segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Crônica da Semana


A RESPEITO DO MARKETING NO FUTEBOL BRASILEIRO: O EXEMPLO DO SPORT CLUB CORINTHIANS PAULISTA

por Everton Cavalcanti
                Utilizando de minha vastíssima experiência como torcedor do time do povo, já que o meu clube de coração tem o nome Corinthians Paulista, quero tentar raciocinar (passionalmente que seja) acerca de um assunto que até tão pouco tempo atrás não recebia importância alguma e que no presente momento é um dos temas da moda: o marketing. Em se tratando de Corinthians, a máxima não foge a regra: o marketing foi ignorado durante longo período, recebendo a devida atenção, sobretudo, após a eleição do atual presidente, Andrés Navarro Sanchez. Este teve o mérito de perceber que o processo histórico pelo qual o futebol atravessa, denominado “futebol-espetáculo”, não vinha sendo aproveitado de maneira adequada pela até então desastrosa liderança política de Alberto Dualib.

                Falando em Dualib, lembro-me de dirigentes futebolísticos sem nenhum preparo profissional para comandarem o futebol quando este espetacularizou-se, quem pelo menos um pouco se profissionalizou, ganhou muitos títulos e fez bons negócios, como o maior rival corintiano, na época da Parmalat. Percebemos que ao longo dos anos este processo de mercantilização do futebol abriu as portas para a profissionalização dos departamentos de futebol. E antes tarde do que nunca, Andrés assim o fez também no Corinthians. Hoje o clube possue um departamento de marketing com profissionais da área de publicidade e propaganda, responsáveis por “explorar” a marca Corinthians nos seus maiores potenciais.

                Hoje o Corinthians é um dos clubes com maior número de sócios torcedores, possuindo um plano de associados diferente da maioria dos outros clubes: o torcedor que se associa paga a anuidade e tem descontos na compra de ingressos, além de preferência na compra pelos bilhetes, ou seja, o Corinthians arrecada com a adesão aos planos de sócio e também com a venda dos bilhetes. Mantendo o estádio do Pacaembu quase sempre lotado (o clube tem a maior média de público do Campeonato Brasileiro de 2011), o clube ainda atende todos os tipos de público torcedor/cliente que possui, com ingressos que variam de R$30,00 à R$180,00 (sem os descontos previstos para os associados), consegue atender praticamente todas as classes de torcedores corintianos (já que, ao contrário das piadinhas, o clube conta com muitos torcedores abastados financeiramente).

                Além do plano para sócios, entre outras ações, o clube criou também sua própria agência de viagens, visando oferecer pacotes para os jogos do “timão” fora de casa, o que possibilita uma renda extra, além de organizar cruzeiros marítimos exclusivos para a “fiel” torcida. Possui também a TV Corinthians, que hoje é transmitida por algumas redes de televisão a cabo para todo Brasil, além da rádio Coringão, responsável por trazer conteúdo inédito e exclusivo dos bastidores do time. O marketing também trabalha na campanha “Sangue Corintiano”, a qual visa juntar o máximo de corintianos em um único dia com o intuito de ajudar pessoas pela doação de sangue, além de outras campanhas como a “República Popular do Corinthians”, que visa promover ainda mais o “corintianismo” pelo Brasil e a campanha “Jogando pelo meio ambiente”, na qual cada jogo do clube vale 100 novas árvores plantadas e a cada gol do time outras 100 mudas.

                Mas o destaque vai para a mediação do marketing com a torcida pelas redes sociais, já que nestas o clube é um dos assuntos mais comentados. Só para se ter uma ideia, o Corinthians acaba de se tornar o primeiro clube brasileiro com mais de 1 milhão de fãs no facebook, além de ter um grande número de comunidades a seu respeito para discussões no orkut. E o principal, a “cereja do bolo” que os “marketeiros” do timão se gabam de ter conseguido: o veemente crescimento na venda de produtos licenciados do clube e o aumento da porcentagem de lucro na venda dos mesmos junto à empresa Nike. O Corinthians está sempre elaborando novas promoções e novos produtos para que seus torcedores estejam constantemente consumindo, além de que, tem expandido o número de lojas “Poderoso Timão” em todo país, a fim de vender e identificar ainda mais o torcedor de São Paulo e de outros estados com o clube.

                Enfim, sem falar em patrocinadores e o impacto que as contratações de jogadores como Ronaldo e Adriano trazem, o que pretendo deixar nesse pequeno texto é a mensagem de que a nova concepção de futebol moderno trouxe consigo nos últimos 20 anos possibilidades que somente agora a maioria dos clubes brasileiros está realmente aproveitando de maneira satisfatória, ou seja, o esporte como produto ímpar de consumo. A lógica é que os jogadores são potencializadores da venda, o jogo é um grande show e os torcedores são evidentemente os consumidores. E a partir da profissionalização dos departamentos de futebol dos clubes brasileiros e a relação destes com outras áreas possibilitarão uma maior exposição da marca do clube e um arrecadamento mais vantajoso em termos financeiros, possibilitando o pagamento de dívidas, além de novos investimentos, como, por exemplo, no caso do Corinthians, o CT Joaquim Grava e o tão sonhado estádio, já programado para ser construído antes mesmo do Morumbi ser vetado para a Copa do Mundo de 2014. 

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

DEFESA DE MESTRADO - ERNESTO MARCZAL


Prezados Colegas

Informo que o Núcleo de Estudos Futebol e Sociedade, da UFPR, apresenta mais um produto de seu grupo de pesquisadores. Trata-se da defesa de Mestrado de Ernesto Maczal.

Título do trabalho: “O caneco é nosso”: Futebol, Política e Imprensa, entre 1969 e 1970.
Composição da Banca: Dr. Luiz Carlos Ribeiro (orientador), Dr. Miguel A. Freitas Júnior (UEPG) e Dr. Bernardo Borges Buarque de Hollanda (FGV);
Data: 12 de agosto de 2011
Hora: 14:00
Local: Departamento de História da UFPR
                    Rua Gal. Carneiro, 460 – 6º – sala 612  
                    Curitiba - Paraná

Site do escritor Andrew Jennings

Em andanças pelo mundo virtual, encontrei o site do jornalista inglês Andrew Jennings. Jennings é famoso pelos livros que denunciam a corrupção no esporte, o mais recente deles: Jogo Sujo, trata das mazelas da FIFA.

