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terça-feira, 1 de novembro de 2011

Ausência em evento-teste leva capital a prever danos

Fora do torneio de 2013, Curitiba prevê prejuízo financeiro e moral. Perda de mídia e impacto turístico são os principais problemas.

Passados dez dias do anúncio excluindo Curitiba da Copa das Confederações, as consequências de a cidade ter ficado de fora do evento-teste para o Mundial ainda não estão no papel. Sabe-se apenas que o prejuízo não será apenas em moeda – real, dólar ou euro.

A ausência da capital paranaense, conforme analistas ouvidos pela Gazeta do Povo, indica um prejuízo cheio de complexidades ao município. Impacto que gera perda de mídia e credibilidade para receber turistas em 2014.

Em termos de cifras, a primeira indicação oficial deve sair na próxima semana, quando a Secretaria Municipal para Assuntos da Copa pretende apresentar pelo menos uma prévia do lucro “desperdiçado”.

Competição de menor porte, o torneio entre os campeões continentais não atrai para as subsedes número de pessoas significativo. Na África do Sul, a organização distribuiu milhares de ingressos (números não divulgados) para evitar as arquibancadas vazias.

Esse dado corrobora a opinião do professor de planejamento e gestão de eventos do curso de turismo da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Miguel Bahl, sobre o reflexo do torneio para os anfitriões.

“A Copa das Confederações é um ensaio para a Copa do Mundo, não atrai tantos torcedores. A perda de Curitiba em termos de mídia internacional é muito maior do que os possíveis lucros do evento em si”, analisou.

Além de divulgar a cidade e seus atrativos no exterior – mesmo por apenas uma partida –, a participação em 2013 serviria de impulso para atrair público para o Mundial.

É o que sugere uma pesquisa feita pelo Ministério do Turismo da África do Sul com torcedores que foram acompanhar a Copa das Confederações de 2009.

Ao todo, 63% dos visitantes entrevistados afirmaram que voltariam ao país para a Copa do Mundo de 2010. “Na Copa das Confederações ‘venderíamos’ a cidade”, opinou Henrique Lenz César Filho, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis no Paraná (ABIH-PR).

Os benefícios da exposição de imagem são imensuráveis e de longo prazo, dependendo principalmente do quão importante fosse o jogo abrigado. A projeção ganha, em tese, provocaria um “efeito cascata” na aceitação de Curitiba como rota da Copa.

A exclusão do torneio de 2013, entretanto, não se limita ao mercado externo, tendo também reflexos locais.

É o que defende Ramiro Gonçalez, mestre e pesquisador em Ciências da Comunicação na USP e professor do Centro de Pesquisa e Pós-Graduação em Administração da UFPR, ao considerar que a região sai duplamente arranhada dessa escolha – em imagem e dividendos futuros.

“Curitiba fica fora do centro de negócios e eventos do Brasil. Estar na Copa das Confederações mostraria que a cidade está dentro dos critérios da Fifa – que até podemos discutir quais foram. Nesse sentido, é um risco para a imagem”, disse, indicando que esse desprestígio questiona se a capital tem uma infraestrutura
adequada.

Corre-se então o risco de ver afetado o turismo da cidade de cerca de 3 milhões de pessoas por ano –, mais especificamente o de negócios, de maneira considerável. Uma maneira de reduzir esse impacto negativo, diz o pesquisador, seria saber o que pesou na escolha da Fifa, algo pouco provável de acontecer.

Para Luiz de Carvalho, secretário municipal de Copa, mesmo sem poder falar oficialmente em números, a ausência da cidade é um revés de peso. “Junho é período de férias e os jogos da Copa das Confederações poderiam atrair visitantes, famílias. É uma grande perda”, lamentou.

Prejuízo turístico provoca divergências


Quanto Curitiba perde financeiramente por ficar de fora da Copa das Confederações? A pergunta atualmente tem duas respostas, ambas superficiais.

De um lado, o secretário estadual para Assuntos da Copa, Mario Celso Cunha, defende com convicção que não há prejuízo, pois entende que é possível atrair turistas durante o torneio mesmo sem jogos na cidade. Do outro, o dirigente municipal da mesma pasta, Luiz de Carvalho, não esconde a decepção com a perda
de receita milionária.

