terça-feira, 15 de novembro de 2011

Mobilidade Urbana: obras para a Copa receberam apenas 1,3% do previsto

As obras de mobilidade urbana são parte importante do legado que ficará para os brasileiros depois da Copa do Mundo de 2014. Mesmo com tamanha importância e relevância para o bom andamento do megaevento, em termos orçamentários, o setor não deu o ponta pé inicial. A rubrica “mobilidade urbana”, administrada pelo Ministério das Cidades (MC), desembolsou apenas 1,3%, dos quase R$ 650,2 milhões previstos para serem aplicados este ano. Desconsiderando os dispêndios com os “restos a pagar”, compromissos assumidos em gestões anteriores, apenas 0,02% foram realmente pagos.

O objetivo do programa é promover a melhoria da mobilidade urbana, de forma sustentável, favorecendo os deslocamentos não-motorizados e o transporte coletivo, na tentativa para reduzir os efeitos negativos da circulação urbana que assolam as principais capitais brasileiras.

Além disso, as obras devem contribuir para a melhoria da prestação de serviços de transporte metro-ferroviários, por meio da modernização e expansão dos sistemas vinculados ao transporte público. Passados dez meses, o Ministério afirma que vai gastar todos os recursos previstos para o ano. (veja tabela)

No mês de outubro o Contas Abertas entrou em contato com o Ministério das Cidades para questionar sobre o ritmo de investimentos do programa de mobilidade urbana. Na época, a Pasta informou que da dotação prevista, 92%, equivalente a R$ 597,5 milhões referiam-se a emendas parlamentares, que estavam contingenciadas, mas que o desembolso tradicionalmente ocorreria nos últimos meses do exercício.

Questionados sobre a preocupação em relação ao possível atraso das obras do setor, a Pasta afirmou que o cumprimento aos prazos estabelecidos é a maior preocupação do GECOPA, Grupo Executivo de acompanhamento das ações relativas à Preparação e à Realização da Copa do Mundo de 2014, lançado pela Advocacia-Geral da União e o Ministério dos Esportes. A equipe trata das diversas questões jurídicas que possam afetar as atividades relacionadas à Copa do Mundo.

A Federação Internacional de Futebol (Fifa) vem criticando a atual infraestrutura de mobilidade urbana das cidades-sede da Copa. No começo da semana o secretário-geral da entidade, Jérôme Valcke, em debate na Comissão Especial que discute a Lei Geral da Copa na Câmara dos Deputados, resumiu a situação: “Estamos atrasados e não podemos perder mais um dia. Nós, da Fifa, viajamos para as 12 cidades-sede e se deslocar em São Paulo, por exemplo, é um pesadelo”. Além disso, Valcke ressaltou que a Copa das Confederações de 2013 será um grande teste para a Fifa, mas será tarde para fazer alguma mudança fundamental.

Ações também estão paradas

A concentração dos recursos nos restos a pagar de gestões anteriores paralisou atividades importantes. A principal ação do programa de mobilidade urbana, “apoio a projetos de sistemas de transporte coletivo urbano”, desembolsou somente R$ 45,2 mil, dos cerca de R$ 59,4 milhões que estão autorizados para 2011. A preocupação com o projeto fica ainda maior quando analisado o montante que ainda resta a pagar, quase R$ 13,7 milhões.

O projeto dá apoio técnico e financeiro à implantação de sistemas que priorizem a circulação dos transportes coletivos nas cidades de médio e grande porte, promovendo a acessibilidade universal e a integração com os meios não motorizados. As ações devem proporcionar a implantação ou melhoria de abrigos, terminais de transbordo de passageiros, segregação de vias, faixas exclusivas, corredores e túneis dos modais e aquisição de rodantes sobre trilhos e pneus.

Outra ação que ainda não evoluiu este ano foi o projeto de implantação da linha 4 do metrô do Rio de Janeiro, que deve viabilizar o acesso alternativo da população da Zona Sul para o Centro da cidade. Dos R$ 60 milhões previstos para a atividade neste ano, nada foi utilizado. Entretanto, já existem cerca de R$ 19,8 milhões de restos a pagar não processados, ou seja, obras das gestões anteriores que ainda não foram pagas.