Clique abaixo e divirta-se.
http://www.transparencyinsport.org/

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Crônica da semana

Torcedor não é cliente

por Edson Hirata

Nessa temporada tive a oportunidade de ir ao estádio em duas partidas. Na primeira, em São Januário, vi o empate entre Vasco e Atlético-Pr pela Copa Brasil e na segunda, no Pacaembu, assisti outro empate, desta vez entre Palmeiras e Flamengo.
Nos dois confrontos, os estádios ficaram praticamente lotados, especialmente por se tratarem de jogos, de certa forma, importantes naquela altura dos campeonatos. Com esse ambiente, faço minha leitura para que vocês possam refletir.
Como torcedor do Clube de Regatas Vasco da Gama, aproveitei uma ida ao Rio de Janeiro e a coincidência da realização de um jogo pela Copa do Brasil, para conhecer São Januário. Os gritos e canções das torcidas me empolgaram, o gol de empate do Vasco foi um êxtase. Parodiando Caetano. “Foi lindo”. Por outro lado, na entrada e na saída, fui empurrado, espremido e quase pisoteado. Um arrastão.
Na outra partida, entre Palmeiras e Flamengo. Fui como turista. Conheci o Pacaembu. Vi Ronaldinho Gaúcho. Aproveitei para secar os “urubus”. Um jogo cuja maior emoção foi a falta de fair play em um lance nos acréscimos do segundo tempo (e eu que já tinha saído do estádio, perdi o lance mais repetido na televisão durante a semana). Estruturalmente, a demora para entrar foi o ponto negativo da noite. Talvez porque eu não tenha precisado ir ao banheiro ou à lanchonete.      
            Cito essas duas situações para esclarecer meu ponto de vista sobre a forma como os dirigentes dos clubes brasileiros tratam o espetáculo esportivo e cuja opinião dá título a esta crônica.
            Para mim, os clubes brasileiros não se preocupam com o seu torcedor, o seu cliente. Isso é possibilitado porque a grande maioria dos torcedores não troca a sua predileção por um time. Troca-se de cônjuge, de sexo, de religião, mas não se vira a casaca.
            Vá ao estádio torcer pelo seu time. Ainda que te empurrem, que o banheiro esteja nojento, que os alimentos da lanchonete tenham preço exorbitante e qualidade duvidosa, você não mudará de time. Pode diminuir a freqüência de ida ao estádio, ou até não ir mais, mas você não troca seu time.
            Essa conclusão é senso comum, já muito propalada.
            Mas, penso que o passo à frente, seria entender que o torcedor pode ser, além de torcedor, um cliente. E qual empresário não gostaria de ter um cliente apaixonado, fiel e participativo. Explorar o espetáculo de forma mais profissional, certamente renderia mais dividendos aos clubes de futebol. É o que os ingleses chamam de Match Day, ou seja, os rendimentos que podem ser alcançados com a exploração de atividades no dia do jogo.
            Como? Isso eu abordo no segundo tempo. Aguarde.
           



segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Líder do Núcleo é citado em reportagem do Le Monde

 

O professor Dr. Luiz Carlos Ribeiro (foto), líder do Núcleo de Estudos Futebol e Sociedade foi citado em reportagem de um dos mais importantes periódicos do mundo. Confira a reportagem na íntegra.

 

Le Brésil aussi a les yeux rivés sur Leonardo

 

Leonardo, le 13 avril 2011 à Gelsenkirchen.
Leonardo, le 13 avril 2011 à Gelsenkirchen.REUTERS/© Kai Pfaffenbach / Reuters
Les plus jeunes le découvrent seulement, car il a passé une grande partie de sa carrière à l'étranger. Les autres se remémorent ses exploits dans les années 1980-1990 avec Flamengo et São Paulo, deux des plus grands clubs brésiliens. Tous s'enorgueillissent : Leonardo a été nommé directeur sportif du PSG, enfin un Brésilien à la tête d'un club européen !



Leonardo occupe une place à part dans le panthéon brésilien des stars du football. "Jolies femmes, alcool, fêtes et scandales émaillent les parcours d'un certain nombre de joueurs comme Ronaldo et Ronaldinho. Ces joueurs ont, comme disait Nietzsche, des personnalités dionysiaques. Ils sont passionnés, spontanés, extrêmes. Leonardo appartient à la catégorie apollinienne : élégant, modéré, serein", analyse Flavio de Campos, spécialiste du football à l'université de São Paulo. "Leo ne cadre pas avec le profil 'bling bling', parfois un peu stéréotypé, du footballeur brésilien : pas de coupe de cheveux excentrique, pas de bijou voyant, Leonardo est discret", ajoute Luiz Carlos Ribeiro, historien des relations entre football et société à l'université fédérale du Paraná.

Le nouvel homme fort du PSG a grandi à Niteroi, une ville située en face de Rio de Janeiro, dans une famille unie et affectueuse. Issus de la classe moyenne, ses parents ont les moyens de payer ses études et, malgré les bonnes dispositions de leur fils pour le ballon rond, ils insistent pour qu'il continue sa scolarité. Maîtrisant aujourd'hui cinq langues, Leonardo donne régulièrement des conférences, a écrit des chroniques sportives pour des magazines brésiliens, anglais, japonais, ou pour France Football, et a également été commentateur pour la BBC lors de la Coupe du monde 2006.

"EN IMMERSION" À MILAN
Dans son développement personnel, la France semble avoir occupé une place spéciale : "Paris est une ville incroyable qui a sensiblement enrichi mon bagage culturel, c'est ici que j'ai commencé à m'intéresser vraiment à la musique, au théâtre, au vin et au cinéma", a-t-il déclaré. En 1996, lorsqu'il débarque au PSG en tant que joueur, ses coéquipiers admirent la capacité d'adaptation de cet international brésilien qui débarque du Japon, où il était une star. Lui-même est ravi de retrouver deux bons amis, Raï, meneur de jeu de la Seleçao, et l'entraîneur Ricardo Gomes. En seulement un an, il conquiert les supporters parisiens et leur offre un mémorable dernier match, le 28 août 1997, lors de la victoire 5-0 du PSG contre le Steaua Bucarest en tour préliminaire de la Ligue des champions.

A l'apogée de sa gloire, le globe-trotter quitte Paris pour rejoindre le Milan AC. C'est là que Leonardo commence à préparer sa reconversion. En 2001, alors qu'il brille sur le terrain, il commence à manifester un réel intérêt pour le management. "J'ai fait une sorte d'immersion dans la structure du club. Je m'entraînais normalement le vendredi, je jouais le dimanche et le lundi j'étais assistant du vice-président, Adriano Galliani", a ainsi raconté l'ancien joueur. Il participe également au programme de gestion sportive du FIFA Master et affiche clairement son ambition d'assumer de hautes fonctions dans le club. "Leo est un des rares Brésiliens qui ait compris que pour être entraîneur ou manager les compétences acquises comme joueur ne suffisent pas", estime Alcides José Scaglia, qui enseigne aux entraîneurs et aux dirigeants des institutions sportives à l'université de Campinas. "Son recrutement à la tête du PSG a déjà une grande répercussion au Brésil. Son exemple renforce le discours que je tiens à mes élèves : il est important d'étudier et de se former pour grimper les échelons", poursuit le chercheur.