O que há de comum nos dois casos é a falta de dados concretos sobre o evento em si.
Ninguém conseguiu ainda colocar em números a ausência da cidade da tabela de 2013. Seja pequeno ou grande, o revés é quase impossível de ser calculado, pois envolve variáveis diferentes (local, cenário econômico internacional, tabela de jogos).

Tanto que diversas entidades procuradas pela reportagem – como a Associação Comercial do Paraná, o Curitiba Convention & Visitors Bureau (CCVB), a Agência Curitiba de Desenvolvimento e o sistema Fecomércio-PR, por exemplo – não responderam ao desafio.

Os dados, até agora, são raros. O presidente da ABIH-PR, Henrique Lenz César Filho, calcula que o evento teste garantiria a ocupação de 4 mil leitos por dia. Mesmo supondo que muitos turistas não ficariam em hotéis, preferindo alugar casas ou se acomodando nos lares de parentes, o número é bem humilde.

Segundo o Ministério do Turismo, a expectativa para Curitiba em 2014 seria de 406 mil turistas – 81 mil estrangeiros – para quatro jogos. Usando como parâmetro o estudo Brasil sustentável, da Ernst & Young, o público para o evento-teste da Fifa seria menos do que 1/4 daquele esperado para o Mundial. Ou seja: algo abaixo de 25 mil pessoas de dentro e de fora do país desembarcando na cidade para cada partida do torneio de 2013.

Com esta análise, usando a média de gastos dos turistas na capital paranaense (estimada em R$ 155 pela prefeitura de Curitiba), chega-se a um valor de aproximadamente R$ 11,5 milhões de receita para um jogo (contando três dias de estada dos fãs) de Copa das Con--federações. Diariamente, o rendimento seria de
R$ 3,8 milhões.

Caso o número de visitantes fosse mais próximo da estimativa dos hoteleiros – seis mil pessoas, por exemplo – tem-se uma perda de receita bem menor, de cerca de R$ 2,8 milhões por partida, ou R$ 930 mil diários.

FONTE:http://www.gazetadopovo.com.br/copa2014/curitiba/conteudo.phtml?tl=1&id=1186628&tit=Ausencia-em-evento-teste-leva-capital-a-prever-danos


Texto sugerido e comentado por: Natasha Santos.

Certo. Fala-se em “prejuízo cheio de complexidades ao município”. Verdadeiramente, gostaria de compreender o que significam essas complexidades. A reportagem acima dá a ideia de danos irremediavelmente grandes a nossa capital, o que é uma pena, em se tratando do movimentado aparelho turístico curitibano.

Se não me engano, o Brasil é o 5º maior país do mundo, em extensão territorial. Isso me parece razoável para que, naturalmente, muitas cidades fiquem de fora, sobretudo ao mencionar interesses políticos e escusos.

Acho que tudo isso arranhou mais a moral curitibana do que propriamente a imagem, os lucros e tudo o mais. É fato!

E é fato também que Curitiba não perdeu nada, tampouco contará com prejuízos: a cidade apenas “deixará de ganhar” – o que tem um efeito de sentido bem diferente.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Frustrado, mas apoiando

Levantamento mostra que o curitibano está desapontado com a participação da cidade na Copa, rechaça uso de dinheiro público na Arena, mas incentiva vinda do evento e espera ver a rival Argentina em campo Relegados a acompanhar só jogos de menor apelo da Copa de 2014, os curitibanos confessam: es­­peravam mais. A decepção com o papel coadjuvante da cidade no evento foi comprovada em números. Mais da metade dos moradores da capital, 55,8%, disse que Curitiba merecia uma participação maior do que as quatro partidas, só da primeira fase, durante apenas 11 dias do Mundial.



O baque veio há dias, quando foi anunciada pela Fifa a agenda de jogos e ainda a exclusão do município na Copa das Confede­­rações de 2013. Com exclusividade para a Gazeta do Povo, a Para­ná Pesquisa saiu às ruas enquanto os moradores digeriam a participação minúscula da capital – a menor entre as 12 subsedes, ao lado de Natal, Manaus e Cuia­bá. Ape­­nas 36,71%, dos 504 en­­tre­vistados, ficaram satisfeitos com o calendário que sobrou.