A nova linha vai atender uma área onde os meios de transportes encontram-se totalmente saturados. Dessa forma, deve proporcionar maior acessibilidade e mobilidade à população por meio de transporte seguro, rápido e pontual, com capacidade para milhares de passageiros por dia. A construção dessa linha aumenta em importância com a perspectiva da Copa de 2014, e por se tratar do Rio de Janeiro, das Olimpíadas de 2016, quando o transporte de massa para atender a região será obrigatório.

Fonte: http://contasabertas.uol.com.br/WebSite/Noticias/DetalheNoticias.aspx?Id=707&AspxAutoDetectCookieSupport=1

Texto sugerido e comentado por Natasha Santos.

Pois bem, se Valcke demonstrou determinada coerência ao pedir a presidente Dilma o afastamento de Ricardo Teixeira da Comissão de Organização Local da Copa, deixou a desejar no discurso quanto ao atraso nas obras de mobilidade. Reconhecer os problemas sem apontar soluções – assim como o faz o jogador de futebol que, ao fim da partida assevera: “jogamos mal, precisamos melhorar” – é incompatível com as necessidades urbanas.

Tal como Dyelle Menezes inicia seu texto, as obras de mobilidade urbana são “parte importante do legado que ficará aos brasileiros” – na verdade, eu diria que, em termos de benefícios palpáveis, a melhoria na mobilidade citadina (aspecto tão problemático nas cidades brasileiras) seria o único legado desta Copa do Mundo à população. Afinal, convenhamos: imensa parcela do povo continuará a ver a Copa narrada por Galvão Bueno, como aconteceu nas últimas 6 edições do evento. Essa conversa de que “nós, enquanto brasileiros, temos que nos orgulhar por receber a Copa do Mundo” é demagogia barata que, até então, não tem apontado para nenhum impacto na vida de pessoas que, parafraseando Romário, não recebem dinheiro da Ambev, nem da CBF, tampouco da FIFA. (Cabe lembrar aqui que Romário é pré-candidato à prefeitura do Rio de Janeiro, o que, sob a ótica da análise do discurso, justificaria essa postura justiceira).

Nunca pensei que diria isso, mas: olho neles Romário!

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Sindicato prevê greve geral nos estádios da Copa

 Presidente da União Geral dos Trabalhadores quer unificar salários e benefícios
Operários protestam durante paralisação das obras do Maracanã (crédito: Arquivo)
 
O presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT) levantou a possibilidade de uma greve geral, já no próximo ano, dos operários que constroem os estádios da Copa de 2014.
Em entrevista publicada nesta sexta-feira (11) pelo jornal "Lance!", Ricardo Patah afirmou que a meta dos sindicatos é obter os mesmos benefícios dos operários do Maracanã, que realizaram duas greves neste ano.
"Não seremos radicais, nós queremos a Copa. Mas se a maioria das empreiteiras demonstrar insensibilidade, podemos parar, sim. É difícil negociar com algumas empreiteiras", afirmou Patah ao periódico.
Os benefícios pedidos pela UGT são plano de saúde para os funcionários e familiares, aumento da cesta básica, presença constante de médicos e nutricionistas nos turnos da madrugada, além de aumento do piso salarial.

O Maracanã não foi o único estádio da Copa a enfrentar greves neste ano. Mineirão (Belo Horizonte), Mané Garrincha (Brasília) e Arena Pernambuco (Recife) também tiveram obras paralisadas.

fonte:http://www.portal2014.org.br/noticias/8470/SINDICATO+PREVE+GREVE+GERAL+NOS+ESTADIOS+DA+COPA.html

Texto sugerido e com comentários de Bruno José Gabriel

O presente comentário sobre a reportagem titulada “Sindicato prevê greve geral nos estádios da Copa” se deu, devido à curiosidade em verificar os fatores que poderiam gerar a greve proposta.
A reportagem enfoca os dizeres de Ricardo Path – presidente da União Geral dos Trabalhadores, no que diz respeito à obtenção dos mesmos direitos dos trabalhadores do Maracanã em âmbito nacional. Neste cenário visualizamos uma situação onde os trabalhadores das obras do Maracanã – Rio de Janeiro viraram referência nacional ao conseguirem obter melhorias trabalhistas após reivindicação.
Se lermos com certo distanciamento o final da reportagem, verificamos um abuso de capital simbólico por parte do presidente, “Não seremos radicais, nós queremos a Copa. Mas se a maioria das empreiteiras demonstrar insensibilidade, podemos parar sim. É difícil negociar com algumas empreiteiras”. Então Patah vê-se capaz de provocar uma não realização do evento máximo do Futebol – Copa do Mundo – caso suas reivindicações não sejam atendidas pelas empreiteiras.
Visualizamos uma situação inusitada, que poderíamos discutir!