Juste derrière Ronaldo, Leonardo avec le maillot du Brésil, en juin 1997 à Lyon.
Juste derrière Ronaldo, Leonardo avec le maillot du Brésil, en juin 1997 à Lyon. AFP/VINCENT AMALVY

UN PARCOURS INDIVIDUEL DEVENU SUCCÈS NATIONAL
Leonardo fait également figure d'exemple sur le terrain de l'engagement social. En avril 2003, il est nommé directeur de la Fondation Milan et est le premier étranger à recevoir le prix "étoile d'or" décerné par la préfecture de la ville. Au Brésil, la très réputée association Gol de Letra, qu'il a créée avec Raï, développe, depuis près de quinze ans, l'éducation par le sport pour des enfants des quartiers défavorisés de Rio et de São Paulo. Pour cet engagement, il a reçu en 2001 le prix de meilleur éducateur de l'année au Brésil. "Leonardo fait l'unanimité parmi les journalistes, les joueurs, les dirigeants et les spécialistes, s‘exclame Flavio de Campos. Et ce à tel point que le seul faux-pas de sa carrière est presque tombé aux oubliettes : lors de la Coupe du monde de 1994, il a perdu sa place de titulaire après s'être fait expulsé pour avoir agressé le joueur américain Tab Ramos [qui passa plusieurs semaines à l'hôpital pour une fracture du crâne consécutive à un coup de coude du Brésilien]."

Au mois de juin, "Leo" s'est fait arrêté pour un contrôle d'alcoolémie à Niteroi, sa ville natale. Il a refusé de se soumettre au test et a écopé d'une amende et d'un retrait de permis, mais là encore l'incident est passé inaperçu. "Le comportement et les victoires de Leonardo sont personnelles. Il faut se méfier des projections qui transforment un parcours individuel en un succès national", tempère Flavio de Campos. "Le Brésil n'est pour le moment qu'un fournisseur de main-d'œuvre, les jeunes athlètes brésiliens deviennent les meilleurs joueurs du monde… dans les clubs européens", poursuit Luiz Carlos Ribeiro.

Pour Alcides José Scagli, "le véritable problème c'est l'absence de bon programme de formation pour devenir entraîneur ou manager. Les universités et les politiques de gestion du football brésilien sont déficientes. Les entraîneurs apprennent sur le tas et du coup l'amateurisme et l'empirisme règnent. On assiste néanmoins aujourd'hui à l'apparition d'une nouvelle génération qui gère déjà les équipes juniors. Les clubs de Corinthians, Grêmio et São Paulo ont recruté des jeunes, qui ne sont pas nécessairement des anciens joueurs".

"La nomination de Leonardo à un haut poste de direction dans un club européen est une première et peut faire évoluer la situation actuelle", conclut Zé Gonzalez, journaliste couvrant le football sur Globo, la plus importante chaîne de télévision brésilienne. D'un côté comme de l'autre de l'Atlantique, Leonardo est donc sous pression.
Anne-Gaëlle Rico (à São Paulo)

Fonte: http://www.lemonde.fr/sport/article/2011/08/05/le-bresil-aussi-a-les-yeux-rives-sur-leonardo_1555949_3242.html

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

DEFESA DE MESTRADO - ERNESTO MARCZAL

Prezados Colegas

Informo que o Núcleo de Estudos Futebol e Sociedade, da UFPR, apresenta mais um produto de seu grupo de pesquisadores. Trata-se da defesa de Mestrado de Ernesto Maczal.

Título do trabalho: “O caneco é nosso”: Futebol, Política e Imprensa, entre 1969 e 1970.
Composição da Banca: Dr. Luiz Carlos Ribeiro (orientador), Dr. Miguel A. Freitas Júnior (UEPG) e Dr. Bernardo Borges Buarque de Hollanda (FGV);
Data: 12 de agosto de 2011
Hora: 14:00
Local: Departamento de História da UFPR
                    Rua Gal. Carneiro, 460 – 6º – sala 612  
                    Curitiba - Paraná

Teixeira expõe conchavo com Globo, xinga críticos e promete "maldades" na Copa

  • Ricardo Teixeira falou sobre diversos temas, mas o destaque foi sua reação às críticas da mídia Ricardo Teixeira falou sobre diversos temas, mas o destaque foi sua reação às críticas da mídia
Ricardo Teixeira, presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e do Comitê Organizador da Copa de 2014, quebrou o silêncio. O cartola que domina o futebol brasileiro passou cerca de uma semana na Suíça com uma repórter da revista Piauí e dissertou sobre diversos temas. No meio da longa reportagem, publicada na edição de julho, ele expõe a relação que tem com a Globo, xinga os críticos e promete maldades com a imprensa no Mundial que comandará, daqui a três anos.
As declarações de Ricardo Teixeira foram registradas no início de junho, quando a Fifa estava mergulhada em uma crise histórica e tentando reeleger Joseph Blatter. O cartola brasileiro era um dos maiores alvos das denúncias de corrupção. As acusações iam desde de propinas supostamente recebidas ainda na década de 1990 até uma tentativa de venda de voto no processo de escolha das sedes das próximas Copas.

“Meu amor, já falaram tudo de mim: que eu trouxe contrabando em avião da seleção, a CPI da Nike e a do Futebol, que tem sacanagem na Copa de 2014. É tudo da mesma patota, UOL, Folha, Lance, ESPN, que fica repetindo as mesmas m...”, disse Ricardo Teixeira, que vai ainda mais longe ao rebater as denúncias.
“Não ligo. Aliás, caguei. Caguei montão. O neguinho do Harlem [bairro pobre nova-iorquino] olha para o carrão do branco e fala: ‘quero um igual’. O negro não quer que o branco se f... e perca o carro. Mas no Brasil não é assim. É essa coisa de quinta categoria”, vaticinou.

Nem todos da imprensa, no entanto, são vistos assim. Em determinado momento, a reportagem reconstroi uma conversa de Ricardo Teixeira com um representante da Match, empresa parceira da Fifa para logística no país da Copa. Pouco antes de uma entrevista do dirigente para a Globo, o interlocutor pergunta ao cartola se temas espinhosos, como o preço de hoteis e restaurantes no Brasil, seriam citados.
“Não vai ter isso não, está tudo sob controle”, respondeu Teixeira. Em outro momento, é citada uma conversa por telefone com Evandro Guimarães, lobista da emissora em Brasília, sobre investimentos do dirigente em fazendas no Rio de Janeiro.

Seus momentos de confronto com a TV carioca também vieram à tona. Em 2001, a Globo dedicou uma edição do Globo Repórter a Ricardo Teixeira. A resposta do dirigente foi uma mudança repentina no horário de um Brasil x Argentina, que fez a emissora perder muito dinheiro sem poder exibir seus patrocinadores em horário nobre.