Ter uma participação mais respeitável no torneio era um anseio da população desde 2009, quando Curitiba foi uma das escolhidas para alojar o evento. À época, 56,04% dos moradores acreditavam que jogos decisivos das oitavas, das quartas ou até uma semifinal poderia atrair os olhos do mundo para a região. Nada disso.
“Esse sentimento de frustração é de todos os curitibanos, to­­dos os paranaenses que esperavam um pouco mais. A gente só tem a lamentar, porque sabemos que tínhamos mais a oferecer. Somos o quarto PIB entre as capitais, considero que merecíamos um olhar diferente”, la­­men­­tou o secretário municipal para Assuntos da Copa, Luiz de Carvalho.

Sem a seleção brasileira, que já não desembarcaria mesmo no Afonso Penna por limitações do estádio – jogos do Brasil devem ser em locais com no mínimo de 60 mil lugares e a Arena terá 41 mil –, e sem duelos mata-mata, o interesse pelos jogos caiu. Dos entrevistados, 68,65% declararam que gostariam de ver alguma partida. O número dos que responderam “sim” em 2009 era de 76,58%.

Restou como único consolo da cidade a aparição de um dos cabeças de chave. E a preferência do público surpreendeu, com a Ar­­gentina no topo da lista das seleções citadas na pesquisa, com 49 % de menções.

“Existe uma rivalidade grande, mas uma proximidade sadia entre os paranaenses e os argentinos, até por questões geográficas”, comentou Carvalho. “Acho que só se for para torcer contra”, brincou o diretor da Paraná Pes­quisa, Murilo Hidalgo.

Com os hermanos em campo, Curitiba teria a chance de ao menos ver o atual melhor jogador do mundo ao vivo.

O levantamento também to­­cou em temas recorrentes sobre o Mun­­dial. Apesar do desprestígio paranaense, o apoio à realização do torneio cresceu em relação à última sondagem, feita em julho: é de 72,82% (era 66,5%).

Por outro lado, dentro da margem de erro, aumentou o número de quem é contra com o uso de dinheiro público para a conclusão das obras no reduto atleticano: de 73% para 74,4%.

“Muito se fala, mas pouco é efetivamente explicado sobre toda essa engenharia financeira. As dúvidas aumentam essa desaprovação”, opinou Murilo Hidalgo.

Também é grande o número de pessoas que, há menos de três anos do Mundial, não acredita que as obras na Arena serão com concluídas a tempo. O grupo de desconfiados atingiu 42,9% dos entrevistados.

“O Atlético é um grande parceiro da prefeitura. Houve uma série de discussões internas que se prolongaram, causando um desgaste e um comprometimento do início das obras”, disse Car­­valho, confiante no cumprimento do cronograma.
Por enquanto, as partes envolvidas – poder público municipal e estadual, além do Atlético – seguem sem esclarecer como será a manobra financeira para viabilizar financeiramente a obra – sem esbarrar em aspectos legais.

“[A Arena] ia ficar e vai ficar pronta para a Copa das Confe­­derações [junho de 2013]”, garantiu o gestor das obras do Atlético, Mario Celso Petraglia.





A pesquisa encomendada pela Gazeta do Povo evidencia a suposta decepção regional com o papel relegado à cidade de Curitiba no mundial que se aproxima. O número reduzido de partidas (apenas quatro) e a “exclusão” da Copa das Confederações desapontou parcela significativa dos entrevistados, além, obviamente, do próprio secretário municipal para os assuntos da Copa. Porém alguns aspectos devem ser ponderados. A expectativa quanto à participação da capital paranaense no evento deve ser considerada dentro da perspectiva das possibilidades. Ou seja, não havia indícios concretos, seja na infraestrutura (inclusive na capacidade de acomodação do estádio), na captação de investimentos (públicos ou privados),
ou mesmo de mobilização política / social que corroborassem um espaço mais destacado à Curitiba na competição de 2014. Neste sentido a “exclusão” da Copa das Confederações pode ser considerada uma surpresa maior. Afinal, diante das outras sedes, a Arena da Baixada reuniria boas condições de ter suas obras finalizadas a tempo para o evento preparatório.

Outros fatores que permitem relativizar esta decepção residem nas ressalvas demonstradas pelos entrevistados quanto aos investimentos necessários para a realização do mundial.