'Escolhi ficar porque amo o Santos', afirma Neymar

Atacante estendeu contrato para permanecer no Peixe até a Copa de 2014

Neymar 450 x 338Neymar e o presidente do Santos, Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro, admitiram nesta sexta-feira (11) que as propostas das equipes espanholas eram melhores financeiramente em comparação ao que o atacante vai receber no time paulista. Mas, para a principal estrela do time santista, o que fez a diferença foi a vontade de continuar na Vila Belmiro e a paixão que tem pelo clube.
Já para o mandatário, a ideia de segurar o astro e recusar ofertas astronômicas de Real Madrid e Barcelona valeu para o Santos aumentar a sua torcida e arrecadar altos valores com cotas de TV e patrocínios.


Durante evento realizado nesta sexta em São Paulo, Neymar voltou a comemorar o seu novo contrato com o Santos, que havia sido anunciado oficialmente na última quarta.
"Estou muito feliz. Foi mais uma escolha certa que eu fiz para a minha vida. Foi mais uma escolha feliz que tive", afirmou o atacante, para depois completar: "A proposta de fora era melhor, mas eu escolhi ficar aqui porque amo o Santos".

Luis Alvaro, por sua vez, festejou o fato de que o Santos continuará em grande evidência com Neymar e poderá aumentar ainda mais a sua popularidade nos próximos anos, já que o craque firmou compromisso para ficar no time pelo menos até a Copa de 2014.

"Administramos o clube como uma empresa, mas não podemos pensar apenas em lucro. Nosso principal cliente é a torcida e a presença do Neymar fará a nossa torcida crescer", disse o presidente. "Não rasgamos dinheiro, mas fizemos as coisas pensando no torcedor", acrescentou.

Bancado por um patrocinador, o evento realizado nesta sexta em São Paulo reuniu Neymar e outros dois grandes ex-atacantes que vestiram camisa 11 da seleção brasileira. No caso, Romário e Pepe também estiveram presentes.

O primeiro deles comentou a façanha de o Santos ter conseguido segurar o craque e festejou o fato.
"Na minha época, era muito difícil um clube brasileiro pagar o mesmo que um clube europeu (em salários). Mas hoje o Santos conseguiu fazer isso. O mais importante é que o melhor do Brasil vai continuar no Brasil", enfatizou o deputado federal e grande nome da conquista do tetracampeonato mundial da seleção brasileira na Copa de 1994.

fonte:http://esportes.r7.com/futebol/times/santos/area-publica/noticias/-escolhi-ficar-porque-amo-o-santos-afirma-neymar-20111111.html

Texto sugerido e com comentários de Ernesto Marczal
A notícia da renovação do contrato de Neymar com o Santos parece ter um ar de surpresa diante da conjuntura futebolística do século XXI. Ante a concorrência de clubes estrangeiros de tamanho apelo midiático, soa, no mínimo, incoerente a declaração do jovem atacante quanto a sua permanência na equipe da baixada santista. Afinal, que jogador resistiria à sedutora (milionária) disputa de equipes como Barcelona e Real Madrid? A justificativa do “amor” só parece cada vez menos crível. O quê aumenta ainda mais o espanto desta decisão.

Claro que reduzir tal atitude a um rompante passional seria desconsiderar, levianamente, fatores e personagens conjunturais fundamentais. A realização da Copa de 2014, sem dúvida, foi um dos principais motivadores, algo que se reflete, inclusive, na duração do novo contrato.
Outros aspectos estão presentes nas próprias declarações do presidente santista, que sinaliza algumas das transformações recentes nas capacidades de (alguns) clubes nacionais em compatibilizar ganhos salariais com equipes europeias. Mesmo assim, ainda sem condições efetivas de disputar francamente a maioria dos atletas de ponta. Além destes também devem ser ponderadas a participação de agentes externos, como patrocinadores diversos e a equipe que suporta o jogador fora de campo (caso do próprio pai de Neymar).

Mesmo que a afirmada “paixão” tenha sua parcela de atuação, e está seja uma notícia louvável para o esporte nacional, a escolha pela permanência está longe de ser uma decisão simples e unilateral, tendo inúmeros interessados e múltiplos motivadores.