“Pegava duas novelas e o Jornal Nacional. Você sabe o que é isso?”, disse o cartola, que vê pontos positivos no fato de ser alvo do mesmo tipo de matéria, hoje elaborada pela Record. “Quanto mais tomo pau da Record, fico com mais crédito com a Globo”, avaliou.
Ricardo Teixeira, que classifica a imprensa brasileira como “vagabunda”, ainda ameaça. “Em 2014, posso fazer a maldade que for. A maldade mais elástica, mais impensável, mais maquiavélica. Não dar credencial, proibir acesso, mudar horário de jogo. E sabe o que vai acontecer? Nada. Sabe por quê? Por que eu saio em 2015. E aí, acabou”, concluiu o cartola, referindo-se à sua tentativa de migrar para a presidência da Fifa após a Copa do Mundo.


AS DECLARAÇÕES DE RICARDO TEIXEIRA

"Caguei montão [para as denúncias da imprensa]. O neguinho do Harlem olha para o carrão do branco e fala: ?quero um igual?. O negro não quer que o branco se f... e perca o carro. Mas no Brasil não é assim. É essa coisa de quinta categoria"
"Em 2014, posso fazer a maldade que for. A maldade mais elástica, mais impensável, mais maquiavélica. Não dar credencial, proibir acesso, mudar horário de jogo. E sabe o que vai acontecer? Nada. Sabe por quê? Por que eu saio em 2015. E aí, acabou"
"Esse UOL só dá traço. Quem lê o Lance? Oitenta mil pessoas? Traço. Quem vê essa ESPN? Traço"
"Só vou ficar preocupado, meu amor, quando sair no Jornal Nacional"   

 fonte: http://esporte.uol.com.br/futebol/copa-2014/ultimas-noticias/2011/07/07/teixeira-expoe-conchavo-com-globo-xinga-criticos-e-promete-maldades-na-copa.htm


Texto sugerido por André Mendes Capraro

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Número de Sócios dos Clubes 2009




MUNDIAL


BRASIL

PORTUGAL
1. SL Benfica Portugal 171.000
Internacional PA 100.000
SL Benfica 171.000
2. FC Barcelona Espanha 163.000
Grêmio PA 53.000
FC Porto 115.000
3. Manchester United Inglaterra 151.000
Corinthians 46.000
Sporting CP 96.000
4. Bayern Munique Alemanha 146.000
São Paulo 42.000
V.Guimarães 30.000
5. FC Porto Portugal 115.000
Vasco da Gama 28.000
Académica 21.000
6. Internacional PA Brasil 100.000
Santos 25.000
Sp.Braga 20.000
7. Sporting CP Portugal 96.000
Atlético PR 22.000
V.Setúbal 19.000
8. Real Madrid Espanha 92.000
Cruzeiro 18.000
Belenenses 18.000
9. River Plate Argentina 82.000
Coritiba 18.000
Boavista 17.000
10. Schalke 04 Alemanha 72.000
Ceará 10.000
Marí­timo 10.000

Notas:(1) O nº de associados é aproximado e dependente de novas actualizações. (2) O nº de associados incluí todos os adeptos registados como sócios independentemente de terem a sua situação regularizada. (3) Dados dos clubes Brasileiros: fonte “Clube dos 13″.

Fonte: http://www.futebolfinance.com/o-numero-de-socios-dos-clubes-2009

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Entrevista da ESPN com Andrew Jennings - autor de Jogo Sujo

Clique aqui para assistir a entrevista.

Argentina pode voltar atrás

 Os torcedores argentinos não pretendem assistir de braços cruzados a multiplicação de clubes em seu campeonato nacional. Para tanto, estão sendo convocadas via Facebook manifestações em várias cidades do país contra a Associação do Futebol Argentino (AFA). Os atos, que serão realizados simultaneamente, estão marcados para amanhã.

Até o momento, segundo o diário argentino “Olé”, quase 36 mil pessoas já confirmaram a sua participa ção. O epicentro do protesto será Buenos Aires, onde os torcedores pretendem marchar até o prédio da AFA, no centro da capital. Haverá também manifestações em La Plata, Mar del Plata, Rosário, Santa Fé, Córdoba, Tucumán, San Juan, Mendoza e Bariloche.

O motivo não é apenas a virada de mesa, os torcedores estão indignados com a intervenção do governo para ocorrer a mudança. Dono dos direitos de transmissão, o estado anunciou que passará a investir 1,2 bilhão de pesos (R$ 450 milhões) após a mudança de formato.Além disso o governo pretende, já nesta temporada, transmitir todos os jogos do River Plate na B Nacional. Isso quebraria o contrato de exclusividade da empresa Torneos y Competencias, que detém os direitos dos jogos do torneio.

Embora Julio Grondona, presidente da AFA, negue qualquer influ ência, o porta-voz da entidade, Cherquís Bialo, e presidentes de vários clubes confirmam o fato.
Cabe lembrar que em outubro deste ano os argentinos votarão para presidente, e Cristina Kirchner tentará o seu segundo mandato.
Grondona também tentará a reelei ção na AFA no mesmo mês. O futebol ainda pode render votos.


fonte: http://www.lancenet.com.br/futebol-internacional/Argentina-torcedores-unem-virada-mesa_0_527947223.html

Texto sugerido por Edson Hirata

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

DIVULGAÇÃO

Mario Filho - O Criador das Multidões

  • Data: Sábado - 06 de agosto | 
  • Início: 21h | 
  • Término: 22h30
  • Filme / Documentário
  • Direção:  Oscar Maron
  • País:  Brasil
  • Ano: 2008
  • Duração:  78 min
  • Cor:  Colorido
  • Classificação:  Programa livre
O documentário lança um olhar sobre a trajetória do homenageado desde a infância, passando pelo começo da carreira como repórter, os primeiros textos, o incentivo às manifestações culturais, o amor pelo clássico mítico Fla-Flu e a campanha para a construção do estádio do Maracanã.
Veja todos os horários deste programa
DATAHORÁRIOCANAL
Os horários são fornecidos pelas emissoras e estão sujeitos a alterações.
06/0821:00Canal Brasil
07/0814:00Canal Brasil






Sugestão: André Mendes Capraro

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Chelsea denuncia ofensas racistas contra Benayoun


O Chelsea fez uma queixa formal à FA da Malásia depois de Yossi Benayoun sofrer abusos racistas ofensivos.
Benayoun foi vaiado e insultado durante o amistoso da última quinta-feira contra a Malásia, em Kuala Lumpur.
Chelsea emitiu um comunicado confirmando a denúncia e disse:
- Não obstante a maioria dos fãs se comportar adequadamente na noite, acreditamos que Yossi foi submetido a abuso anti-semitas por parte de um número de torcedores no jogo.
- Tal comportamento é ofensivo, totalmente inaceitável e não tem lugar no futebol.

