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sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Comentários sobre o aguante


Em uma das aulas que frequentei na UBA com o prof. Pablo Alabarces, o debate gravitou em torno do universo futebolístico, mais estritamente ao redor do universo do aguante, do torcedor aficionado, imerso em sua paixão a ponto de assumir sua identificação desportiva não só como aspecto central e organizador de sua vivência cotidiana, mas como uma postura cultural e política alternativa aos padrões sociais hegemônicos.
Reconhecer a existência do aguante enquanto espécie de caráter resistente a uma ordem imposta não significa compactuar com seus códigos simbólicos, comportamentos, valores e balizas morais. Como ressaltou Alabarces, há uma sorte de ética do aguante, profundamente arraigada em um conjunto de concepções não só heteronormativas, mas definitivamente pertencentes a um etos eminente e restritamente masculino. Nestas condições, a torcida ainda se configuraria enquanto um espaço, para roubar um dos termos célebres das crônicas do prof. Luiz Carlos Ribeiro neste blog, de “machos beberrões”.

sábado, 12 de outubro de 2013

Con otros nombres y la misma eficacia


Era la noche del reencuentro, con tranquilidades encima, sin histerias, con certezas, sin urgencias. Volvía la Selección a jugar ante su gente, en el Monumental, ahora ante Perú, en la última parada de local en estas Eliminatorias rumbo a Brasil 2014. Y lo hacía el equipo de Alejandro Sabella con la clasificación asegurada. Y con ciertos retoques en la formación. No en el sistema, claro. Porque el técnico decidió mantener el 4-3-3 para recibir a un rival diezmado por las lesiones y sin grandes motivaciones a la vista, alejado de la chance de ir al Mundial y con el nombre de Ricardo Gareca asomando en el nuevo proyecto para iniciar en enero el ciclo posterior al de Sergio Markarian. Pero sí lo hacía el seleccionado, en cambio, con otros nombres por esas cuatro ausencias notorias. Banega, Biglia, Lavezzi y Palacio por Gago, Mascherano, Messi e Higuaín. Con el regreso de la defensa titular, esa que no pudo exhibir Argentina en la fecha anterior, en su visita a Paraguay, cuando atrapó el boleto a la Copa del Mundo con un lapidario 5-2.

domingo, 8 de setembro de 2013

Crônica da Semana


Futebol e sociabilidade

por Ernesto Sobocinski Marczal

futebol-de-rua

Há pouco tempo desembarcava no Aeroporto Internacional Ministro Pistarini, mais como conhecido como Aeroporto Internacional de Ezeiza. A principal porta de entrada para a Argentina, sobretudo para aqueles com destino a sua charmosa capital, Buenos Aires. Ao descer do avião, passar pela migração e recolher minha bagagem, dava meus primeiros passos rumo a um período razoável de estudos em um lugar desconhecido. 

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Defendido por Havelange, Videla usou Copa em prol da ditadura Argentina

General Videla entregou a taça da Copa do Mundo para Daniel Passarella em 78
General Videla entregou a taça da Copa do Mundo para Daniel Passarella em 78


Morto na última sexta-feira, o ditador Jorge Rafael Videla foi um dos principais personagens do Mundial mais controverso da história. À frente da Argentina entre 1976 e 1981, usou a Copa do Mundo de 78, organizada no país e vencida pela seleção local, como propaganda de um governo responsável pela morte de 30 mil pessoas.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Brasil x Argentina: o sentimento de rivalidade em perspectiva


Sugestão e comentários de Ernesto S. Marczal


Não é de hoje, ou sequer apenas do futebol, que a rivalidade com os Argentinos aparenta povoar o imaginário brasileiro. Contudo, parece que a recíproca nem sempre foi verdadeira. O breve vídeo com os comentários do sociólogo Ronaldo Helal em um programa esportivo em rede de televisão a cabo, em 2010, expõe algumas dessas questões. Os comentários do pesquisador, frutos, inclusive, de sua própria experiência no país vizinho, explicitam as mudanças na tonalidade desse embate simbólico. A partir dos comentários de Helal, se os brasileiros desejavam sustentar a rivalidade com os conterrâneos platinos parece que, aos poucos, eles também começam retribuir. Algo que  sedimenta tanto a memória e tradição, inventadas, sobre futebol nacional quanto sobre o sul-americano. 

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Virada de mesa no futebol argentino tem aval do governo

LUCAS FERRAZ
DE BUENOS AIRES
Com o aval do governo de Cristina Kirchner, a AFA (Associação de Futebol Argentino) acertou uma polêmica virada de mesa no campeonato de futebol nacional com a unificação das séries A e B a partir do próximo ano.


Martín Quintana-17.fev.2011/Efe
Cristina Kirchner (centro) gesticula ao lado de Julio Grondona (dir.) durante a inauguração do estádio Ciudad de La Plata em fevereiro
Cristina Kirchner gesticula ao lado de Grondona (dir.) na inauguração do estádio Ciudad de La Plata em fevereiro
A reestruturação, chamada pela Casa Rosada e pelos cartolas de "federalização do futebol", tem o objetivo de reunir 38 equipes num torneio único, que começaria em agosto do ano que vem.
A decisão praticamente garante a volta à elite do recém-rebaixado River Plate. O clube, contudo, terá que disputar neste segundo semestre (Campeonato Abertura), e no primeiro semestre de 2012 (Clausura), a Série B.
"Se o River não cai, isso não teria sido decidido. Sem televisão, não há futebol. A televisão paga e tem voz", declarou com espantosa sinceridade o porta-voz da AFA, Ernesto Cherquis Bialo, em uma entrevista coletiva.
A decisão de criar um novo campeonato, apresentada na noite de anteontem e chancelada pelo governo, amplia ainda mais o programa "Futebol para Todos", que estatizou o futebol da primeira divisão e selou a aliança entre Julio Grondona, presidente da AFA, e os Kirchner.
Desde 2009, o Estado tem os direitos de transmissão da Série A. As partidas são exibidas pela TV pública, em meio a propagandas do governo.
Na reunião do Conselho Executivo da AFA, a virada de mesa foi aprovada por 22 votos, contra quatro abstenções e uma ausência. Não houve voz contrária.
A decisão será referendada no dia 18 de outubro, em uma votação da assembleia dos clubes argentinos.
Todos os 38 times que disputarem o novo campeonato sairão ganhando. Isso porque o faturamento dos clubes, abastecido com dinheiro público, deverá dobrar, representando um incremento total de R$ 500 milhões.
A medida afeta diretamente o Grupo Clarín, o maior conglomerado de mídia do país e inimigo da Casa Rosada. O grupo é dono da Trisa, empresa que detém os direitos de transmissão da Série B. O contrato será suspenso.
O novo campeonato começa em agosto de 2012, com os atuais 20 times da primeira divisão, os 16 da segunda e os campeões de duas competições metropolitanas.
Os 38 times serão divididos em dois grupos. Após a primeira fase, 19 sobrevivem para disputar título e vagas nos torneios sul-americanos.

Fonte:http://www1.folha.uol.com.br/esporte/950247-virada-de-mesa-no-futebol-argentino-tem-aval-do-governo.shtml