Polêmica derruba ícone do futebol americano universitário


Um escândalo mudou a rotina de uma das mais prestigiadas universidades americanas e causou a demissão do técnico que há 45 anos dirigia o time de futebol americano da instituição.
Scott Audette - 9.nov.2011/Reuters


No sábado, a Justiça dos EUA decretou a prisão do ex--assistente técnico Jerry Sandusky. Ele teria molestado oito garotos em 15 anos.
Parte desses crimes teria acontecido enquanto Sandusky trabalhou na comissão técnica da Penn State, uma das dez universidades que mais formaram atletas para a NFL, a liga profissional de futebol americano dos EUA.
Mesmo após se retirar da equipe, em 1999, Sandusky continuou tendo acesso livre às instalações do time.
Em 2002, um outro membro da comissão contou ao técnico Joe Paterno que viu o assistente abusar de um menino nos vestiários.
Em depoimento, Paterno disse que reportou a situação a um superior, que preferiu não procurar a polícia.
Anteontem, a Penn State anunciou a demissão de Paterno e do presidente da universidade, Graham Spanier.
A decisão causou polêmica e fez com que os estudantes reagissem com violência.




Contrários à saída de Paterno, 84 anos e desde 1966 no comando do time, alunos promoveram protestos e quebra-quebra no campus.
O técnico, ícone do esporte universitário americano, já tinha anunciado que se aposentaria ao final deste ano, por conta do escândalo.
"Estou desapontado com a decisão, mas tenho que aceitá-la", escreveu Paterno, que dirigiu os Nittany Lions em 691 dos 1.222 jogos (56%) do time em seus 124 anos de história --venceu 409 partidas (recorde no esporte), 24 bowls (partidas mais importantes ao final da temporada) e por duas vezes foi campeão nacional universitário.
Paterno e a Penn State são criticados por não terem denunciado as ações de Sandusky contra os garotos.
"Estou absolutamente devastado pelo desenrolar do caso. Eu sofro pelas crianças e suas famílias", disse o técnico, antes de ser demitido.
"Mudanças eram necessárias. Mas a universidade é muito maior do que suas equipes", argumentou o vice- -diretor do conselho da Penn State, John Surma.




 Texto sugerido e com comentários de Aline Correa
A meu ver, a demissão do técnico e do presidente foi uma decisão tomada demasiadamente tarde tendo em vista a atitude passional dos mesmos ao descobrirem o que se passou entre o ex-assistente técnico e os garotos. Ainda mais se considerando que houve diversos casos repetidos com outros alunos. Mesmo que tardia, foi uma atitude sensata que reduz a repercussão denegrindo a imagem da universidade.
 Apesar da multidão de estudantes ter se revoltado quanto à demissão de Joe Paterno, acredito que os estudantes apenas estão vendo a importância dessas pessoas no âmbito em que está inserido, desconsiderando o fato de ambos serem coniventes com a situação relatada acima.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Valcke já molda a Lei Geral da CopaSecretário-geral da Fifa começa a ganhar a queda de braço com o governo federal, com quem se encontra hoje em Brasí

Divergências

Governo e Fifa tentam se acertar sobre vários pontos da legislação para a Copa do Mundo de 2014. Confira os principais pontos:

Meia-entrada

Fifa: Quer o veto às meias-entradas.

Governo: A promessa de uma cota de ingressos a baixo custo é encarada por parte do go­­ver­­no como forma de mini­­mizar a ausência da meia-entrada para es­­tu­­dantes e idosos. O governo federal promete retardar o Estatuto da Juventude, que vai garantir o desconto de 50% para pessoas de 15 a 29 anos.

Bebidas alcoólicas

Fifa: Tendo uma cervejaria como uma das patrocinadoras principais, a Fifa não abre mão de poder vender bebidas alcoólicas nos estádios, o que hoje é proibido pelo Estatuto do Torcedor.

Governo: O relator da Lei Geral da Copa, de­­pu­­ta­­do federal Vicente Cândido (PT-SP), promete incluir no texto do do­­cu­­mento a liberação da venda de bebidas alcoólicas nos jogos do Mundial por todo o país.

Pirataria

Fifa: A principal preocupação da Fifa é evitar a pirataria, protegendo parceiros comerciais e a comerciali­­za­­ção de produtos licenciados.