Fonte: http://www.chelseanoticiasbr.com/2011/07/chelsea-denuncia-ofensas-racistas.html

Texto sugerido por André Mendes Capraro

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Virada de mesa no futebol argentino tem aval do governo

LUCAS FERRAZ
DE BUENOS AIRES
Com o aval do governo de Cristina Kirchner, a AFA (Associação de Futebol Argentino) acertou uma polêmica virada de mesa no campeonato de futebol nacional com a unificação das séries A e B a partir do próximo ano.


Martín Quintana-17.fev.2011/Efe
Cristina Kirchner (centro) gesticula ao lado de Julio Grondona (dir.) durante a inauguração do estádio Ciudad de La Plata em fevereiro
Cristina Kirchner gesticula ao lado de Grondona (dir.) na inauguração do estádio Ciudad de La Plata em fevereiro
A reestruturação, chamada pela Casa Rosada e pelos cartolas de "federalização do futebol", tem o objetivo de reunir 38 equipes num torneio único, que começaria em agosto do ano que vem.
A decisão praticamente garante a volta à elite do recém-rebaixado River Plate. O clube, contudo, terá que disputar neste segundo semestre (Campeonato Abertura), e no primeiro semestre de 2012 (Clausura), a Série B.
"Se o River não cai, isso não teria sido decidido. Sem televisão, não há futebol. A televisão paga e tem voz", declarou com espantosa sinceridade o porta-voz da AFA, Ernesto Cherquis Bialo, em uma entrevista coletiva.
A decisão de criar um novo campeonato, apresentada na noite de anteontem e chancelada pelo governo, amplia ainda mais o programa "Futebol para Todos", que estatizou o futebol da primeira divisão e selou a aliança entre Julio Grondona, presidente da AFA, e os Kirchner.
Desde 2009, o Estado tem os direitos de transmissão da Série A. As partidas são exibidas pela TV pública, em meio a propagandas do governo.
Na reunião do Conselho Executivo da AFA, a virada de mesa foi aprovada por 22 votos, contra quatro abstenções e uma ausência. Não houve voz contrária.
A decisão será referendada no dia 18 de outubro, em uma votação da assembleia dos clubes argentinos.
Todos os 38 times que disputarem o novo campeonato sairão ganhando. Isso porque o faturamento dos clubes, abastecido com dinheiro público, deverá dobrar, representando um incremento total de R$ 500 milhões.
A medida afeta diretamente o Grupo Clarín, o maior conglomerado de mídia do país e inimigo da Casa Rosada. O grupo é dono da Trisa, empresa que detém os direitos de transmissão da Série B. O contrato será suspenso.
O novo campeonato começa em agosto de 2012, com os atuais 20 times da primeira divisão, os 16 da segunda e os campeões de duas competições metropolitanas.
Os 38 times serão divididos em dois grupos. Após a primeira fase, 19 sobrevivem para disputar título e vagas nos torneios sul-americanos.

Fonte:http://www1.folha.uol.com.br/esporte/950247-virada-de-mesa-no-futebol-argentino-tem-aval-do-governo.shtml

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Dilma Rousseff usa Pelé para se afastar de Ricardo Teixeira na organização de 2014

Bruno Freitas, Ricardo Perrone e Thales Calipo
No Rio de Janeiro


Às vésperas de sua primeira aparição num evento oficial relativo à Copa do Mundo de 2014, a presidente Dilma Rousseff impôs uma derrota política a Ricardo Teixeira ao nomear Pelé embaixador do Mundial no Brasil.

PELÉ OFUSCA TEIXEIRA EM PROPAGANDA

  • Felipe Dana/AP Pelé será a estrela de uma propaganda do Governo Federal sobre a Copa do Mundo de 2014
Desde a era Lula, o governo federal queria o ex-jogador na presidência do COL (Comitê Organizador Local). Mas o dirigente não abriu mão do cargo. E driblou o desejo governamental anunciando que o ex-atleta faria parte do comitê. Mas Pelé foi deixado de lado.
Agora, o ex-craque ganhou o cargo por decreto assinado pela presidente, o que dá força à sua nomeação. Ele irá representar o governo em ações ligadas ao Mundial. O poder de Teixeira em nada mudará. Mas Dilma deixa claro que preferia Pelé no lugar do dirigente.
Segundo um integrante  do Governo Federal, que pediu para não ser identificado, a presidente avalia que o Brasil está ajudando a promover a Copa do Mundo, beneficiando a Fifa. Com Pelé na linha de frente, ela espera fazer o contrário. Quer usar o Mundial para promover o país.
Além disso, Dilma aproveita para associar o evento no Brasil a um personagem identificado com o país. E com uma imagem simpática aqui e no exterior. O mesmo não se pode dizer sobre Teixeira.

O desgaste sofrido pelo cartola  com seguidas denúncias, acompanhadas pela desastrosa entrevista para a revista Piauí, incomodaram a presidente. E ela demonstrou isso publicamente se aproximando de Pelé, com quem o dirigente tem um histórico de rusgas.
Assim, Dilma se distancia mais do cartola, que já teve pelo menos dois pedidos de audiência negados. Ela irá prestigiar a festa de Teixeira no sábado, mas depois de mandar seu recado.

fonte:http://esporte.uol.com.br/futebol/copa-2014/ultimas-noticias/2011/07/27/dilma-rousseff-usa-pele-para-se-afastar-de-ricardo-teixeira-na-organizacao-de-2014.htm

Texto sugerido por Edson Hirata

terça-feira, 19 de julho de 2011

Perder o foco

As palavras são para ser ditas e não silenciadas. A renovação tão buscada pela
Seleção Brasileira não consegue repercutir em conquistas após a perda da Copa com
Dunga. A safra de talentos espalhada pelos gramados brasileiros não consegue repetir
com a camisa verde e amarela o sucesso de outrora.
Sucesso este visto nos toques mágicos de Garrincha e Pelé, de Tostão e Gerson
e cia. A sensação de glória e conquistas, não mexe mais com a paixão do torcedor, que
revive trágicos excessos de estrelismo.
Quando o capitão Lúcio foi ao microfone e desabafou, deixou claro, que a perda
de foco estava enraizada na seleção brasileira e a magia das pernas tortas e o trejeito do
menino de Três Corações tinham perdido a essência de vestir a amarelinha.
Ao ver aquela correria parecia que faltava algo. Via time desesperado, lutando
para vencer um adversário cada vez mais forte e que se colocava bem postada na defesa.
A imprecisão dos passes, a falha nas alas, uma incompreensão no meio de
campo, que quando a bola chegava a frente, encontrava supostamente uma barreira
paraguaia.
Mas por que o Brasil não jogou com o amor pela camisa, vista na disposição
tática da seleção de 1982 e 1986? Por que não correu ao som de Marta, Cristiane e
outras notáveis, que não tem o mesmo incentivo do futebol masculino?
Por que não se buscou força igual a dos gladiadores romanos ou nos 300 de
Esparta? Vencer o adversário a todo custo. Nada funcionava. Veio a prorrogação ( 120
minutos) e não marcamos o gol. Mano Menezes mexeu e não obteve sucesso. Aí veio
os pênaltis, quando não poderíamos errar - falhamos e perdemos. Perdemos o foco e a
chama, que nos deixava próximos de sermos campeões.
Mano Menezes, por outro lado, deve estar se indagando: mais se eu tivesse
levado aquele, ou o outro, ou dois daquele time, ou dois daquele outro? Estas e outras
questões são debates para a crônica esportiva e para se pensar pela comissão técnica
antes da próxima convocação.
Mas o que fica para a nova geração de jogadores Neymar, Ganso, Thiago Silva,
Pato e Lucas? O esquecimento nas próximas convocações e o surgimento de novos
talentos? Uma seleção com jogadores experientes seria a solução?
O que realmente acontecerá com este grupo de jogadores após esta trágica
exibição nos gramados Argentinos?
A resposta nas próximas convocações de Mano Menezes.