Embora a maioria dos consultados no mês de outubro tenha manifestado sua frustração com a divisão das partidas, muitos mostraram-se contrários à captação de recursos públicos para o evento. Do mesmo modo, parcela significativa revelou sua desconfiança com a conclusão das obras no estádio atleticano. Embora os entrevistados pleiteassem maior destaque para Curitiba, inclusive enquanto meio de exposição da cidade no cenário internacional, suas impressões com relação à capacidade da cidade em sediar satisfatoriamente o evento são significativamente pessimistas. Ainda há grande desconfiança pública regional com a realização da Copa na cidade, sobretudo quanto à idoneidade da administração sobre possíveis verbas e investimentos públicos.

Parece que a frustração se manifesta muito mais por uma expectativa passional, própria do torcedor, do que por uma crença real nas capacidades administrativas apresentadas para sediar o mundial.

Referência mundial, Curitiba agora tropeça na mobilidade

Aumento da frota de veículos torna urgente investimento no transporte público, dizem especialistas

Ônibus híbrido é aposta da capital paranaense (crédito: Divulgação)

O "Portal 2014" publica uma série de reportagens do site Mobilize Brasil sobre a situação da mobilidade urbana sustentável em 13 capitais. Nesta sexta, destaque para Curitiba
Considerada mundialmente modelo de sustentabilidade, a cidade de Curitiba já apresenta uma frota de 1,3 milhão de veículos e enfrenta severos problemas de trânsito, principalmente no centro, em horários de pico. Para os especialistas, a solução está no transporte público.
Segundo o engenheiro Garrone Reck, professor do Departamento de Transporte da Universidade Federal do Paraná, é urgente “investir na melhoria do serviço de transporte coletivo e aumento de capacidade dos corredores exclusivos de ônibus”. Se o sistema não for priorizado, alerta o professor, ficará cada vez mais ineficiente, enquanto a frota de automóveis prosseguirá crescendo. “Num futuro talvez próximo, teremos de adotar alguma restrição ao transporte individual, única forma de reduzir inevitáveis congestionamentos”, conclui.

Enquanto isso, as obras de mobilidade urbana que devem preparar a capital paranaense para a Copa do Mundo ainda não mostram resultados.

O principal problema, analisa o especialista, não é a falta de planejamento da cidade, mas a falta de “ferramentas modernas para pesquisa, estudo e modelagem de demanda”. E uma ampla pesquisa origem-destino domiciliar que permita conhecer melhor os padrões de viagens da população pelos modos públicos e privados, motorizados ou não”, ressalta.

Garrone questiona obras de longa duração, que não dão conta de resolver problemas de forma mais urgente: “Fala-se da construção da primeira linha de metrô em Curitiba no corredor Norte-Sul, contudo, com a fase inicial de obras entre 2012 e 2016, só alcançará o trecho sul até o centro. É um projeto de alto custo com longo tempo de construção. A curto prazo a solução seria investir em aumento de capacidade dos corredores de ônibus”.

Neste mês, a prefeitura anunciou recursos para a compra de 60 ônibus híbridos (coletivos que funcionam com motores diesel ou tração elétrica) nos próximos dois anos. Mas, para os especialistas, além de aumentar a capacidade dos corredores de ônibus e ampliar as plataformas de embarque (estações tubo), um novo plano para a cidade deveria prever soluções sustentáveis e integradas para outros modos não motorizados, como a locomoção a pé e por bicicleta.

A prefeitura até afirma que irá revitalizar as ciclovias e ampliar a rede de bicicletas, de 118 km para 400 km, mas não há data programada para estas obras.

Investimentos para 2014
Dois grandes pacotes de investimentos preparam a cidade para a Copa de 2014. São aproximadamente R$ 360 milhões, distribuídos em 14 grandes obras viárias em várias regiões, dentro de um cronograma planejado para não causar transtornos à população.

O primeiro grupo de obras –em execução– tem investimentos da ordem de R$ 140 milhões, com recursos de município, governo do estado, BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) e Agência Francesa de Desenvolvimento. Neste primeiro pacote está a trincheira Bacacheri/Bairro Alto, Linha Verde Norte, binário Chile/Guabirotuba, Anel Viário, rua 24 Horas, av. Marechal Floriano Peixoto (fase 1) e as avenidas Toaldo Túlio e Fredolin Wolf.

