falta, foi de muito longe, a 35 metros das traves, e o lateral tomou mais uns dez para correr até bater na bola. A curva foi tamanha que saiu do quadro da câmera de televisão que focalizava a cena de frente.
O goleiro francês nem se mexeu. A bola passou a mais de 1 metro à direita do último homem da barreira. Parecia que ia para fora – muito fora –, quando mudou completamente de trajetória e entrou com violência no canto do gol, para perplexidade de Fabien Barthez, o arqueiro francês.
Um novo estudo acaba de concluir que o gol não foi um golpe de sorte ou obra do acaso, mas sim resultado de uma sequência de fatores. O trabalho, publicado no New Journal of Physics, foi feito, curiosamente, por cientistas franceses, da École Polytechnique in Palaiseau.
Segundo os pesquisadores, Barthez não pulou para tentar alcançar a bola por achar que ela iria para fora, uma vez que a trajetória o fez induzir que passaria longe do gol. Atrás da linha de fundo, um gandula abaixou com medo de ser atingido pela bola, que julgou estar na sua direção.
Usando pequenas bolas de plástico e estilingues, os cientistas variaram a velocidade e o giro de bolas se deslocando pela água de modo a poder traçar diferentes respostas e trajetórias.
Os resultados confirmaram o efeito Magnus, que dá a uma bola girando enquanto se desloca no ar uma trajetória curva e indicam que, além da força, a distância foi importante para o gol brasileiro.
A fricção exercida na bola pela atmosfera em seu entorno diminuiu a velocidade o suficiente para que o giro assumisse um papel maior na trajetória. Foi o que resultou na mudança brusca de direção no último momento, quando todos imaginaram que a bola iria para a linha de fundo.
Segundo os cientistas, o movimento resultante pode ser chamado de “espiral de uma bola girando” e é bem diferente dos efeitos resultantes de chutes de distâncias menores (entre 20 e 25 metros), como as cobranças de falta de jogadores como Michel Platini e David Beckham.
“Quando chutada de uma distância longa o bastante e com uma força suficiente para mantê-la em uma determinada trajetória à medida que se aproxima do gol, a bola pode assumir um comportamento inesperado”, disse Christophe Clanet, um dos autores do estudo.
“O chute de Roberto Carlos começou com uma trajetória circular clássica que subitamente dobrou de forma espetacular, levando a bola para dentro do gol, embora um instante antes tenha parecido que iria para fora. As pessoas frequentemente destacam que a falta foi batida de muito longe. Em nosso artigo, mostramos que isso não foi coincidência, mas uma condição necessária para gerar uma trajetória em espiral”, disse. Outro ponto fundamental, claro, foi a grande habilidade do lateral em cobrar faltas.
O gol de Roberto Carlos pode ser visto em: www.youtube.com/watch?v=30Vy5Fesy_E
Texto sugerido por José Carlos Mosko
domingo, 5 de setembro de 2010
Fotos inéditas do jornal Última Hora estão na internet
Diferentes momentos da história brasileira foram registrados pelas lentes fotográficas do jornal Última Hora como o suicídio do Presidente Getúlio Vargas, em 1954 e a estreia de Roberto Carlos na TV Tupi, em 1968. Além de fotografias, também foram digitalizadas as ilustrações publicadas no jornal, tratando de política, economia, arte e cultura. Criado por Lan, o Corvo, representando o jornalista e político Carlos Lacerda, e os gorilas fardados, representando os militares, são exemplos de caricaturas da “UH” que ficaram famosas.
Acesse: http://www.arquivoestado.sp.gov.br/uhdigital/index.php
Texto sugerido por Miguel A. Freitas Jr.
sábado, 4 de setembro de 2010
Investimentos no futebol
Texto sugerido por Miguel A. Freitas Jr.
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
Jornais ingleses criticam novas regras da Premier League
A partir desta temporada, apenas 25 jogadores podem ser inscritos no Campeonato Inglês. Atletas de até 21anos podem atuar sem inscrição
Após a seleção da Inglaterra fracassar na Copa do Mundo na África do Sul, a Federação Inglesa de Futebol definiu regras mais rígidas para a Premier League. A partir desta temporada, apenas 25 atletas podem ser inscritos. Oito deles precisam ter sido de times ingleses ou galeses por pelo menos três anos antes de completarem 18 anos. Jogadores de até 21anos podem atuar sem serem inscritos.
Após os clubes divulgaram suas listas, a nova regra da FA foi criticada pela imprensa local. Para jornal inglês "The Sun", o objetivo de desenvolver o futebol do país não foi alcançado. Enquanto Fabio Capello encontra obstáculo de montar uma seleção competitiva, as novas regras da entidade se mostram inúteis.
Segundo a imprensa inglesa, o Arsenal tem 17 jogadores que podem ser utilizados sem inscrição. O Manchester City não encontrou problemas para relacionar seus reforços e ainda colocou na lista o paraguaio Roque Santa Cruz. No Manchester, o espaço era tão grande na lista que deu para colocar o nome de Hargreaves, que está lesionado. No Tottenham, a contratação do holandês Van der Vaart causou a não inscrição do inglês Woodgate.
Disponível em: http://www.gazetadopovo.com.
Sugerido por: Luiz Carlos Ribeiro
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Garrincha e Nelson Rodrigues: dois Macunaímas
O glorioso Botafogo- O Garrincha é o Brasil
Sugerido por: André Mendes Capraro
Fonte: http://www.youtube.com/watch?
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Os riscos de uma arena para a Copa do Mundo
Esqueça a paixão clubística. Torça pela sua cidade, pelo seu dinheiro, pelo seu país.
São Paulo havia se preparado, desde sempre, para fazer a Copa no Morumbi. Recursos públicos seriam alocados para a melhoria da infraestrutura de transporte local (o que é dever do Estado, não há qualquer discussão sobre isso). Uma mudança de planos foi causada pela disputa política entre os presidentes da CBF e do São Paulo. E a cidade nessa?
Ainda não há detalhes sobre o novo estádio corintiano. O que se sabe é que ele estará em Itaquera, região que, tal qual o Morumbi, carece de melhores investimentos em infraestrutura de transportes. Até aí, nada de novo. Mas será que em três anos é possível sanar essas deficiências? Capacidade de realização pode até ser que se tenha, mas com qual nível de qualidade? Qual é o exemplo que a cidade “motor” do país quer deixar?
Mais além disso, a questão seguinte é especificamente para o Corinthians. Um estádio em Itaquera é o melhor para o clube? Sem dúvida que é melhor do que se pagar a conta de aluguel do Pacaembu. Mas e o torcedor que já está acostumado, desde sempre, a ter o estádio municipal como “casa” do Timão? Ele vai concordar em ter de se deslocar para outro lugar? O hábito de consumo está intimamente ligado à região em que o estádio se localiza.
O primeiro estádio foi feito pensando-se na Copa do Mundo, sem preocupação com o conforto do torcedor e, também, com a facilidade de acesso ao local. O segundo, foi criado pensando-se em revitalizar uma área degradada de Amsterdã e oferecer uma arena adequada às exigências cada vez maiores do consumidor. O futebol é o motivo de tudo, mas o estádio e seu entorno foram construídos pensando-se em 24 horas de utilização, durante 365 dias do ano. Além disso, o Delle Alpi é gerenciado pela Juventus, enquanto que a arena de Amsterdã é controlada por uma empresa cuja função é fazer o local ser lucrativo e movimentado o tempo inteiro.