por FábioEhlke Rodrigues

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Classes sociais
Estádios não se adaptaram à realidade e ao nível de exigência das faixas A e B; bilhete é injustificável
Desde os tempos em que comecei a estudar marketing e gestão do esporte durante a faculdade (e lá se vão cerca de oito anos), começou um movimento de aproximação do futebol com as classes sociais de maior poder aquisitivo, que os clubes deveriam ter um padrão de gestão de seus negócios mais segmentado, com espaços na arena de jogos para atender as classes A e B, com acessos exclusivos e por aí vai.

Com tais medidas, uma série de consequências apareciam no rol de benefícios: as famílias voltariam aos estádios, pois acreditava-se que iria diminuir a violência; o faturamento dos clubes aumentaria, por trazer pessoas para próximo de si com mais e melhores recursos; as classes C, D e E passariam a acompanhar o futebol apenas pela televisão, aumentando a venda de pacotes Pay Per View – as pessoas iriam se juntar em grupos e assistir na casa de colegas aos jogos por não ter dinheiro para ir aos jogos – dentre outros desdobramentos aparentemente plausíveis.

O que se percebe hoje é que os estádios não se adaptaram à realidade e ao nível de exigência das classes A e B e, por outro lado, os preços dos ingressos simplesmente aumentaram a um patamar que só seria compatível se houvesse melhor prestação de serviços em dias de jogos.

Passado esse tempo, inúmeras transformações ocorreram. E agora estamos vivenciando a ascensão de classes, fruto do desenvolvimento econômico do país nesse período. Leio reportagens, estudos e análises, dia após dia, procurando entender quem é essa "nova classe C", como ela consome, quais são seus hábitos e como a indústria pode se adaptar a ela.

A mais recente que vi foi sobre as adaptações que a TV está promovendo para melhor interagir com essas pessoas, sem se tornar completamente popular (para não se afastar das classes com maior poder aquisitivo).

Enquanto isso, no futebol, identifico apenas iniciativas pontuais para se aproximar desse nicho de mercado, após uma aparente tentativa de se afastar deles. Os produtos licenciados, por exemplo, começam a ganhar corpo no leque de opções de faturamento dos clubes, mas carecem ainda de estratégias de segmentação por classes já que tendem a serem ofertados com preços incompatíveis para aqueles com orçamentos mais limitados.

Quando olhamos para os estádios e suas respectivas taxas de ocupação, percebemos o quanto que o futebol não conseguiu se aproximar efetivamente das pessoas com mais recursos e como se afastou daquelas com menor poder aquisitivo.

Essa incongruência é fruto da falta de gestão do conhecimento organizacional e de mercado.

O futebol no Brasil acaba ficando sempre para trás em relação àquilo que o ambiente externo emite de informação. O processamento desses dados acaba por ser lento, sendo que “o remédio só é aplicado quando o vírus já foi embora”.

Assim, resta saber: o que o futebol está preparando para efetivamente atender os interesses das novas classe C e D, se aproximando, inclusive, de investidores e do ambiente corporativo, completamente antenado a esses movimentos?

É crucial pensarmos em soluções antecipadas nesse e em outros sentidos, sob pena de a cada dia perder espaço para outros concorrentes da indústria do entretenimento

Fonte: http://www.universidadedofutebol.com.br/Jornal/Colunas/3,11453,CLASSES+SOCIAIS.aspx

Texto sugerido por Edson Hirata

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Jornal da Record

As denúncias de corrupção na Fifa atingiram em cheio o presidente da CBF. O jornalismo da Record teve acesso às datas e aos valores dos pagamentos de propina à empresa que é sócia de Ricardo Teixeira e mostra que o suborno aconteceu no mesmo período em que o patrimônio do cartola se multiplicou. Veja na primeira reportagem da série "Cartolas: Jogo Sujo" as denúncias que envolvem o homem que vai organizar a Copa de 2014.

Clique aqui

Fonte: http://noticias.r7.com/jornal-da-record/videos/edicao/?idmedia=4df6a546b51a686a13b9157f

Vídeo sobre o Caso Bosmann

Vídeo interessante produzido pela ESPN sobre o Caso Bosman, mola propulsora do fim da lei do passe.


Clique aqui e veja.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Gustavo Delbin, advogado especialista em direito desportivo

Diretor do IBDD analisa alteração na Lei Pelé e reflete sobre Fair Play Financeiro e momento do país
Equipe Universidade do Futebol 

Recentemente, as mudanças na Lei Pelé, por intermédio da Lei 12.395/11, renderam um debate no meio acadêmico-esportivo. Tal processo ligado a diversos dispositivos que estavam mantidos ao longo destes 13 anos era necessário e a legislação moderna deve passar a viabilizar o desenvolvimento dos esportes, principalmente do futebol, no país. É o que pensa Gustavo Delbin.

Advogado da Aidar SBZ Advogados, especialista em Direito Desportivo, ex-coordenador regional da ESA/SP (Escola Superior de Advocacia) e atual diretor do IBDD (Instituto Brasileiro de Direito Desportivo), ele entende que a atualização resultará em mais proteção aos clubes formadores. Além disso, haverá a criação do mecanismo de solidariedade nacional para prever pagamento de valores a essas agremiações em todas as transferências, como já existia para os negócios internacionais nas normas da Fifa.

Outro ponto de destaque positivo na ótica do coordenador e professor do curso de pós-graduação em Direito Desportivo na parceria IBDD/Unilearn é o aperfeiçoamento da parte trabalhista da lei, em seu artigo 28 e seguintes, com a instituição das cláusulas indenizatórias e compensatórias desportivas, a regularização dos direitos dos atletas e a previsão de situações específicas dos contratos especiais entre clubes e atletas.
“Não acredito que existam pontos negativos a serem destacados, mas um ponto que necessita de atenção especial no decreto regulamentador que será publicado em breve é a questão envolvendo as relações entre empresários, agentes e procuradores com atletas, sua interferência nos contratos com os clubes e na gestão da carreira de forma geral”, sinalizou o advogado.

