por Marcos Alvito
Ao mesmo tempo em que as reformas pós-Taylor davam nova vida ao futebol inglês, ia chegando ao fim o sistema estabelecido pela Football League desde a sua fundação em 1888. Já vimos que os fundadores da Football League haviam buscado evitar que a liga fosse monopolizada pelos maiores clubes, adotando o teto salarial e estabelecendo um rígido sistema de transferência que na prática prendia os jogadores aos clubes. Estas medidas prejudicavam os jogadores mas impediam que os grandes clubes fizessem uso do seu maior poder financeiro. Mesmo quando o teto salarial é abolido no início da década de 60 e o sistema de transferências começa a mudar, havia ainda dois mecanismos de redistribuição. O principal era a divisão das rendas entre os clubes – uma prática estabelecida desde a Primeira Guerra Mundial. Não somente as bilheterias eram divididas, mas também os recursos provenientes da venda de direitos para a televisão e de patrocínio. Além disso, havia também um fundo de 4% sobre as rendas dos jogos para ser igualmente dividido entre os clubes. É claro que os clubes mais poderosos gostariam de por fim a isso.