Governo: A Lei Geral da Copa prevê reclusão de três meses a um ano, como reza a legislação brasileira. A Fifa acha muito pouco. E quer também juizados especiais para julgar crimes contra a entidade durante o torneio.

Direitos de transmissão

Fifa: Para a Fifa, a venda das imagens é uma fonte de lucro, por isso, quer dificultar ao máximo a uti­­li­­zação delas por quem não comprar os direitos de transmissão.

Governo: No Brasil, as detentoras dos direitos de transmissão têm de ceder às concorrentes 3% das ima­­gens do tempo total da partida em até duas horas após o fim do duelo. A Fifa quer ampliar esse tempo.

Direitos do consumidor

Fifa: Não quer ser prejudicada se tiver de alterar datas e horários.

Governo: Pelo Estatuto do Torcedor, quem comprou o ingresso pode pedir ressarcimento se não puder ir ao evento na nova data.


No Brasil para uma série de en­­contros com autoridades locais, o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke participa hoje de várias reuniões em Brasília para afinar o discurso com o governo federal – uma delas na Comissão Especial da Câmara dos Deputados que analisa a Lei Geral da Copa. Antes de chegar à capital, porém, o emissário da entidade máxima do futebol já deu mostras de sua força.

Na semana passada, ele disse que o Brasil não venceria a Fifa. E veio ao país para cumprir sua palavra. A intensa articulação política comandada pelo dirigente nos úl­­timos dias a respeito da Lei Geral da Copa dá os primeiros sinais de ter sido bem-sucedida. Ontem, o relator da lei na Câ­­mara, deputado Vicente Cândido (PT-SP), admitiu, por exemplo, que vai incluir no texto uma das principais exigências da Fifa: a liberação da venda de bebidas alcoólicas nos estádios.

“Falei para o secretário [Valcke] que vamos trabalhar para incluir a permissão de venda de bebidas alcoólicas no texto da Lei Geral da Copa. Assim, não seria necessário revogar com cada um dos estados que têm essa proibição”, explicou o parlamentar, que participou nesta segunda de uma visita às obras do Itaquerão, estádio do Corin­­thians que receberá a partida de abertura do Mundial.

Para facilitar a aceitação do texto tanto no Congresso quanto entre a opinião pública, Cândido sugeriu que a Fifa se envolva em algumas causas sociais. Uma das propostas apresentadas a Valcke é trocar ingressos por armas de fogo, incentivando a campanha nacional do desarmamento.

Uma da missões atribuídas a Valcke na atual visita ao país é estancar o uso político que o Mundial passou a ter por aqui. A assessores próximos, o presidente da Fifa, Joseph Blatter, cansou de argumentar que o conteúdo da Lei Geral da Copa está definido desde 2007, quando o Brasil foi confirmado como sede do evento. Para o cartola, toda polêmica na qual se tornou o documento é fruto de agitação sem qualquer embasamento técnico.

Por isso, a passagem de Valcke pelo Brasil tem sido marcada pela discrição e pelos contatos com políticos. Nesta segunda, em São Paulo, o dirigente deixou de lado as pautas técnicas, nas quais tratava de estádios e infraestrutura, para dedicar-se às discussões sobre a Lei. Valcke quer garantir o apoio político necessário em cada uma das 12 subsedes para que o texto final do documento preserve a autonomia da Fifa na organização do evento.

Fonte:http://www.gazetadopovo.com.br/copa2014/conteudo.phtml?tl=1&id=1189740&tit=Valcke-ja-molda-a-Lei-Geral-da-Copa

Texto sugerido e comentdo por: Jackson Mosco

Novamente a FIFA impõe suas exigências na legislação brasileira, de acordo com a notícia estas imposições já estavam acertadas desde o anúncio do país como sede do mundial, e que agora é que o Brasil, ou melhor seus representantes querem 'bater o pé' perante algumas exigências. Alguém ainda dúvida quem ganhará esta 'queda de braço'?

Brasileirão 2011: o mais equilibrado de todos

Desde 2006, campeonato nunca teve distância tão pequena entre primeiro e quinto colocados a cinco rodadas do fim

O Campeonato Brasileiro nunca esteve tão disputado quanto em 2011. Com a diferença entre o primeiro e o quinto colocado em apenas três pontos, a tabela comprova o equilíbrio cada vez maior do Brasileirão. Desde 2006, quando a competição passou a ter 20 clubes na Primeira Divisão, a distância entre os cinco primeiros nunca foi tão pequena.