Em se considerando que o futebol caminha ao passo da globalização, acorrentar o livre mercado com normas restritivas e proibitivas talvez seja uma forma de criar obstáculos à própria evolução do desporto. Delbin entende que não se devem medir esforços para evitar que talentos se transfiram muito cedo para países estrangeiros, entretanto, a realidade é muito difícil e por vezes foge de um possível controle.
“Um fator relevante e determinante é que não se pode evitar que um trabalhador (atleta) queira se transferir para outro empregador (clube) sendo mais bem remunerado. Trata-se de liberdade de trabalho”, indicou. “Não há como proibir que o atleta deixe o país buscando melhores condições de trabalho e remuneração. O importante é criar mecanismos para que o Brasil assuma definitivamente sua qualidade de excelente formador de mão de obra qualificada no futebol”.

As ideias para criar esse “ciclo virtuoso”, em que todos os envolvidos possam ganhar de forma equânime e justa, bem como reflexões de Delbin a respeito do Fair Play Financeiro e do momento propício para o Direito Desportivo com a organização da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016 estão nesta entrevista concedida à Universidade do Futebol. Confira!




 Na obra, entendimento de que a Justiça Desportiva deve regular relações atinentes ao desporto, sua disciplina e suas competições, em conformidade com o direito desportivo
Universidade do Futebol – A Lei Pelé já completou uma década e passou por algumas atualizações. De maneira geral, você acredita que a legislação brasileira favoreça a gestão de um clube de futebol? Em sua opinião quais os pontos positivos e negativos a serem ressaltados nesta atualização?
Gustavo Delbin – Acredito que a gestão de um clube de futebol é muito cara e trabalhosa, independentemente da legislação. A legislação desportiva brasileira, na minha opinião, é moderna e atualizada, para isso é evidente que deve ser constantemente alterada para acompanhar a velocidade do esporte e a necessidade do mercado e de seus negócios, que são grandiosos.
Com relação à Lei Pelé isso não é diferente. Ela passou por grandes e necessárias alterações ao longo destes seus 13 anos e hoje se trata de lei moderna que viabiliza o desenvolvimento dos esportes, principalmente do futebol, no país.
Os pontos positivos das mudanças na Lei Pelé para mim são a proteção aos clubes formadores; a criação do mecanismo de solidariedade nacional para prever pagamento de valores aos clubes formadores em todas as transferências entre clubes, como já existia para as transferências internacionais nas normas da Fifa; e também o aperfeiçoamento da parte trabalhista da lei, em seu artigo 28 e seguintes, com a instituição das cláusulas indenizatórias e compensatórias desportivas, com a regularização dos direitos dos atletas e a previsão de situações específicas dos contratos especiais entre clubes e atletas.
Não acredito que existam pontos negativos a serem destacados, mas um ponto que necessita de atenção especial no decreto regulamentador que será publicado em breve é a questão envolvendo as relações entre empresários, agentes e procuradores com atletas, sua interferência nos contratos com os clubes e na gestão da carreira de forma geral.
Por fim, acredito que é importante que a lei seja clara, evitando interpretações dúbias. A lei tem que se adaptar e se modernizar constantemente visando diminuir as discussões jurídicas que dela possam surgir. Neste aspecto destaco, por fim, as mudanças com relação ao direito de imagem, ao direito de arena, das horas extraordinárias na concentração, da aplicação da CLT em determinados pontos que eram constantemente discutidos no judiciário brasileiro, sempre sujeitas a diferentes interpretações e decisões nem sempre coerentes.


Universidade do Futebol – Ainda sobre a Lei Pelé, o art. 27-C do Projeto de Lei nº 5186 determina que os contratos só serão válidos se firmados com agentes credenciados. Essa redação veda a atuação de advogados e parentes dos atletas, antes autorizados a representar os atletas? Qual a sua avaliação sobre isso?
Gustavo Delbin – Na minha opinião, este é exatamente um ponto que deve ser discutido e previsto no Decreto regulamentador da Lei. A redação do artigo pode gerar discussão, portanto, no Decreto seria importante esclarecer seu alcance.
Outra importante constatação é que a legislação estabelece um rol de possibilidades em seus incisos que delimitam a participação dos agentes.
Por fim, cumpre informar que não se pode proibir a atuação de advogados e parentes porque seria contrário ao que já está previsto nas normas da Fifa (Regulations Player’s Agents, article 4) e na própria legislação brasileira (Código Civil e a Lei nº 8.906/94, o Estatuto da Advocacia). Se isso não for tratado e esclarecido no Decreto, viveremos um período de insegurança jurídica, com direito a longas disputas no judiciário brasileiro e, talvez, até na Fifa e no TAS.





Universidade do Futebol – Quais mecanismos devem ser criados para assegurar mais direitos aos clubes formadores brasileiros e aos próprios atletas, transferidos cada vez mais cedo para países estrangeiros? A CBF está inserida nesse contexto e falha na administração política do esporte?
Gustavo Delbin – Não se devem medir esforços para evitar que talentos se transfiram muito cedo para países estrangeiros, entretanto, a realidade é muito difícil e por vezes foge de um possível controle. Um fator relevante e determinante é que não se pode evitar que um trabalhador (atleta) queira se transferir para outro empregador (clube) sendo mais bem remunerado. Trata-se de liberdade de trabalho.
Pensando como atleta, ou melhor, advogando para o atleta, nesta questão, é fácil defender seus interesses neste sentido. O que deve ser alterado e protegido – vez que dificilmente os clubes brasileiros poderão medir forças com os clubes estrangeiros, pelo menos por enquanto – é que os clubes formadores devem ser protegidos, indenizados, recompensados pelos gastos que tiveram na educação e preparo deste atleta.
Na minha opinião, não há como proibir que o atleta deixe o país buscando melhores condições de trabalho e remuneração. Repito: o importante é criar mecanismos para que o Brasil assuma definitivamente sua qualidade de excelente formador de mão de obra qualificada no futebol – o clube forma, o clube recebe, o clube continua formando e recebendo, criando um ciclo virtuoso em que todos os envolvidos possam ganhar de forma equânime e justa.
Universidade do Futebol – Em janeiro deste ano, em Dubai, foi realizada uma conferência que discutiu a inclusão de um novo conceito regulador da atividade dos “intermediários”, o qual passaria a substituir a atividade capitaneada pelos “agentes licenciados”. De maneira pontual, o que isso representaria?
Gustavo Delbin – Na minha opinião, significa uma necessária regularização e maior fiscalização da função, direitos e deveres dos “intermediários” que trabalham com o futebol. Costumo dizer que o que se regulamenta fica melhor; as leis e normas não devem criar dúvidas, mas sim estabelecer soluções para o cotidiano e o mercado.
Se o novo conceito vier para solucionar os problemas existentes entre clubes, intermediários – agentes, procuradores e empresários – e atletas, isso deve ser muito bem recebido pelas comunidades esportiva e jurídica de maneira geral.