Outra obra, esta concluída, é a modernização da av. Toaldo Túlio, refeita com asfalto, iluminação, calçadas e ciclovia novas. Junto com a Fredolin Wolf, que está com 60% das obras concluídas, formarão uma nova ligação viária entre a BR 277/Santa Felicidade e os parques Tingui, Tanguá e Ópera do Arame.
A parte mais relevante dos investimentos integra os projetos de mobilidade apresentados pela cidade no PAC da Mobilidade Urbana, programa exclusivo para cidades da Copa, com financiamento federal por meio da Caixa Econômica. No total, serão investidos R$ 222.210.526,32 em sete grandes obras (veja abaixo), com prazo de execução até dezembro de 2013.


fonte:http://www.portal2014.org.br/noticias/8372/REFERENCIA+MUNDIAL+CURITIBA+AGORA+TROPECA+NA+MOBILIDADE.html


Texto sugerido e com comentários de Bruno José

O presente comentário sobre a reportagem titulada “Referência mundial, Curitiba agora tropeça na mobilidade” se deu, devido à proximidade da localidade geográfica em questão. A reportagem retrata Curitiba como um modelo perante o mundo no que se refere à mobilidade urbana sustentável. Entretanto a capital paranaense está enfrentando severos problemas de trânsito devido à frota de 1,3 milhões de veículos, fator este que nos remete a algumas indagações: Com o processo civilizatório – modernização – Curitiba acabou sendo mal projetada e hoje esta vivenciando as conseqüências? Ou será que o problema está na migração de pessoas de diferentes localidades para nossa cidade, situação que dificilmente é mensurada com exatidão. Verificamos fatores inter-relacionados que deveriam ser diagnosticados anteriormente, para que o país pudesse se estruturar e assim não necessitar de uma grande mobilização para receber um evento mundial. A possível solução seria melhorias no transporte coletivo e aumento da capacidade dos corredores exclusivos de ônibus e futuramente a restrição de alguns veículos para a melhoria do fluxo no trânsito. E a sustentabilidade? O Rodízio de veículos deveria ser prioridade, pensando na questão ambiental, ou seja, uma quantidade bastante grande a menos de poluentes diária na cidade.
A reportagem encerra retratando que o problema de Curitiba não é oplanejamento e sim falta de ferramentas modernas. Aborda também os investimentos da cidade para a Copa 2014, no que se refere a estruturação da cidade.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Cada minuto de jogo de Copa do Mundo em Curitiba vai custar R$ 500 mil


 
Estádio da cidade será reformado ao custo de R$ 180 milhões e vai receber apenas quatro partidas do Mundial de 2014

20/10/11 às 23:47  |  Lycio Vellozo Ribas

Curitiba tem quatro jogos agendados para a Copa do Mundo de 2014. O custo das obras para adequar a Arena da Baixada às exigências da Fifa é de R$ 180 milhões. Uma conta rápida indica: cada minuto de bola rolando na Arena na Copa do Mundo vai custar R$ 500 mil.
Por incrível que pareça, é o menor custo por minuto na Copa do Mundo. O mais alto é no Itaquerão, em São Paulo. Com seis jogos e valor de obras estimado em R$ 1 bilhão, cada minuto de jogo vai custar R$ 1,85 milhão.
Pelas capacidades estimadas, a Arena ainda será o menor estádio do Mundial. Terá lugar para 41 mil pessoas, todas sentadas. Os outros três estádios que serão “limados” ao fim da primeira fase do Mundial têm capacidade para pelo menos 43 mil pessoas.
Curitiba, até segunda ordem, não terá jogos à noite. Preocupada com o risco de frio inclemente na cidade, durante o inverno — época em que será disputada a Copa —, a cidade vai receber jogos apenas nos primeiros horários determinados pela Fifa: 13 e 16 horas. No Nordeste, será o contrário: apenas jogos à noite (19 e 22 horas). Nos mata-matas, os horários serão às 13 e às 17 horas. A exceção é a final, às 16 horas.
A abertura da Copa será no dia 12 de junho, uma quinta-feira, às 17 horas. Especula-se que é para evitar uma partida da seleção brasileira em uma sexta-feira, 13. Nas últimas três Copas, o jogo inaugural sempre ocorreu em uma sexta. A final será no dia 13 de julho, um domingo, às 16 horas.
A grande questão que não quer calar é: de onde vai vir o dinheiro para as obras na Arena? Há muita controvérsia. Quando questionado sobre esse assunto na Câmara dos Vereadores, o dirigente Atlético Mario Celso Petraglia não determinou exatamente.
Até agora, as máquinas que fazem a obra apenas escavaram o terreno que fica nos fundos do estadio. No mapa da Fifa o estádio está em “sinal de alerta”.