Em 2006 e 2007 o São Paulo (que terminaria campeão naqueles anos) sobrou. Após a 33ª rodada, a diferença para o quinto colocado foi grande nos dois anos - 14 e 16 pontos respectivamente. No ano seguinte o Tricolor Paulista voltou a conquistar o título, mas a essa altura da disputa, tinha apenas cinco pontos de vantagem para o quinto.

Já em 2009, ano em que o Flamengo foi campeão, algumas coincidências que podem fazer o rubro-negro sonhar com nova conquista: o Palmeiras liderava ao lado do São Paulo com 58 pontos, seguidos pelo Atlético-MG com 56 (mesma pontuação de Corinthians, Vasco e Fluminense hoje). Foi o único ano desde então que o líder na rodada 33 não levantou o caneco.

No ano passado a distância entre o então líder e campeão Fluminense e o Santos, que ocupava a quinta colocação em momento equivalente do Brasileiro, era de oito pontos. No entanto, Corinthians e Cruzeiro estavam na cola do Tricolor com apenas um ponto a menos. No entanto, a equipe dirigida por Muricy Ramalho garantiu o tri.

Se seu time ainda não se encontra entre os que estarão classificados para a Libertadores, não é preciso desanimar. Apenas em 2006 e em 2008 não houve alteração entre os primeiros colocados, que se classificaram para a Libertadores. Já nos outros anos...

Em 2007, Flamengo e Fluminense entraram no bloco dos que foram disputar a competição continental - não ocupavam a posição na rodada 33. Em 2009, Palmeiras e Atlético-MG deixaram o G4 em cinco rodadas. Inter e Cruzeiro assumiram. Já em 2010 foi a vez do Grêmio assumir o posto que era do Botafogo.

*em 2006 e 2007, tivemos G5 no Brasileiro

Confira a situação do Brasileirão nos anos anteriores, após a rodada 33

2006- após a rodada 33


São Paulo67 pontos

Internacional62 pontos

Santos55 pontos

Grêmio55 pontos

Paraná53 pontos

2007- após a rodada 33

São Paulo -70 pontos

Santos55 pontos

Palmeiras55 pontos

Cruzeiro54 pontos

Grêmio54 pontos


2008- após a rodada 33
São Paulo 62 pontos
Palmeiras 61 pontos
Grêmio 60 pontos
Cruzeiro 58 pontos
Flamento 57 pontos

2009- após rodada 33
Palmeiras 58 pontos
São paulo 58 pontos
Atlético- MG 56 pontos
Flamento 54 pontos
Internacional 52 pontos

2010- após rodada 33
Fluminense 58 pontos
Corinthians 57 pontos
Cruzeiro 57 pontos
Botafogo 54 pontos
Santos 50 pontos

Fonte: http://www.lancenet.com.br/brasileirao/Equilibrio-define-reta-Brasileirao_0_586741367.html
Texto sugerido e comentado por: Riqueldi Straub Lise

Apesar de não apresentar um nível técnico satisfatório, o campeonato brasileiro deste ano tem sido o mais disputado desde o início da era dos pontos corridos. Na corrida pelo título de campeão temos pelo menos cinco postulantes, Corinthians o atual líder é perseguido de perto pelo quarteto carioca; Vasco, Fluminense, Botafogo e Flamengo. Com a pequena diferença de pontos entre o primeiro e o quinto colocado muita coisa ainda deve acontecer na disputa pelo título.

Não menos emocionante, a disputa para escapar da zona do rebaixamento também promete emoções, Atlético MG, Bahia, Ceará, Cruzeiro, Atlético PR, tentam livrar-se das duas vagas que ainda restam, já que América MG e Avaí praticamente já garantiram o direito de disputar a série B em 2012.

O mais curioso disso tudo é que pelo desenrolar do campeonato, muita coisa será decidida na última rodada, e que rodada! Vejamos, Corinthians X Palmeiras, Cruzeiro X Atlético MG, Atlético PR X Coritiba, Bahia X Ceará, Botafogo X Fluminense, Vasco X Flamengo. E faltando menos de um mês para o término da disputa já é possível prever muita emoção, desespero e alegria. Façam suas apostas!