Universidade do Futebol – De maneira geral, como você analisa os departamentos jurídicos dos clubes brasileiros? Eles estão realmente preparados para as responsabilidades para as quais são designados?
Gustavo Delbin – A grande maioria dos clubes que conheço e com quem tenho relacionamentos pessoais ou profissionais tem departamentos jurídicos muito bem preparados. Outros contratam escritórios capazes para atender às demandas desportivas.
Acredito que entre nas funções técnicas existentes dentro dos clubes – obviamente fora do aspecto estritamente esportivo – e as que mais se destacam atualmente, para mim, são os departamentos jurídicos e médicos.
Tais profissionais têm buscado a cada dia se especializar e estudar mais, preparando-se para oferecer soluções capazes, com o diferencial da criatividade inerente aos brasileiros, para atender as demandas com precisão e rapidez. Cumpre destacar também, sob pena de se cometer uma terrível injustiça, as áreas de marketing, que se desenvolveram e se especializaram muito de alguns anos para cá, em clubes grandes e médios.
Universidade do Futebol – O Fair Play Financeiro da Uefa, de alguma maneira, já se reflete no Brasil?
Gustavo Delbin – Entendo que ainda não. Temos que melhorar muito neste ponto. O Fair Play Financeiro deveria atingir a todos, e os clubes terão que se adequar a uma regra básica e bem simples sob o ponto de vista de gestão: não gastar mais do que arrecada.
Certamente um controle mais rígido sobre as finanças dos times resultará em um crescimento sustentado, por meio da disciplina orçamentária, controlando-se de maneira profissional e transparente os gastos e as receitas. Acredito que poderemos sentir uma revisão nos aspectos financeiros dos clubes de futebol.
Repito: gasta-se muito no futebol e um possível reflexo deste conceito é que os clubes da Uefa poderão controlar melhor seus gastos, fazendo menos contratações milionárias, nivelando o mercado e possibilitando um equilíbrio que favorecerá o mercado mundial de futebol.
Universidade do Futebol – Quais as principais medidas de caráter estrutural que você julga fundamentais para o avanço da legislação desportiva brasileira? Pela importância e tradição, não deveríamos ter uma legislação que contemplasse unicamente o futebol?
Gustavo Delbin – Este é um ponto discutido constantemente no meio técnico, acadêmico e legislativo brasileiro. O futebol é o maior esporte de nosso país, sem dúvida. Neste aspecto, tudo que se relaciona com o futebol tem maior importância. Entretanto, não creio que se deva tratar o futebol de forma diferente, pelo contrário, acredito que devamos utilizá-lo para alavancar as demais modalidades.
O esporte brasileiro não pode se limitar ao futebol. Devemos abraçar a condição de celeiro olímpico valorizando todas as outras modalidades. E o vôlei é o maior exemplo do sucesso do planejamento esportivo que temos, com as leis que já existem.
Não é a criação de leis que determina o sucesso de determinada área, mas sim a aplicação das melhores técnicas de administração, de marketing, de gestão, com profissionais capacitados e dirigentes atuantes, bem intencionados. Acredito no Brasil como formador de mão de obra esportiva, como celeiro de atletas e de profissionais do esporte. Se tivermos leis especiais individualizadas, que tenhamos para cada uma das modalidades, igualmente importantes e lucrativas, desde que bem geridas.


 Esporte brasileiro não pode se limitar ao futebol, crê Delbin, que cita o modelo do vôlei como um exemplar de gestão

Universidade do Futebol – Como profissional que atua no âmbito esportivo, quais as perspectivas que você vislumbra para o mercado com a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos de 2016 em se considerando o direito desportivo?
Gustavo Delbin – Acredito que o direito desportivo seja a bola da vez. Os maiores eventos esportivos do mundo acontecerão em nosso país e para tudo – todos os contratos e negociações – a participação de pelo menos dois bons advogados – um de cada lado da relação – capacitados, atualizados, preparados, é mais do que essencial.
Se pensarmos em todos os negócios que são desenvolvidos nestes grandes eventos, não existe medida para as excelentes perspectivas para a nossa atuação.
Universidade do Futebol – Em complemento à pergunta anterior, como você vislumbra a participação do IBDD no âmbito do mercado esportivo, em se considerando o período até a Copa de 2014 e os Jogos de 2016, e como meio de capacitação para os interessados em ingressar na área do direito desportivo?
Gustavo Delbin – Cabe ao IBDD continuar desenvolvendo o direito desportivo em nosso país. Já formamos nove turmas de pós-graduação em Direito Desportivo e editamos 19 volumes da Revista Brasileira de Direito Desportivo. Continuaremos fazendo isso e realizando mais cursos e eventos.
É difícil falar em números exatos, mas acredito que oito de cada 10 cursos e palestras de direito desportivo realizados no país têm a participação direta de professores e palestrantes formados pelo IBDD.
Nossa próxima turma de pós-graduação em direito desportivo terá a parceria e coordenação conjunta com o Complexo Educacional Damásio de Jesus e a Federação Paulista de Futebol, com início em agosto de 2011.
Com relação à revista, contamos atualmente com a parceria editorial da Ed. Revista dos Tribunais e nosso 19º volume encontra-se no prelo. Os interessados em assinar a publicação devem buscar mais informações diretamente com a Editora RT.
Para aqueles que desejarem publicar seus artigos doutrinários, trabalhos técnicos, peças de direito desportivo em nosso próximo número devem encaminhá-los para secretaria@ibdd.com.br até 30 de outubro.
Por fim, realizaremos também este ano nossa primeira visita técnica internacional. O evento será realizado no Chile, nas cidades de Santiago e Valparaíso, entre os dias 12 e 18 de novembro. A programação consiste em visitas técnicas ao Comitê Olímpico Chileno e entidades profissionais de esporte (a definir entre Colo-Colo, Universidad de Chile, Audax Italiano e Unión Española) e conferências sobre ordenamento jurídico desportivo no Chile.
A ideia é realizarmos um evento internacional por ano, até a realização dos Jogos Olímpicos de 2016. A programação completa de nossos eventos pode ser encontrada no site www.ibdd.com.br.

Texto sugerido por Edson Hirata
Fonte: http://universidadedofutebol.com.br/2011/07/4,10788,GUSTAVO+DELBIN++ESPECIALISTA+EM+DIREITO+DESPORTIVO.aspx