terça-feira, 26 de outubro de 2010

Crônica da Semana

Não faz sentido!

por Aline Jorge Corrêa
Graduanda do curso de Educação Física- UFPR

Me apropriei do nome do vídeo lançado por Felipe Neto porque ele, digamos assim, se lançou na internet. Foi colocando as suas gravações no “Broadcast Yourself” e começou a acumular um pequeno grupo de ouvintes, até se tornar um videoblogger mais assistido.
Os clubes de futebol também pretenderam aderir às mídias sociais para aumentar suas receitas. Ou melhor, para fidelizar o relacionamento com os torcedores.
O uso da twitcam para transmissões de jogos ao vivo ou treinos secretos (como o caso do Atlético-Pr, que teve de explicar tal atitude) é justificado pelos seguintes motivos: distanciar de outros meios de comunicação e ter uma relação mais fiel com o público consumidor; possibilitar uma interação mais rápida e eficiente com os torcedores fiéis; atingir o público jovem; ou ainda o apresentado pela Diretoria de Marketing e a Assessoria de Imprensa do Atlético-Pr na tentativa de respaldar as suas ações – uma forma diferenciada de informação e interação com o clube.
Em estudo publicado pelo grupo “Futebol e Sociedade”, observamos que essa capacidade de se relacionar diretamente com o torcedor é fundamental para aumentar as receitas e a participação nesse mercado futebolístico. Pensando nisso, o clube, ao se utilizar dessa ferramenta, procura colocar diversos atrativos para manter os seus torcedores “twittando” as suas tags. Mesmo que tenha que prestar satisfações perante as outras mídias – o que, dependendo do caso, não é de todo ruim, visto que a diretoria acima referida observou que existia um número significativo de repórteres que acompanhava o cotidiano do Clube via esse mecanismo. O Atlético-Pr tornou-se, assim, o implementador de uma nova experiência que pode servir de exemplo para outros clubes que desejam aderir a novas mídias.
A mídia social pode contribuir com o marketing esportivo pois pode alertar os seus consumidores sobre produtos novos na website do time. Também quando ela demonstra seu relacionamento com o patrocinador – associação de marcas –. Além de quando anuncia eventos e propõe promoções clubísticas. E mais uma infinidade de estratégias que podem ser tomadas para potencializar online a paixão do torcedor.
Importa ressaltar que para manter certa integridade da imagem do clube, este deve adquirir determinadas posturas. Dentre elas, duas possibilidades: abafar qualquer polêmica para não arranhar a marca; e, uma solução mais radical – por sinal, já tomada por dirigente de um clube europeu – proibir ou evitar que o atleta se utilize dessas mídias sociais (ao menos sem um controle prévio do próprio clube).
Enfim, a mídia social pode ser um mecanismo que deve auxiliar na promoção do clube, porém deve-se ter cuidado ao utilizá-la para não ocasionar um efeito contrário ao proposto. Fica à capacidade do clube gerenciar nesse instrumento a forma como sua imagem é apresentada. Ou, como Felipe Neto, saber se promover. Caso contrário, recorrer a este tipo de mídia não fará sentido!

2 comentários:

  1. André Alexandre G. Couto26 de outubro de 2010 21:57

    Cara Ana:

    Realmente, os clubes e atletas estão se apropriando de uma ferramenta moderna de comunicação para promover um marketing institucional e/ou pessoal. Na verdade, esta discussão abrange toda a sociedade, pois estas redes estão girando por aí. Confesso que sou meio conservador ao discutir os efeitos destas ferramentas, porém, é um tema excelente a ser investigado.

    Um abraço,

    André Alexandre Guimarães Couto

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  2. Aline no seu texto você afirma que o Atletico-PR lançou uma nova forma de comunicação que devia ser seguida por outros clubes, mas pelo que eu ja tenho visto outros clubes ja a utilizaram em ocasiõe anteriores.
    por tanto cuidado com as informações que você publica
    valeu

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