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segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Cap.8 - Premier League S/A - A Rainha de Chuteiras


por Marcos Alvito
Ao mesmo tempo em que as reformas pós-Taylor davam nova vida ao futebol inglês, ia chegando ao fim o sistema estabelecido pela Football League desde a sua fundação em 1888. Já vimos que os fundadores da Football League haviam buscado evitar que a liga fosse monopolizada pelos maiores clubes, adotando o teto salarial e estabelecendo um rígido sistema de transferência que na prática prendia os jogadores aos clubes. Estas medidas prejudicavam os jogadores mas impediam que os grandes clubes fizessem uso do seu maior poder financeiro. Mesmo quando o teto salarial é abolido no início da década de 60 e o sistema de transferências começa a mudar, havia ainda dois mecanismos de redistribuição. O principal era a divisão das rendas entre os clubes – uma prática estabelecida desde a Primeira Guerra Mundial. Não somente as bilheterias eram divididas, mas também os recursos provenientes da venda de direitos para a televisão e de patrocínio. Além disso, havia também um fundo de 4% sobre as rendas dos jogos para ser igualmente dividido entre os clubes. É claro que os clubes mais poderosos gostariam de por fim a isso.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Liverpool perde clássico em dia de homenagens




"Dez dias depois de o governo inglês reconhecer a culpa na tragédia de Hillsborough, quando 96 pessoas foram mortas durante a semifinal da Copa da Inglaterra entre Liverpool e Nottingham Forest, o dia de hoje foi de homenagens em Anfield Road, onde o time da casa recebeu o Manchester United no clássico da sexta rodada do Campeonato Inglês.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Apresentação de A Rainha de Chuteiras




Caricatura de Marcos Alvito - Arquivo Pessoal
Até hoje me lembro dela. Era uma caixinha de papelão branco. Na tampa, eu havia recortado e colado uma foto da seleção inglesa pisando o solo sagrado de Wembley. Lá dentro, meus craques de galalite, o material com que eram feitos os times de botão naquela época. Muita atenção para o número 7, o diabólico ponta-direita Kevin Keegan. Eu devia ter uns doze anos e sonhava com o futebol inglês. Claro que gostava do futebol brasileiro e também tinha outro time com a seleção de 70. Destaque para Tostão, um botão amarelado e mais alto do que os outros mas que gostava de fazer gols de longe. Mas o futebol da terra da rainha não me saía da cabeça.