Texto sugerido e com comentários de José Carlos Mosko: 
Particularmente, entendo que quatro jogos são uma relevante conquista para Curitiba. Pela representatividade do nosso estado, especialmente a política, entendo que poderíamos até ter ficado de fora da Copa.
As opiniões são muitas, mas o que fica mesmo é a esperança de pelo menos um grande jogo, que ficará na memória dos mais aficionados e, principalmente, o legado ao clube e  à torcida do Atlético Paranaense, esses sim os maiores beneficiados com essa Copa, pois terão definitivamente um estádio confortável, com grande capacidade e totalmente concluído  - fato inédito no futebol de Curitiba.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Brasilienses fazem manifestação em favor do jogo de abertura da Copa


Cerca de 200 moradores caminharam ontem pelas ruas da capital federal (crédito: Renato Araújo/Ag.Brasil)
 
Sob sol intenso, umidade do ar de 35% de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e temperatura oscilando entre 15 graus Celsius (ºC) e 30ºC, cerca de 200 brasilienses vestidos de camisa amarela fizeram manifestação, ontem (4) pela manhã, pela abertura dos jogos da Copa do Mundo de 2014 no Distrito Federal (DF).

O número de pessoas que aderiram a esse primeiro evento patrocinado pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do Distrito Federal e uma série de outras entidades civis, foi estimado por soldados do Corpo de Bombeiros e organizadores.

Para o bancário paranaense Edilson de Oliveira Barbosa, 45 anos, a iniciativa é oportuna “para retirar a imagem de que Brasília se resume a política suja”. Ele ressaltou que a cidade oferece uma boa qualidade de vida e tem um povo que sabe receber quem vem de fora. “Sou de Maringá (PR), moro em Brasília há oito anos e não penso mais em voltar para lá”, disse o bancário que aproveitou o sol deste domingo para andar de bicicleta com os filhos no Eixo Rodoviário Sul, fechado pelo governo do Distrito Federal todos os domingos para proporcionar ações de lazer e eventos culturais.

Edilson Barbosa lamentou a pouca divulgação na mídia desse evento. Disse, ainda, que se soubesse dessa reivindicação pelo jogo de abertura da Copa do Mundo teria separado a manhã para participar mais ativamente. De qualquer forma, o seu desconhecimento não o impediu de acompanhar os manifestantes já no trecho final, nas proximidades da sede do Banco Central.

Um dos representantes da Associação Comercial do Distrito Federal, Delfim da Costa Almeida, 58 anos, concordou com Edilson que houve pouca divulgação do evento por parte da mídia. Ele também reconhece que manifestações como essa “têm como desafio” tirar a imagem que Brasília se resume a uma cidade de políticos corruptos e impunidade. “Por isso, iniciamos esse movimento só com entidades civis, sem qualquer participação do governo do Distrito Federal”.

Delfim Costa acrescentou que será organizado uma série de outras manifestações para mobilizar o brasiliense à reivindicar a realização da abertura da Copa do Mundo na cidade. No dia 7 de setembro, durante o desfile comemorativo do Dia da Pátria, será feita outra manifestação para tentar ganhar adesão ainda maior, disse o representante da Associação Comercial do DF. Hoje, ele disse que dos 200 presentes que estavam no evento pelo menos metade dispersou-se antes do final do trajeto previsto.

fonte: http://www.copa2014.org.br/noticias/7932/BRASILIENSES+FAZEM+MANIFESTACAO+EM+FAVOR+DO+JOGO+DE+ABERTURA+DA+COPA.html

Texto sugerido por Bruno José Gabriel